sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Caliterra Tribute cabernet Sauvignon 2005


Vinho : Caliterra Tribute
Tipo : Tinto seco
Safra : 2005
País : Chile
Região : Vale do Colchagua
Produtor : Caliterra
Casta : 91% Cabernet Sauvignon, 6% Carmenere, 3% Petit Verdot
Graduação : 14,5%
Preço : R$ 59,00

                      Caliterra Tribute já nasceu com um belo pedigree, pois é fruto de uma join venture de Eduardo Chadwick e Robert Mondavi. Feito de uvas colhidas a mão, passa 13 meses em barrica de carvalho, 77% barricas americanas, 23% francesas, sendo 34% novas.
                    Uma cor vermelho rubi com halo terracota pra marron, demonstranto um boa evolução. No nariz tem seu ponto forte, inicialmente exala uns aromas mentolados que com um tempo vão ficando mais escassos, então aparecem as especiarias (café, pimenta do reino), também notamos chocolate e baunilha. Sentimos ainda, alguma fruta negra como ameixa, amora e uns aromas tostados. Na boca muito equilíbrio, taninos bem evoluídos, acidez na medida e álcool quase imperceptível. Retrogosto agradável e com uma passagem por boca marcante.
                     Um vinho potente, e estruturado que vai muito bem com uma boa carne de cordeiro ou mesmo um churrasco. Parabéns ao primo Werton Lôbo que levou esse vinho pra confraria TUESDAY WINE FEVER.
 
                             
                            

domingo, 11 de dezembro de 2011

Owl Ridge Sunset Red 2007




Vinho : Owl Ridge Sunset Red
Tipo : Tinto seco
Safra : 2007
País : Estados Unidos
Região : Sonoma Valley - Califórnia
Produtor : Owl Ridge Wines
Castas : 62% Pinot Noir, 27% Syrah e 11 Carignan
Graduação : 14,8%
Onde comprar : Sociedade da Mesa
Preço : R$ 100,00

                  Owl Ridge Sunset Red 2007, este californiano envelhece 3 anos em barricas de carvalho francês e foi a seleção dos grandes vinhos deste mês da Sociedade da Mesa.
                   Tem cor rubi translúcido, lágrimas em grande número, viscosas e lentas. No nariz é bem complexo, sentimos menta, frutas vermelhas (framboesa), frutas negras (ameixa), café e pimenta do reino. Na boca um pouco alcoólico no início, mas depois de evoluir na taça o álcool fica bem equilibrado. Acidez e taninos na medida certa, com final de boca marcante, agradável que supera os 10 segundos.
                    Harmonizei com uma paleta de cordeiro, legumes e ervas finas do Restaurante Geppo's em Fortaleza. Na minha opinião o californiano perdeu a batalha, o cordeiro venceu o vinho. Talvez tenha me empolgado pelos 3 anos de barrica e pelo toque de syrah, achei que daria certo com esse cordeiro. Infelizmente não deu... Fazer o que...  Não foi por isso que deixamos de bebê-lo. Um vinho muito interessante pela complexidade dos aromas e também pela sensação agradável em boca, pois apesar de 14,8% de álcool é saboroso e refrescante.
                Vale a pena conferir... Esse eu indico muito, porém procure um prato mais leve pra acompanhar. Sugiro um Coq au Vin.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Château Mouton-Rothschild 1975... Confesso que bebi...

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Vinho : Mouton - Rothschild
Tipo : Tinto seco
Safra : 1975
País : França.
Região : Bordeaux - Haut Médoc - Pauillac
Produtor : Château Mouton Rothschild
Castas : Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot

        Tudo era apenas uma brincadeira que foi crescendo e crescendo... Foi assim que começou nossa confraria a TOUR DU VIN em Fortaleza. Composta por 5 membros, 2 profissionais liberais (médicos), 2 empresários e 1 funcionário público, todos loucos por vinhos. Para comemorar um ano de existência resolvemos brindar nosso natal com um dos Premiers Cru e o escolhido foi o Chateaux Mouton Rothschild.
        Para adquirir a tão sonhada garrafa, o nosso companheiro Alessandro Arruda participou de um leilão via telefone na CHRISTIE'S, conseguindo portanto este tesouro safra 1975. Depois de enviar a foto ao produtor e confirmar a veracidade do produto compramos o Mouton Rotschild 1975.
       Marcamos a degustação no restaurante Sah em Fortaleza cujo proprietário o nosso amigo português Marcos Gil acabara de ser eleito pelo juri de Veja Fortaleza o melhor chefe de cozinha em 2011.
       A garrafa foi aberta pelo Alessandro com um saca-rolha de lâmina o que chamamos na liguagem popular de salva garçon. Foi realmente trabalhoso, a rolha quedrou, mas o confrade conseguiu recuperar o pedaço deixado sem que caísse na garrafa. Decantamos apenas para evitar a borra já que por orientação do próprio somellier da Mounton Rothschild tínhamos que tomar logo o vinho. "Nada de muito tempo no decanter, pois se trata de um vinho muito frágil pelo tempo de evolução", disse o renomado somellier.
       Sua cor era vermelho, entre rubi e terracota com halo marron. Esperava um vinho com uma cor bem mais evoluida, mas realmente me surperendeu. No nariz uma complexidade de aromas tostados, especiarias (pimenta) e chocolate. Por incrível que possa parecer ainda nos remetia a frutas negras tipo ameixa e amora. Nunca imaginei que um vinho com 36 anos pudesse ter alguma coisa de fruta nos seus aromas. E na boca? Ah, na boca... Estupendo, elagante, soberbo e o mais surpreendente, AINDA SE SENTIA OS TANINOS !!!! Como que pode um vinho de uma idade desta ainda se sentir os taninos? É realmente um bordeaux de uma potência interminável. Seu retrogosto é infinito e no final de boca sentimos, café e chocolate.
      O que eu tenho a dizer é que esse emblemático Bordeaux é simplesmente fascinante e fenomenal. E pra harmonizar?  Pra harmonizar optamos por nada! Ou vocês acham que eu ia misturar esse vinho maravilhoso com algo. Esse merece ser reverenciado é sozinho.

PS. Rômulo lôbo, Alexandre Landim, Alessandro Arruda, Marcus Vale e Danilo Arruda, esses são os membros da nossa confraria (TOUR DU VIN).
          

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dal Pizzol Cabernet Sauvignon 2006


Vinho : Dal Pizzol
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : Brasil
Produtor : Dal Pizzol Vinhos Finos
Região : Serra gaúcha ( Bento Gonçalves)
Casta : 100% cabernet sauvignon
Graduação : 13%
Onde Comprar : http://www.dalpizzol.com.br/
Preço : R$ 27,00

                             Mais um vinho brasileiro que me surpreendeu positivamente. Dal Pizzol cabernet sauvignon 2006. Passa um processo de fermentação com maceração prolongada (10 dias) a uma temperatura de 28 a 30 graus e amadurece 15 meses em barricas.
                             Cor vermelho terracota com halo marron, mostrando toda a sua evolução. Sua lágrimas são bem abundantes e finas. Nos aromas se revela encantador, com notas de café, tabaco, couro, pão torrado e alguma coisa de ameixa em compota. Na boca o tripé álcool, tanino e acidez se encontra muito equilibrado. Na verdade, por ser um vinho nacional 2006 achei que já estivesse decrépito, mas para minha surpresa está muito bom, no ponto de beber. Portanto, não evoluirá mais do que isso.
                             Pra harmonizar escolhi um boa codorna grelhada,(combinou muito bem) mas se não for com codorna vai muito bem com cordeiro. Mais que eu aprovo e indico.
                            
                         

sábado, 19 de novembro de 2011

Alto Moncayo 2008


Vinho : Alto Moncayo
Tipo : Tinto seco
Safra: 2008
País : Espanha
Região : Aragón
Produtor : Bodegas Alto Moncayo
Casta : 100% Garnacha
Graduação : 16%
Onde comprar: Mistral
Preço : R$ 185,00

           Apesar de ser espanhol este belo vinho tem o dedo do enólogo australiano Chris Ringland. Um cara acostumado a receber 100 pontos de Robert Parker. Maturado em barricas de carvalho americano e francês, este espanhol apesar dos seu 16% de graduação alcoólica em momento algum tem a predominância do álcool sobre os demais componentes. Merece uma guarda de 10 anos, porém bebi agora e me surpreendi com tanta elegância.
          Cor vermelho bem escuro quase violeta, lágrimas abundantes grossas e lentas. Tem aromas de café, couro, chocolate branco, ameixa e especiarias tipo pimenta. Na boca bem elegante, um retro-olfato que nos remete a chocolate e café. Álcool quase imperceptível, acidez e taninos muito equilibrados. Na passagem por boca deixa o seu recado com elagância e com um retrogosto bem longo e muito delicioso.
           Levei esse vinho para o Restaurante Cabana del Primo aqui em Fortaleza e tomei com meu amigo anestesista carioca Ronaldo Vinagre. Ele achou fenomenal esse caldo espanhol, principalmente quando harmonizamos com o delicioso e suculento bife ancho ao ponto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hall Napa Valley Cabernet Sauvignon 2007


Vinho : Hall 2007
Tipo : Tinto seco
País : Estados Unidos
Região : Califórnia ( Napa Valley)
Produtor : Hall Napa Valley
Casta : 100% cabernet sauvignon

                Aproveitando minhas férias em Orlando resolvi provar por lá alguns carbernets americanos e um dos que me chamaram mais atenção foi o Hall 2007. Tem cor vermelho escuro com halo violáceo, lágrimas bem grossas que percorrem lentamente a taça. Seus aromas nos remetem a ameixa em compota, cassis, morango bem maduro, café, chocalate meio amargo e tabaco. Na boca estupendo, carnudo, complexo e opulento. Parece até que podemos mastiga-lo. Retrogosto muito demorado e agradabilíssimo. Pela sua estrurura tem um grande potencial de guarda, cerca de 8 a 10 anos.
                           Para harmonizar com esse belo vinho sugiro um carre ou mesmo um pernil de cordeiro e até mesmo um delicioso bife de tira. O fato é que ele pede uma carne bem feita a altura da sua estrutura.
Esse eu aprovei e indico muito.
                           Sobre o preço paguei em um restaurante lá em Orlando 80 dólares, mas já vi em alguns sites que seu preço é em torno de 45 dólares. Infelizmente não encontrei em nenhum site brasileiro. Se alguem encontrar esse vinho aqui no Brasil me avise.

sábado, 15 de outubro de 2011

Beronia Tempranillo Elaboraciòn Especial 2009

Vinho : Berônia Elaboraciòn Especial
Tipo : Tinto seco
Safra : 2009
País : Espanha
Região : Rioja
Produtor : Bodegas Beronia
Casta : 100% Tempranillo
Graduação :14%
Onde comprar : wine.com.br
Preço : R$90,00

               Berônia 2008, com seus nove meses de barrica americana, tem uma cor vermelho rubi com halo violáceo, apresenta-se com grande quantidade de lágrimas, viscosas e lentas. Seu aromas traduzem frutas negras (ameixa), café, couro, defumados e notas lácteas (chocolate branco). Na boca elegante, acidez muito boa, ácool na medida, refletindo um grande equilíbrio. Retrogosto longo (mais de 10 segundos) e bem agradável sem nada de amargor. Esse vinho espanhol na minha opinião está pronto pra beber, pode até esperar mais uns 2 ou 3 anos na garrafa, mas quem fizer isso estará perdendo a oportunidade de tomar um grande vinho. Foi pra mim o melhor vinho do ano do Clube W da wine.
             Levei o Berônia 2009 ao Restaurante Pouccinella (rolha R$35,00) em Fortaleza e harmonizei com um pernil de carneiro. Acertei em cheio, ficou perfeita a harmonização. Detalhe negativo da degustação ficou por conta da rolha... Eu achei muito cara.
             Indico muito esse vinho. Esse sim vale o preço, pois vinho caro pra mim, é vinho ruim, não importa quanto ele custe.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chateauneuf Du-Pape Abel Pinchard


Vinho : Chateauneuf Du-Pape
Tito : tinto seco
Safra : 2007
País : França
Região : Rhône ( Chateauneuf Du-Pape)
Produtor : Abel pinchard
Castas : Granache, Mourvedre, Syrah, Cinsault, Picpoul, Clairete, Bourboulenc, Terret, Counoise, Muscadim, Vaccarese, Picardan, Roussanne.
Graduação : 13,5%
Onde comprar : http://www.winestore.com.br/
Preço: R$ 130,00

                       Abel Pinchard, um produtor conhecido na França que faz belos vinho dentre eles esse Chateauneuf Du-Pape 2007. Por lei pode-se usar até 13 uvas, entre tintas e brancas na elaboração do Chateauneuf-Du Pape. Nesse particularmente o produtor não se fez de rogado, usou tudo que tinha direito, nada mais do que 13 castas. Isso não tira em nada o mérito do elaborador, nem do vinho, pelo contrário, reflete toda a alquimia que vem por traz das grandes marcas.
                      Um vinho de cor intensa, rubi escuro com halo entre terracota e violáceo, lágrimas, lentas e consistentes. Seus aromas vão desde frutas negras (ameixa, mirtilo, cassis) especiarias (pimenta) até aromas lácteos (chocolate). Na boca intenso, carnudo, acidez perfeita. No começo o álcool  era bem notado, depois tudo se equilibrou e ficou muito agradável. Retrogosto de mais ou menos 08 segundos.
                       Pra acompanhar fui de bife de tira do Restaurante Cabana Del Primo em Fortaleza, ficou perfeito.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vinho de mulher.




Vinho: Muscat de Beaumes de Venise La Pastourelle
Tipo: Branco doce
Safra: 2007
País: França
Região: Vale do Rhône
Produtor: Delas Frère
Casta: 100%  Muscat
Onde Comprar : Grand Cru Fortaleza
Preço: R$ 49,00  
        
                 Pra uns polêmico, pra outros preconceito, o fato é que esse título gera muita discursão no mundo do vinho, mas em homenagem ao grupo criado pela minha Fernanda ( FACEBOOK), mulhezinhas.com resolvi postar algo que minha mulher gosta muito... Vinho de sobremesa..              
                O vinho escolhido foi o Beaumes-de-Venise, um vinho doce fortificado, conhecido como vinho doce natural (vin duox naturel) do Valae do Rhône. Produzido com a uva Muscat, pode ser servido como aperitivo estimulante ou para acompanhar sobremesas.
                  Um vinho licoroso suave, que entra macio... Calma, ainda estou falando de vinhos. Aromas de uva moscatel, lichia e mel. Na boca tem boa acidez o que  torna esse francês bem agradável apesar de doce.
                  Seu preco é bem razoável quando comparado a outros vinhos doces franceses (Barsac ou Sauternes), portanto além de agradável nos confere um bom custo benefício. Aprovei e indico muito.  Meninas não venham com a desculpa que eu só tomo vinho caro. Esse dá pra comprar sim.
               
            

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Barton & Guestier Sancerre Gold Label 2008






Vinho : Barton Guestier Gold Label
Tipo : Branco seco
Safra : 2008
País : França
Região : Sancerre / Vale do Loire
Produtor : Bodega Barton & Guestier
Casta : 100% sauvignon blanc

                    
                              
                Este sauvignon blanc de Sancerre tem cor amarelo palha e lágrimas abundantes. No nariz é brilhante, com aromas de abacaxi em calda, damasco e flôr de maracujá. Na boca é mineral, refrescante e seco. Acidez perfeita, o que  torna esse vinho bem agradável e completo da primeira até a última taça. Esse francês pede um peixe grelhado ou um belo queijo de leite de cabra.
                      Para acompanhar não segui essas regras acima, escolhi sashimi de salmão. A secura deste branco encaixa maravilhosamente com a gordura saudável do salmão. Um vinho que aprovei e indico muito, vale mesmo cada centavo empregado nele.
PS. Comprei esse vinho por U$ 32,00 fora do Brasil. Procurei na internet, mas não encontrei esse branco aqui no Brasil.

domingo, 4 de setembro de 2011

Planeta Santa Cecilia 2006 IGT



Vinho : Planeta Santa Cecilia
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2006
País : Itália
Região : Sicília
Produtor : Planeta
Casta : 100% Nero d'avola
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : Free Shopping Parque Recreio
Preço : R$ 143,00


                      Planeta Santa Cecilia 2006, é um vinho siciliano que estagia 12 meses em barricas de carvalho francês. No visual se apresenta vermelho violáceo, com lágrimas abundantes que descem vagarosamente pela taça. Seus aromas mostram côco, chocolate branco e cassis. Na boca é elegante com taninos bem dominados. Acho que merecia um pouco mais de  acidez, porém isso não tira o seu brilhantismo. Um vinho elegante e fácil beber. Indico muito aos que iniciam no mundo da enologia, pois é bem agradável. Vai bem com queijos fortes, carne de pato e um belo cordeiro.
                     Provamos este itliano em uma degustação promovida pelo Free Shopping Parque Recreio aqui em Fortaleza. Junto com esse vieram alguns Brunellos e Barolos, mas depois eu comento em outra postagem. Parabéns aos que fazem o Parque Recreio pelo grande vinho.
                              

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nada de churrasco, malbec é com mão de vaca e pirão.





Vinho : Lagarde Malbec DOC
Tipo : Tinto seco
Safra : 2009
País : Argentina
Região: Mendoza (Luján de Cuyo)
Produtor : Lagarde
Casta : 100% malbec
Graduação : 14,5%
Onde comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$ 65,00

                               Lagarde Malbec DOC 2009, esse argentino é envelhecido 12 meses em barricas de carvalho francês e estagia por mais um ano em garrafa antes de ser colocado no mercado. Sua cor é vermelho granada escuro com halo violáceo. Suas lágrimas são abundantes e viscosas. No nariz lembra, violeta, frutas negras, chocolate branco, um pouco de menta e pimenta. Muito elegante na boca, taninos maduros acidez bem presente e um retrogosto redondo e demorado. Gostei muito do vinho
                              Pra harmonizar escolhi uma mão de vaca com pirão, prato típico aqui do Ceará. Achei que o vinho superou um pouco a carne do prato, mas com o pirão esse malbec foi perfeito. Entrou em perfeita harmonia com a gordura do pirão. Uma bela experiência, demonstrando que muitas vezes ousar é preciso.

                    

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Miolo Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2006




Vinho : Miolo Quinta do Seival
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : Brasil
Região : Fronteira - RS
Produotor : Miolo (Adriano Miolo)
Casta : 100% Cabernet sauvignon
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$ 60,00 (Para membros do Clube W custa R$51,00)

                Miolo Quinta do Seival CS 2006, mais um vinho nacional que me agradou. Este bom exemplar brasileiro passa 12 meses em barricas de carvalho francês de pimeiro uso e demonstra bem esse amadurecimento na nossa avaliação.
               Seu nome é uma homenagem ao vinho das famílias nobres que no século passado bebiam um vinho chamado de Quinta do Seival. No resgate desta tradição a Miolo está produzindo no mesmo local este belo caldo, fruto de uma parceria (assessoria) com o emblemático enólogo francês Michel Roland.
               Cor vermelho rubi intenso com halo violáceo, lágrimas viscosas e abundantes. Um tinto de boa intensidade. Seus aromas nos remetem a frutas vemelhas tipo cassis, cedro e chocolate amargo. Na boca estruturado, apesar do álccol se sobressair um pouco. Taninos elegantes com retrogosto agradável de duração intermediária.
                 Harmonizei esse cabernet sauvignon com uma costela de porco caramelizada (foto) feita pela minha cunhada Geovânia. Pra acompanhar, farofa e arroz branco. Cozinha demais essa minha cunhada...

domingo, 17 de julho de 2011

Chablis com Sushi e Sashini. Uma harnonização perfeita.





Vinho : Chablis
Tipo : Branco seco
Safra : 2009
País : França
Região : Borgonha (Chablis)
Produtor : Abel Pinchard
Casta : 100% Chardonay
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : 
Preço : R$ 100,00
                    A região de Chablis na França, está situada ao Norte da Borgonha e se caracteriza por produzir vinhos brancos bem refrescantes, minerais de uva chardonay. É considerado por muito o rei dos vinhos brancos.
                    Esse Chabli 2009 produzido por Abel Pinchard tem cor amarelo esverdeado, cristalino, com lágrimas viscosas e abundantes. No nariz nos remete notas minerais, damasco e frutas cítricas. Na boca bem mineral, acidez intensa, agradável e final de boca bem redondo.
                     Para harmonizar escolhi comida japonesa (foto) a meu juízo ficou perfeito, a acidez desse vinho combinou muito bem com o prato. Vale a pena conferir, esse eu aprovei e indico muito.
                     

sábado, 9 de julho de 2011

Espumante Monte D'ervideira Rose





Vinho : Monte D'ervideira
Tipo : Espumante
Cor : Rose
País : Portugal
Região : Alentejo
Produtor : Sociedade Agrícola Ervideira
Graduação : 13%
Castas : Aragonez e afrocheiro
Onde Comprar : Domaine Montes Claros (http://www.domainemontesclaros.com.br/)
Preço : R$49,00


                     Dedico o post de hoje a esse espumante rose que chamou minha atenção pelo equilíbrio e riquesa de aromas. Esse exemplar do alentejo tem uma cor salmão, com perlage fina e persistente. Seus aromas nos remetem a cerejas frescas, ameixa e lichia. Na boca bem mineral, boa acidez, com final bem agradável.
                    Elaborado pelo método champenoise rivaliza com bons champanhes que já tomei. Vai bem com frutos do mar, principalmente ostra frescas. O ideal é servi-lo entre 6 ou 7 graus, deste modo é uma exelente opção para um domingo de sol nas belas práias de Fortaleza. Aprovei e indico muito.
                  
                
                          
                          
         

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Caro 2006. Um vinho Franco-Portenho.



Vinho : Caro
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : Argentina
Região : Mendoza
Produtor : Bodegas Caro -[ Domaine Barons de Rothchild (lafite) e Nicolas Catena ]
Castas : 60% cabernet sauvignon, 40% malbec
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Mistral (mistral.com.br)
Preço : R$ 123,04

             Elaborado com uvas escolhidas a dedo dentre os diversos vinhedos pertencentes a Catena, o Caro 2006, amadurece em barricas de carvalho francês 60% de primeiro uso produzidas no próprio Chateau Lafite.
            No visual é um vinho correto, brilhante, vivo, de cor vermelho intenso com halo violáceo. Lágrimas em grande número, bem viscosas que descem lentamente pela taça. Seus aromas nos remetem a notas defumadas, carne assada(churrasco), couro, pão torrado. Notamos também amora, ameixa e cassis. Na boca é elegante, o álcool e bem integrado com os taninos e sua acidez é perfeita. Final de boca longo e com um gostinho de quero mais.


             Levei este Franco - Portenho para jantar na casa dos amigos Wagner barreira e Bruna (Chefe da noite). O menu foi bem eclético, tinha um escondidinho da camarão, um filé de peixe (galo do alto) crocrante  e  penni com carne de sol. O nosso exemplar harmonizou perfeitamente com a massa com carne de sol.
            Ficam aqui os meus agradeceimentos ao agradável casal (Wagner e Bruna) pelo belíssimo jantar. O motivo do encontro, na realidade, foi pra rever amigos do saudoso Colégio Santo Inácio. Ah... Antes que eu esqueça, um dos grandes momentos do encontro foi quando o anfitrião abriu uma deliciosa garafa do premiado espumante Cave Geisse Brut. Esse também é maravilhoso.
            Noite fantástica, vinhos emblemáticos, papo" flash back" e amigos. Tem coisa melhor?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Barolo Pio Cesare Ornato 2003. Pra beber de joelhos.


Vinhno : Barolo Pio Cesare Ornato
Tipo : Tinto Seco
Safar : 2003
País : Itália
Região : Piemonte (Serralunga d'Alba)
Produtor : Pio Cesare
Casta : 100% Nebiolo
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Deacanter
Preço : R$ 452,25

                              Este vinho foi oferecido  no último encontro hendonístico da ACAV (Fortaleza) pelo acaviano e amigo Alessandro Pontes. Um vinho produzido com vinhas de 30 anos em média, envelhecido 70%  em barricas novas francesas e 30% em "botis" ( barris de 2000 a 5000 litros) por 36 meses.
                             Elaborado somente em anos excepcionais, este  italiano recebeu 95 pontos da WS e 92 pontos do RP. Um caldo muito correto, equilibradíssimo e persistente.
                             Cor vermelho rubi com halo terracota, lágrimas viscosas e abundantes. No nariz um boquê maravilhoso, tabaco, couro, café, frutas negras, chocolate e especiarias. Na boca, elegante, taninos bem integrados, álcool na medida certa e final de boca bem longevo.
                              Como já citei anteriormente, esse italino do Piemonte (Serralunga d'Alba) foi um "presentaço" do Alesandro aos amigos da confraria que compareceram ao grande encontro dos acavianos no Restaurante Medit em Fortaleza. Pra harmonizar com este fantástico vinho pedi um risoto de rabada que segurou perfeitamenta a pontência deste Barolo.  Parabéns ao Alessandro pelo belo vinho e ao restaurante Medit na pessoa do amigo Maurício (Presidente da ACAV e proprietário do Medit) pelo belo prato. Realmente um momento pra ficar na história da ACAV.

domingo, 5 de junho de 2011

Vai ao Chile? Não deixe de provar o famoso Barros Luco.

    

           Não, Barros Luco não é um nome de vinho, não é nenhuma região produtora de vinho, nem muito menos nome de produtor ou dono de vinícola. Barros Luco, é o nome de um ex Presidente chileno que governou o Chile de 1910 a 1915. Ele, sempre que tinha fome e pra não perder tempo solicitava um sanduiche de tiras de carne com queijo derretido no trabalho. Em homenagem a ele, esse sanduiche que ele criou, foi batizado de Barros Luco. O tradicional é servido num pão de forma (quadrado) tamanho família mas, encontramos também na versão pão bola.
            No nosso último dia no Chile resolvemos fazer um passeio por Isla Negra (Casa de Pablo Neruda), Vina Del Mar e Valparaíso. Na volta do tour, já a noite, como estavamos muito cansados e tinhamos que estar no aeroporto às cinco da manhã, resolvemos ( Eu e Fernanda) apenas comer um sanduiche. Lembrei que tinha lido sobre esse sanduiche tradicional chileno.Então, pedi ao nosso guia e taxista Sr.Fernando Bahamondes pra nos levar em algum local que tivesse um bom Barros Luco.

          O nosso guia nos levou ao Lomit's um restô bem aconchegante e com garçons muito simpáticos. Vi todo o processo de preparo do sanduiche e confesso aos senhores que o ex presidente Barros Luco, em matéria de gastronomioa, tinha muito bom gosto. Gostei tanto do dito cujo, que comi dois. Fernanda (minha amada) comeu um na versão pão bola. Portanto indo ao Chile não esqueça de provar o famoso Barros Luco.
PS. Um belo cabernet sauvignon chileno harmoniza muito bem com esse tradicional sanduiche.

sábado, 4 de junho de 2011

Miguel Torres Atrium Cabernet Sauvignon 2007



Vinho : Miguel Torres Atrium
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
Pais : Espanha
Região : Penedès
Produtor : Bodega Torres
Castas : Cabernet Sauvignon com uma pequena parcela de tempranillo
Graduação : 14,2%
Onde Comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$70,00

                      Atrium Cabernet Sauvignon 2007 este espanhol produzido pela bodega espanhola Torres, amadurece 12 meses em barricas de carvalho francês (30% novas) e se mostra bem evoluído apesar de ter apenas quatro anos de vida.
                      Uma cor vermelho rubi com com halo bordô e lágrimas abundantes indicando um vinho bem denso. Seus aromas projetam notas secundárias e terciárias, se não vejamos... Notas de chocolate, frutas negras como ameixa, também cassis, couro, café e pão torrado. Pelos aromas vimos que é um  caldo bem evoluído. Na boca é bem estruturado, macio, carnudo, dá uma idéia que podemos mastiga-lo. Sua acidez é muito bem integrada com o álcool e seu taninos são bem interessantes e domados. Tem  retrogosto longo e agradável.
                       Para harmonizar escolhemos codorna grelhada, no entanto, achei que o vinho superou o prato, da próxima vez vou pedir uma codorna recheada com farofinha de bacon. Aí sim, vai ficar perfeito. Indico também abri-lo com um belo filet ao fungi ou até mesmo uma picanha de pato. Um vinho provado e aprovado. Eu indico muito.

                    

         

sábado, 21 de maio de 2011

Condado de Almara Crianza 2007

Vinho : Condado de Almara Crianza
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
País : Espanha
Região : Navarra (Ribeira Alta)
Produtor : Bodegas Macaya
Castas : 50% Tempranillo, 50% Cabernet sauvignon
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : http://www.sociedadedamesa.com.br/
Preço : R$ 39,40

                        Mais um vinho do D.O. Navarra que me chamou atenção pelo sua maciez e facilidade com que passa pela boca. Produzido pela Bodega Macaya, o Condado de Almara Crianza passa 14 meses em barricas de carvalho americano e francês.
                      Cor rubi intenso com halo bem vialáceo, lágrimas espessas, lentas e em grande quantidade. No nariz, sentimos côco, chocolate branco, ameixa em caldas e amora. Ainda falando dos aromas, eles nos remetem também a especiarias tipo, canela e cravo. Na boca bem equlibrado, um pouco alcoólico no primeiro copo, depois melhora bem. Esse detalhe, sugere uma aeração pelo menos por 40 minutos em decanter. Taninos presentes e bem palatáveis. A acidez bem equilibrada, é sua melhor característica na boca.
                      Gostei muito desse vinho espanhol, pra harmonizar fui de bisteca de porco com farofa de torresmo do Restaurante Zena, ficou nota dez. O Restaurante Zena foi um dos indicados pelo juri da Veja Fortaleza 2010, como melhor bom e barato. Vale a pena conferir, é bem especial pra que vai a procura de uma boa comida... Nada de conforto e sofisticação...

domingo, 15 de maio de 2011

Don laurindo Gran Reserva 2002


Vinho : Don Laurindo Gran Reserva
Tipo : Tinto seco
Safra : 2002
País : Brasil
Região : Vale dos Vinhedos / Bento Gonçalves
Produtor : Vinícola Don Laurindo
Casta : Tannat e Ancelota
Graduação : 13,7%
Onde Comprar : http://www.donlaurindo.com.br/
Preço : R$ 130,00

                                 Don Laurindo Gran Reserva 2002, chamou atenção pelo equilíbrio, elegância e maturidade. Uma cor vermelho terracota com halo cor de telha, mostrando toda a sua evolução. Lágrimas lentas, viscosas e abundantes. Seu aromas nos remete a especiarias como pimenta, canela, tem também notas de charuto(fumo), couro, urina de cavalo e café torrado. Um vinho rico em aromas terciários.
                                Na boca elegante, soberbo, acidez maravilhosa. Taninos maduros, retrogosto demorado, agradável e álccol quase imperseptível. Para os amantes do vinho nacional é um verdadeiro orgulho provar um caldo desta categoria. Aos que criticam o vinho do Brasil fica aí a dica deste excelente produto. Um vinho perfeito do primeiro ao último gole.
                                Vai bem com carneiro, pato e também com um filet ao fungi. Prepare sua picanha de pato, tempere com um pouco de pimenta preta moida, abra uma garrafa deste exemplar nacional e se delicie. Sobre o preço... Acho que vale sim os R$130,00, já tomei muita porcaria pagando mais que isso.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Montes Claros Garrafeira 2006



Vinho : Montes Claros Garrafeira
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : Portugal
Região : Borba (Alentejo)
Produtor : Adega Cooperativa de Borba
Castas : 45% Trincadeira, 35% Aragonez, 20% Tinta Caiada
Graduação : 14%
Onde Comprar. http://www.domainemontesclaros.com.br/
Preço : R$180,00

                              Montes Claros Garrafeira 2006 foi o campeão da noite na última degustação da ACAV realizada  no restaurante Farhi em Fortaleza.
                             Cor vemelho rubi com halo violáceo, lágrimas abundantes que descem lentamente pela taça. No nariz, sentimos côco, caramelo, chocolate branco e um pouco de café. Na boca é encorpado e musculoso. Taninos, acidez e álcool estão em perfeita harmonia. Seu retrogosto é bem demorado. Um vinho bem equilibrado, o melhor que já bebi desse produtor.
                             Para harmonizar pedimos um filé alto com legumes na manteiga e arroz de brócolis. O filé chegou do jeito que eu gosto, crocante por fora e sangrante ao corte. Ficou muito boa a combinação. Parabéns ao Restaurante Farhi e também aos que fazem a ACAV pelo belo vinho escolhido para degustação técnica.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Parallèle 45


Vinho : Parallèle 45
Tipo : Branco seco
Safra : 2009
País : França
Região : Cotes du Rhône (Hermitage)
Produtor : Paul Jaboulet Ainé
Castas : 50% Grenache Branco, 20% marsanne, 20% viongner, 10% bourbonlenc
Graduação : 13%
Onde comprar : Adega Don Maximiniano (Joinville-SC)
Preço : R$ 110,00

                               Produzido numa região onde os tintos predominam, o Parallèle 45 branco é um vinho que se destaca pelo seu equilíbrio e refrescância.  É vinificado em tanques de aço inox e 50% desse vinho estagia em cubas de carvalho por 3 meses.
                               Cor amarelo palha, límpido, cristalino, lágrimas presentes em grande número, bem próximas umas das outras, com aquele visual viscoso. Seus aromas nos remetem a flor de maracujá, abacaxi, maçã verde e carambola . Na boca, equilibrado, sua acidez é bem integrada com o álccol. Muito bom pra se beber nesse clima quente do meu Ceará. No final de boca predomina o frescor e a acidez.
                               Harmonizei esse francês com lagosta grelhada, temperada somente com um pouco de manteiga e molho de alcaparras em pequena quantidade. Eu mesmo fiz. Tudo isso teve como cenário a bucólica Guaramiranga-CE. O local ?  A belíssima casa dos amigos Danilo Aruda e Luciana. Foi um feriadão de semana santa maravilhoso.

PS: Sobre a Adega Don Maximiliano...  É uma vinoteca situada em Joinville, muito bem estruturada com uma variedade grande de rótulos, um atendimento nota dez e preços bem convidativos.

                               

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CA'MARCANDA Magari 2007


Vinho : Ca'Marcanda Magari
Tipo : Tinto seco
Safra : 2007
País : Itália
Região : Toscana / Bolgheri
Produtor : Ângelo Gaja
Castas : 50% merlot, 25% cabernet sauvignon, 25% cabernet franc
Graduação : 14,5%
Onde comprar : Mistral
Preço : R$213,00

                             Este supertoscano me chamou atenção no encontro enológico realizado por min e mais dois amigos (Alexandre Fialho e Danilo Arruda) no restaurante Moana em Fortaleza. Levado pelo Alexandre ele foi o destaque da noite. Um vinho assinado pelo grande wine maker italiano Ângelo Gaja. Famoso pelos seus barolos de preços estratosféricos, Gaja é sem dúvida um dos melhores produtores de vinhos do mundo.
                            Ca'Marcanda Magari 2007, cor rubi com halo vermelho terracota, lágrimas densas, uniformes, próximas e abundantes. Seus aromas nos remetem a frutas negras tipo, ameixa e amora, também observamos aromas terciários como couro, café torrado e tabaco. Um supertoscano com toques de Bordeaux, afinal com se observa acima, seu corte é bordalez com predomínio da elegante merlot. Na boca acidez, taninos e álcool estão em perfeita harmonia, elegante, profundo, corpulento, uma jóia que pode ser degustado em 2017 sem problemas.
                              Para harmonizar com essa maravilha optamos por um carret de carneiro mas, poderia ser um filet ao molho de pimenta verde e até mesmo um belo bife de tira. Estão de parabens todos que fazem o Restaurante Moana, pela bela comida e por não cobrar rolha. Nesse dia foram três vinhos, um branco e dois tintos, depois eu falo do branco outro destaque da degustação.
                             

sábado, 26 de março de 2011

Pommard 2006


Vinho : Pommard
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : França
Região : Borgonha
Produtor : Geisweiler (comerciante)
Casta : 100% Pinot Noir
Preço : R$55,00
Onde Comprar : Parque Recreio
                   
                          Pommard é uma comuna da Borgonha conhecida por produizir tintos de bela potência e ótimo corpo, portanto vejamos a minha avaliação desse tinto que leva o nome da região.
                          Mais uma vez me surpreendo com a honestidade de um vinho adiquirido no Free Shopping Parque Recreio em Fortaleza. Esse realmente veio pra acabar com o mito de que vinho francês no Brasil, só é bom quando é caro.
                          Pommard 2006, no visual apresenta-se vermelho rubi com halo terracota, lágrimas bem presentes e espessas. seu aromas nos fazem lembrar frutas vermelhas tipo framboesa, morango bem maduro e cereja. Nota-se também aromas terciários de torrefação como pão, café torrado e até um pouco de pimenta preta no final. É um vinho bem complexo no nariz, típico de um verdadeiro pinot noir da Borgonha. Só mesmo no terroir da Borgonha é que a pinot noir apresenta essa complexidade. No paladar o tanino, a acidez e o álccol estão bem integrados, em perfeita harmonia. Seu retrogosto é  demorado e dura em torno de 20 segundos. Muito elegante e macio na boca.
                          Pela sua complexidade esse vinho não fará feio junto com um belo pernil de carneiro. Eu harmonizei com costelinhas de porco caramelizadas. Ficou muito bom. Aprovei e indico muito.
                      
                       

sexta-feira, 4 de março de 2011

Wolfberger Vendanges Tardives Gewurztraminer 2007


Vinho : Wolfberger Gewurztraminer 2007
Tipo : Licoroso (Colheita tardia)
Safra : 2007
País : França
Região : Alcásia
Produtor : Wolfberger
Graduação : 11%
Onde comprar : http://www.wofberger.com/
Preço : 30 Euros

                        Poderia resumir as características desse vinho dizendo a seguinte frase. Esse caldo francês é simplesmente sensacional, dos Deuses porém, tenho e quero publicar minha cata. Afinal, foi um dos melhores vinhos doces que já degustei.
                        Wolberger 2007, tem lágrimas bem vicosas e em grande quantidade. Uma cor amarelo ouro, parece bem com gelatina de maracujá. Seus aromas me impressionaram bastante. No início, tem cheiro de goiabada cascão e maracujá. Depois, com a evolução na taça, nos faz sentir cheiro de limão siciliano e abacaxi em calda. Detalhe, com o passar do tempo, os aromas de limão vão ficando mais intenssos. Na boca, é maravilhoso também. No primeiro ataque um pouco doce mas, logo vai ficando bem agradável devido sua acidez que é perfeita. Final de boca bem gostoso e longo. É um vinho que não precisa de sobremesa para acompanha-lo. Longe, bem longe de ser um vinho cansativo e enjoento. Nunca consegui beber mais de duas taças de vinhos de sobremesa, mas esse, beberia a garrafa toda e imploraria por mais.
                        Esse caldo alsaciano foi levado pra nossa Wine Confraria pelo novo membro e amigo Jackson Gondim. O vinho foi comprado na França e escolhido por sua mulher Michele. Ela, minha grande amiga e minha colega de profissão (anestesiologista). Meus parabéns ao casal pelo belo exemplar francês, é realmente pra beber de joelhos.
                        Para comprar esse vinho a Michele pede no site (http://www.wolfberger.com/),  manda  deixar na casa do seu pai em Paris (É, ela é francesa) e quando vai visita-lo,  traz para o Brasil. Use deste expediente. Caso você não tenha parentes por lá, mande deixar no seu hotel. Esse é mais um vinho  que eu aprovei e indico demais.



                                   

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aula-Degustação na Expand Fortaleza



             O tema foi Bordeaux, a palestrante Germana Cruxên, uma gaúcha que passou sua infância em Fortaleza, morou na Fraça 20 anos, onde aprendeu a gostar de vinhos. Hoje de volta à terra do sol, proferiu palestra na Expand sobre um dos seus maiores prazeres, os vinhos de Bordeaux.
              Inicialmente falou um pouco da história do vinho na França, depois sobre as regiões e chateaux de Bordeaux com destaque para a classificação de 1855. Em seguida foram servidos os vinhos. Uma palestra bem interativa, informal,  unindo teoria e prática. Nem notei as duas horas de conversa se passarem.
              Foram quatro vinhos começando com um branco e fechando com um tinto produzido por Clarence Dillon Wines (este domaine pertence a Roberto de Luxemburgo o mesmo proprietário do Chateau Haut Brion), o Clarendelle 2004. Será que Posso dizer que é o terceiro tinto do Haut Brion? Acho que posso sim. Um corte com 80% Merlot , 11% Cabernet Franc e 9% Cabernet Sauvignon.
              Clarandelle 2004, no visual se apresenta com lágrimas espessas e abundantes, cor vermelho rubi com halo terracota. No nariz bem complexo, notamos frutas negras (ameixa,amora), café, couro e chocalate e tabaco. Na boca bem elegante, acidez bem integrada com o ácool, retrogosto longo que nos remete também a café e chocolate. Um vinho inteiro do primeiro ao último gole.
               Esse vinho você pode harmonizar com um bom filet ao molho de pimenta verde. Sugiro também uma picanha de pato e até mesmo uma codorna recheado com bacon, farofa e passas.
               Parabéns aos amigos da Expand Fortaleza pelo evento e a Germana Cruxên, The Lady of Wine.
              AH! Já ia esquecendo. Quem quiser comprar esse belo caldo bordalez, tem pra vender lá mesmo na Expand e custa R$ 130,00. Digo apenas que para um Haut Brion, o preço tá convidativo.

PS: Quem quiser contactar Germana Cruxên para eventos enológicos, palestra e degustações veja Email e telefones de contato abaixo.
GERMANA CRUXÊN
Fone: (85) 32267120 / 91335990
Email: theladyofwine@gmail.com
Blog: http://theladyofwine.blogspot.com/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quinta Sardonia 2005


Vinho : Quinta Sardonia
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2005
País : Espanha
Região : Castilla e Leon / Ribeira del Duero
Produtor : Viñas de la Veja Del Duero (Bodegas Quinta Sardonia)
Castas : Petit Verdot, Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon e Tinto fino.
Graduação ; 15,5%


                        Produzido por Peter Sisseck o mesmo produtor do emblemático Pingus ( um dos vinhos mais premiados e mais caros da Europa) o Quinta Sadonia 2005 me chamou atenção pela elegância e complexidade.
                        Quinta Sardonia 2005 tem uma cor púrpura, lágrimas bem abuntes, que descem lentamente pelo copo. Seu aromas tem uma complexidade invejável, vão desde frutas negras (ameixa), até aroma mais terciários de tabaco e couro. Percebemos também cedro, pimenta moida e cassi. Na boca elegantíssimo (apesar dos 15,5% de álcool), macio, taninos presentes, perceptíveis porém, muito bem integrados. Nota dez para acidez, dá pra se beber só sem nenhuma comida.
                         Como vimos este é um espanhol novo no visual, com aromas e paladar evoluídos. Na minha opinão ainda cresce bem na garrafa e nos próximos oito anos vai estar fantástico. O difícil é ter esse caldo na adega e não beber. Sugiro comprar uns quatro e fazer o sacrifícil de guardar pelos menos uma garrafa.
                        O Quinta da Sardônia 2005 foi levado pelo amigo Marcus Borges para a restaurante L'assiette em Fortaleza. No jantar eu fui de picanha de pato au poivre.
                         Esse vinho espanhol biodinâmico é maravilhoso, eu aprovei e indico muito. Fica aí a belíssima dica.

PS: A safra 2004 recebeu 96 pontos. (Robert Parker)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mitolo Savitar Shiraz 2006


Vinho : Mitolo Savitar
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2006
País : Austrália
Região : McLaren Vale
Produtor : Mitolo Wines
Casta : 100% Syrah
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Center Box Conceito (Fortaleza)
Preço : R$ 112,00

                          Mitolo Syrah 2006, apresenta-se no visual com uma cor púrpura e halo violáceo. Seus aromas vão desde baunilha, amora, ameixa, chocolate e cassis, até terra molhada, gogumelos e pimenta do reino. Portantanto, mostra uma complexidade invejável no nariz. Na boca é elegante, viscoso, potente, uma verdadeira explosão de sabores. Taninos bem maduros, acidez na medida e final de boca longo e agradável. Em momento algum se torna aquele syrah açucarado e enjoativo, mantem o padrão da primeira a última taça.
                           Um vinho pronto pra beber mas, que aguenta pelo menos 10 anos de garrafa se bem adegado. Esse australiano me agradou profundamente. Um vinho antes desconhecido, hoje uma bela surpresa, que eu aprovei e indico muito. Foi sugerido pelo amigo Danilo Arruda um verdadeiro garimpador de vinhos "top".
                           Levei este syrah para o restaurante Medit na última degustação da ACAV e harmonizei com um excelente risoto de rabada. Fica a dica, Mitolo Syrah com Risoto no Medit, imperdível.
                            

                            

                      

                         

                        

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Loma Larga BL Syrah 2004




Vinho : Loma Larga BL Syrah
Tipo : Tinto seco
Safra : 2004
País : Chile
Região : Casablanca
Produtor : Vinha Loma Larga
Casta : 100% Syrah
Onde Comprar : Boutique do Vinho
Preço : R$145,00

                 A vinícola Loma Larga é destaque na região de Casablanca pela produção de vinhos tintos de clima frio. A característica principal fica por conta dos aromas herbáceos e refrescantes que seu vinhos proporcionam. Seu enólogo é Cedric Nicole um francês que começou a produzir vinhos no Loire, depois esteve na Nova Zelândia e no Óregon. Como se vê, ele sempre trabalhou em lugares de clima frio. Hoje é uma referência do novo mundo na produção de elegantes tintos no Vale do Casablanca.
                 Loma Larga BL Syrah 2008, no visual apresenta-se com lágrimas grossas, viscosas e abundantes. Cor vermelho bem escuro, com halo violáceo. Seu aromas no primeiro momento nos remete a mel de cana de açucar (engenho), com o passar do tempo sentimos menta, notas animais e frutas vermelhas (morango e framboesa). Na boca é muito elegante, taninos suaves, acidez no ponto ideal que torna o vinho agradável da primeira a até a última taça. Final de boca longo, com duração de 25 segundos aproximadamente.
                Esta jóia foi aberta pelo confrade acaviano Alexandre Fialho por ocasião de uma degustação no Restaurante Moana em Fortaleza. Por falar em Moana, parabéns ao Chef Eduardo Sisi pelos belos pratos, destaques para o camarão crocante e o magret de pato. Quem tiver oportunidade vale a pena conferir. Eu garanto que vocês não vão se arrepender.
                Harmonizamos o Loma Larga 2004 com o magret de pato, ficou uma delícia. Esse vinho eu aprovei e indico muito.
  PS: Alexandre Fialho proprietário de uma das mais qualificadas adegas de Fortaleza sempre surpreende com seu belíssimos caldos.
  

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nimbus 2008. Esse é da Bulgária


Vinho : Nimbus
Tipo : Tinto seco
Safra : 2008
País : Bulgária
Região : Trácia
Castas : 55% Rubin, 45% Merlot
Produtor : Vinícola Castra Rubra (Fortaleza Vermelha)
Onde Comprar : http://www.sociedadedamesa.com.br/
Preço : R$ 39,50

                         Nimbus 2008, um vinho búlgaro feito de merlot e rubin. A uva rubin foi criada na Bulgária através do cruzamento genético da uva italiana nebiolo com a francesa Syrah. Tem a potência de guarda da italiana, a cor e o poder de gerar altas concentrações de álcool da francesa.
                         No visual se apresenta vermelho rubi com halo violáceo, lágrimas abundadantes e finas. Seus aromas demonstram baunilha, chocolote branco e  frutas negras, principalmente ameixa. Na boca bem macio, taninos bem suaves, final de boca longo, porém peca na ausência de acidez, o que torna o caldo búlgaro  um pouco enjoativo. Um vinho fácil de beber, que apesar de ser um 2008, está pronto. Além de tudo, tem um preço bem razoável para o padrão brasileiro. Vale a pena conferir, afinal não é todo dia que temos vinhos dos países do leste europeu para degustar.
PS. A Vinícola Castra Rubra tem no seu comamndo o onipresente enólogo francês Michel Roland.                                

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Château Fleur de Jean Gué Réserve 2002


Vinho: Chateau Fleur de Jean Gué Reserva
Tipo : Tinto
Safra : 2002
País : França
Região :Lalande de Pomerol
Produtor : Família Verdrenne
Castas : Merlot, cabernet franc
Onde Comprar : Parque Recreio (Fortaleza-CE)
Preço: R$ 70,00

                 Chateau Fleur de Jean Gué Reserva 2002, cor vermelho terracota com halo marron claro quase laranja, lágimas lentas, viscosas e abundantes. No nariz está perfeito, aromas de couro, tabaco, estábulo, café e especiarias. Na boca muito equilibrado, taninos maduros, acidez na medida certa, final de boca longo e agradável, lembrando chocolate meio amargo e café. Realmente uma delícia de caldo, muito elegante. É um vinho que impõe uma certa força, uma personalidade forte, sem jamais ser austero.
                 Uma frase resumiria esse vinhaço: Um Bordeaux da margem direita, evoluído,  prontíssimo pra ser degustado, complexo nos aromas e perfeito no paladar.
                 Degustamos esse vinho na confraria das terças e harmonizamos com uma carne de sol. Posso abrir meu coração? Ele merece muito mais do que uma simples carne de sol, talvez uma picanha de pato ou um belo carneiro ao forno ficariam bem melhor.
                 Quero parabenizar ao Parque Recreio, na pessoa do amigo acaviano Paulo Elias pela importação desse belíssimo vinho com um preço bastante honesto. O Paulo vem fazendo um esforço hercúleo para trazer a nós cearenses grandes rótulos a preços bastante convidativos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nem só de goles vive o enófilo. Ele também precisa de dicas.



  Quando vou ao Rio, tenho como principal programa a cominhada pelas ruas do Leblon e Ipanema. Entre uma loja e outra, um barzinho e outro, termino sempre passando a maior parte da manhã na Livraria Travessa da Visconde de Pirajá. Lá me realizo olhando sempre as novidades do mundo da enologia.
     Dessa última viagem adquiri um livro bem interessante tanto para leigos, quanto para os mais entendidos: A experiência do gosto, que é uma coletânea dos artigos editados pelo colunista Jorge Lucki  no Jornal Valor Econômico ao longo de dez anos. Os textos foram analisados, separados por temas, atualizados e em seguida publicados pela editora Companhias das Letras.
    O fato é que ao témino de tudo ficou uma obra bem interessante, abrangente, com textos rápidos e de fácil leitura. Uma linguagem clara, aberta, de explicações resumidas e convincentes. Um livro pra você ter na cabeceira e toda noite ao deitar ler três ou quatro artigos, na intensão de que ele não acabe logo.
    A meu juizo, não é vinho mas é um livro muito fácil de beber. Esse eu aprovei e indico muito. Parabéns ao autor pela belíssima obra. Uma maneira bem diferente e prazerosa de compartilhar seu conhecimento sobre vinhos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vega Saúco Crianza 2005


Vinho : Vega Saúco Piedras Crianza
Tipo : Tinto seco
Safra : 2005
País : Espanha
Região : Toro
Produtor : Bodega Vega Saúco
Casta : 100% Tempranillo ( Tinta de Toro)
Graduação : 14%
Onde Comprar : Ravin ( http://www.ravin.com.br/ )
Preço : R$49,00

                       A região do Toro é emergente na produção de vinho. Nesta região se encontram vinícolas com mais de 40 anos de existência e  também vinícolas bem modernas com tecnologia de ponta. A sua principal uva é a tinta de toro uma variação local da tempranillo da Rioja.
                      A Bodega Vega Sauco é uma das mais importantes vinícolas da região e protagonista de rótulos muito especias. Uma bodega familiar de caráter artesanal, onde parte da sua produção (uvas) é oriunda de suas própróprias terras.
                      Descobri este vinho navegando pela a internet. Acessando o site http://www.vivendoavida.net/ constatei que este vinho teria sido campeão da feira Encontro de Vinho, batendo às cegas outros vinhos, inclusive reservas e gran reservas, de preços pelo menos seis vezes superiores.
                      O Vega Saúco Piedras Crianza 2005, é um vinho de cor rubi intensa, lágrimas grossas, lentas e bem próximas. Seus aromas nos remetem a frutas vermelhas, café, tabaco, couro, estábulo e pimenta do reino. Como viram está bem inteiro no nariz. Na boca, elegante, mineral, taninos bem domados pelos 14 meses em barricas. Retrogosto bem elegante, saboroso e persistente.
                       É um vinho de um grande custo benefício, esse eu aprovei e indico muito. Indico também o excelente site http://www.vivendoavida.net/ que traz dicas fantásticas de tudo que envolve o maravilhoso mundo dos enófilos, enólogos e sommeliers. Parabéns ao profissional Silvestre Tavares Gonçalves, que com maestria e elegância conduz de forma excepcional as postagens do seu Site. Site ou Blog? Agora me pegaram... De qualquer fomar o endereço está aí. Acessem! Vocês não vão se arrepender.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saint Clair Omaka Reserve Pinot Noir 2007


Vinho : Saint Clair Omaka Reserve
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
País : Nova Zelândia
Região : Marlborough
Produtor : Saint Clair Family Estate
Casta : 100% Pinot Noir
Graduação : 13%
Onde Comprar : IGT (Fortaleza-CE)

                          A Nova Zelândia é um país formado por duas ilhas, a Ilha Norte e a Ilha Sul como são denominadas. A riqueza do vinhedo neozelandês está entre o sul da Ilha Norte e no norte da Ilha Sul, mais precisamente entre Northland (Ilha do Norte) e Otago (Ilha do Sul).
                          Saint Clair Omaka Reserve Pinot Noir 2007 é um vinho proviniente do Norte da Ilha do Sul, da região de Marlborough. Marlborough é a região mais extensa da Nova Zelândia com 42% dos vinhedos. Além da pinot noir faz sucesso também por lá a sauvignon blanc e  seus espumantes são considerados os melhores do país.
                          Saint Clair Pinot Noir 2007, tem cor vermelho rubi claro, com lágrimas bem presentes, viscosas e bem próximas. Seus aromas são de cereja, viloleta, frutas vermelhas em calda (morango). Chama atenção também pelas notas de tostados e cogumelos, detalhe que só se observa nos grandes pinot noir. Na boca elegantíssimo, taninos bem integrados, macios, acidez perfeita e retrogosto dos mais demorados.
                         Cofesso que nunca fui muito adepto da pinot noir, não gosto muito da leveza que cerca os vinhos desta casta, mas ultimamente tenho me surpreendido com esta uva. Os últimos três vinhos de uva pinot noir que abri me agradaram bastante.
                         A harmonização inicialmente foi queijo brie e camembert, depois um filé com fungi. Mais um belo caldo que eu aprovei e indico muito.
                         Ganhei esse vinho do meu amigo que no passado chamava de tio (por ser um amigo irmão do meu falecido pai) Dr. Flávio Leitão, por isso não me perguntem o preço.