quinta-feira, 23 de junho de 2011

Caro 2006. Um vinho Franco-Portenho.



Vinho : Caro
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : Argentina
Região : Mendoza
Produtor : Bodegas Caro -[ Domaine Barons de Rothchild (lafite) e Nicolas Catena ]
Castas : 60% cabernet sauvignon, 40% malbec
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Mistral (mistral.com.br)
Preço : R$ 123,04

             Elaborado com uvas escolhidas a dedo dentre os diversos vinhedos pertencentes a Catena, o Caro 2006, amadurece em barricas de carvalho francês 60% de primeiro uso produzidas no próprio Chateau Lafite.
            No visual é um vinho correto, brilhante, vivo, de cor vermelho intenso com halo violáceo. Lágrimas em grande número, bem viscosas que descem lentamente pela taça. Seus aromas nos remetem a notas defumadas, carne assada(churrasco), couro, pão torrado. Notamos também amora, ameixa e cassis. Na boca é elegante, o álcool e bem integrado com os taninos e sua acidez é perfeita. Final de boca longo e com um gostinho de quero mais.


             Levei este Franco - Portenho para jantar na casa dos amigos Wagner barreira e Bruna (Chefe da noite). O menu foi bem eclético, tinha um escondidinho da camarão, um filé de peixe (galo do alto) crocrante  e  penni com carne de sol. O nosso exemplar harmonizou perfeitamente com a massa com carne de sol.
            Ficam aqui os meus agradeceimentos ao agradável casal (Wagner e Bruna) pelo belíssimo jantar. O motivo do encontro, na realidade, foi pra rever amigos do saudoso Colégio Santo Inácio. Ah... Antes que eu esqueça, um dos grandes momentos do encontro foi quando o anfitrião abriu uma deliciosa garafa do premiado espumante Cave Geisse Brut. Esse também é maravilhoso.
            Noite fantástica, vinhos emblemáticos, papo" flash back" e amigos. Tem coisa melhor?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Barolo Pio Cesare Ornato 2003. Pra beber de joelhos.


Vinhno : Barolo Pio Cesare Ornato
Tipo : Tinto Seco
Safar : 2003
País : Itália
Região : Piemonte (Serralunga d'Alba)
Produtor : Pio Cesare
Casta : 100% Nebiolo
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Deacanter
Preço : R$ 452,25

                              Este vinho foi oferecido  no último encontro hendonístico da ACAV (Fortaleza) pelo acaviano e amigo Alessandro Pontes. Um vinho produzido com vinhas de 30 anos em média, envelhecido 70%  em barricas novas francesas e 30% em "botis" ( barris de 2000 a 5000 litros) por 36 meses.
                             Elaborado somente em anos excepcionais, este  italiano recebeu 95 pontos da WS e 92 pontos do RP. Um caldo muito correto, equilibradíssimo e persistente.
                             Cor vermelho rubi com halo terracota, lágrimas viscosas e abundantes. No nariz um boquê maravilhoso, tabaco, couro, café, frutas negras, chocolate e especiarias. Na boca, elegante, taninos bem integrados, álcool na medida certa e final de boca bem longevo.
                              Como já citei anteriormente, esse italino do Piemonte (Serralunga d'Alba) foi um "presentaço" do Alesandro aos amigos da confraria que compareceram ao grande encontro dos acavianos no Restaurante Medit em Fortaleza. Pra harmonizar com este fantástico vinho pedi um risoto de rabada que segurou perfeitamenta a pontência deste Barolo.  Parabéns ao Alessandro pelo belo vinho e ao restaurante Medit na pessoa do amigo Maurício (Presidente da ACAV e proprietário do Medit) pelo belo prato. Realmente um momento pra ficar na história da ACAV.

domingo, 5 de junho de 2011

Vai ao Chile? Não deixe de provar o famoso Barros Luco.

    

           Não, Barros Luco não é um nome de vinho, não é nenhuma região produtora de vinho, nem muito menos nome de produtor ou dono de vinícola. Barros Luco, é o nome de um ex Presidente chileno que governou o Chile de 1910 a 1915. Ele, sempre que tinha fome e pra não perder tempo solicitava um sanduiche de tiras de carne com queijo derretido no trabalho. Em homenagem a ele, esse sanduiche que ele criou, foi batizado de Barros Luco. O tradicional é servido num pão de forma (quadrado) tamanho família mas, encontramos também na versão pão bola.
            No nosso último dia no Chile resolvemos fazer um passeio por Isla Negra (Casa de Pablo Neruda), Vina Del Mar e Valparaíso. Na volta do tour, já a noite, como estavamos muito cansados e tinhamos que estar no aeroporto às cinco da manhã, resolvemos ( Eu e Fernanda) apenas comer um sanduiche. Lembrei que tinha lido sobre esse sanduiche tradicional chileno.Então, pedi ao nosso guia e taxista Sr.Fernando Bahamondes pra nos levar em algum local que tivesse um bom Barros Luco.

          O nosso guia nos levou ao Lomit's um restô bem aconchegante e com garçons muito simpáticos. Vi todo o processo de preparo do sanduiche e confesso aos senhores que o ex presidente Barros Luco, em matéria de gastronomioa, tinha muito bom gosto. Gostei tanto do dito cujo, que comi dois. Fernanda (minha amada) comeu um na versão pão bola. Portanto indo ao Chile não esqueça de provar o famoso Barros Luco.
PS. Um belo cabernet sauvignon chileno harmoniza muito bem com esse tradicional sanduiche.

sábado, 4 de junho de 2011

Miguel Torres Atrium Cabernet Sauvignon 2007



Vinho : Miguel Torres Atrium
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
Pais : Espanha
Região : Penedès
Produtor : Bodega Torres
Castas : Cabernet Sauvignon com uma pequena parcela de tempranillo
Graduação : 14,2%
Onde Comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$70,00

                      Atrium Cabernet Sauvignon 2007 este espanhol produzido pela bodega espanhola Torres, amadurece 12 meses em barricas de carvalho francês (30% novas) e se mostra bem evoluído apesar de ter apenas quatro anos de vida.
                      Uma cor vermelho rubi com com halo bordô e lágrimas abundantes indicando um vinho bem denso. Seus aromas projetam notas secundárias e terciárias, se não vejamos... Notas de chocolate, frutas negras como ameixa, também cassis, couro, café e pão torrado. Pelos aromas vimos que é um  caldo bem evoluído. Na boca é bem estruturado, macio, carnudo, dá uma idéia que podemos mastiga-lo. Sua acidez é muito bem integrada com o álcool e seu taninos são bem interessantes e domados. Tem  retrogosto longo e agradável.
                       Para harmonizar escolhemos codorna grelhada, no entanto, achei que o vinho superou o prato, da próxima vez vou pedir uma codorna recheada com farofinha de bacon. Aí sim, vai ficar perfeito. Indico também abri-lo com um belo filet ao fungi ou até mesmo uma picanha de pato. Um vinho provado e aprovado. Eu indico muito.

                    

         

sábado, 21 de maio de 2011

Condado de Almara Crianza 2007

Vinho : Condado de Almara Crianza
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
País : Espanha
Região : Navarra (Ribeira Alta)
Produtor : Bodegas Macaya
Castas : 50% Tempranillo, 50% Cabernet sauvignon
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : http://www.sociedadedamesa.com.br/
Preço : R$ 39,40

                        Mais um vinho do D.O. Navarra que me chamou atenção pelo sua maciez e facilidade com que passa pela boca. Produzido pela Bodega Macaya, o Condado de Almara Crianza passa 14 meses em barricas de carvalho americano e francês.
                      Cor rubi intenso com halo bem vialáceo, lágrimas espessas, lentas e em grande quantidade. No nariz, sentimos côco, chocolate branco, ameixa em caldas e amora. Ainda falando dos aromas, eles nos remetem também a especiarias tipo, canela e cravo. Na boca bem equlibrado, um pouco alcoólico no primeiro copo, depois melhora bem. Esse detalhe, sugere uma aeração pelo menos por 40 minutos em decanter. Taninos presentes e bem palatáveis. A acidez bem equilibrada, é sua melhor característica na boca.
                      Gostei muito desse vinho espanhol, pra harmonizar fui de bisteca de porco com farofa de torresmo do Restaurante Zena, ficou nota dez. O Restaurante Zena foi um dos indicados pelo juri da Veja Fortaleza 2010, como melhor bom e barato. Vale a pena conferir, é bem especial pra que vai a procura de uma boa comida... Nada de conforto e sofisticação...

domingo, 15 de maio de 2011

Don laurindo Gran Reserva 2002


Vinho : Don Laurindo Gran Reserva
Tipo : Tinto seco
Safra : 2002
País : Brasil
Região : Vale dos Vinhedos / Bento Gonçalves
Produtor : Vinícola Don Laurindo
Casta : Tannat e Ancelota
Graduação : 13,7%
Onde Comprar : http://www.donlaurindo.com.br/
Preço : R$ 130,00

                                 Don Laurindo Gran Reserva 2002, chamou atenção pelo equilíbrio, elegância e maturidade. Uma cor vermelho terracota com halo cor de telha, mostrando toda a sua evolução. Lágrimas lentas, viscosas e abundantes. Seu aromas nos remete a especiarias como pimenta, canela, tem também notas de charuto(fumo), couro, urina de cavalo e café torrado. Um vinho rico em aromas terciários.
                                Na boca elegante, soberbo, acidez maravilhosa. Taninos maduros, retrogosto demorado, agradável e álccol quase imperseptível. Para os amantes do vinho nacional é um verdadeiro orgulho provar um caldo desta categoria. Aos que criticam o vinho do Brasil fica aí a dica deste excelente produto. Um vinho perfeito do primeiro ao último gole.
                                Vai bem com carneiro, pato e também com um filet ao fungi. Prepare sua picanha de pato, tempere com um pouco de pimenta preta moida, abra uma garrafa deste exemplar nacional e se delicie. Sobre o preço... Acho que vale sim os R$130,00, já tomei muita porcaria pagando mais que isso.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Montes Claros Garrafeira 2006



Vinho : Montes Claros Garrafeira
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : Portugal
Região : Borba (Alentejo)
Produtor : Adega Cooperativa de Borba
Castas : 45% Trincadeira, 35% Aragonez, 20% Tinta Caiada
Graduação : 14%
Onde Comprar. http://www.domainemontesclaros.com.br/
Preço : R$180,00

                              Montes Claros Garrafeira 2006 foi o campeão da noite na última degustação da ACAV realizada  no restaurante Farhi em Fortaleza.
                             Cor vemelho rubi com halo violáceo, lágrimas abundantes que descem lentamente pela taça. No nariz, sentimos côco, caramelo, chocolate branco e um pouco de café. Na boca é encorpado e musculoso. Taninos, acidez e álcool estão em perfeita harmonia. Seu retrogosto é bem demorado. Um vinho bem equilibrado, o melhor que já bebi desse produtor.
                             Para harmonizar pedimos um filé alto com legumes na manteiga e arroz de brócolis. O filé chegou do jeito que eu gosto, crocante por fora e sangrante ao corte. Ficou muito boa a combinação. Parabéns ao Restaurante Farhi e também aos que fazem a ACAV pelo belo vinho escolhido para degustação técnica.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Parallèle 45


Vinho : Parallèle 45
Tipo : Branco seco
Safra : 2009
País : França
Região : Cotes du Rhône (Hermitage)
Produtor : Paul Jaboulet Ainé
Castas : 50% Grenache Branco, 20% marsanne, 20% viongner, 10% bourbonlenc
Graduação : 13%
Onde comprar : Adega Don Maximiniano (Joinville-SC)
Preço : R$ 110,00

                               Produzido numa região onde os tintos predominam, o Parallèle 45 branco é um vinho que se destaca pelo seu equilíbrio e refrescância.  É vinificado em tanques de aço inox e 50% desse vinho estagia em cubas de carvalho por 3 meses.
                               Cor amarelo palha, límpido, cristalino, lágrimas presentes em grande número, bem próximas umas das outras, com aquele visual viscoso. Seus aromas nos remetem a flor de maracujá, abacaxi, maçã verde e carambola . Na boca, equilibrado, sua acidez é bem integrada com o álccol. Muito bom pra se beber nesse clima quente do meu Ceará. No final de boca predomina o frescor e a acidez.
                               Harmonizei esse francês com lagosta grelhada, temperada somente com um pouco de manteiga e molho de alcaparras em pequena quantidade. Eu mesmo fiz. Tudo isso teve como cenário a bucólica Guaramiranga-CE. O local ?  A belíssima casa dos amigos Danilo Aruda e Luciana. Foi um feriadão de semana santa maravilhoso.

PS: Sobre a Adega Don Maximiliano...  É uma vinoteca situada em Joinville, muito bem estruturada com uma variedade grande de rótulos, um atendimento nota dez e preços bem convidativos.

                               

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CA'MARCANDA Magari 2007


Vinho : Ca'Marcanda Magari
Tipo : Tinto seco
Safra : 2007
País : Itália
Região : Toscana / Bolgheri
Produtor : Ângelo Gaja
Castas : 50% merlot, 25% cabernet sauvignon, 25% cabernet franc
Graduação : 14,5%
Onde comprar : Mistral
Preço : R$213,00

                             Este supertoscano me chamou atenção no encontro enológico realizado por min e mais dois amigos (Alexandre Fialho e Danilo Arruda) no restaurante Moana em Fortaleza. Levado pelo Alexandre ele foi o destaque da noite. Um vinho assinado pelo grande wine maker italiano Ângelo Gaja. Famoso pelos seus barolos de preços estratosféricos, Gaja é sem dúvida um dos melhores produtores de vinhos do mundo.
                            Ca'Marcanda Magari 2007, cor rubi com halo vermelho terracota, lágrimas densas, uniformes, próximas e abundantes. Seus aromas nos remetem a frutas negras tipo, ameixa e amora, também observamos aromas terciários como couro, café torrado e tabaco. Um supertoscano com toques de Bordeaux, afinal com se observa acima, seu corte é bordalez com predomínio da elegante merlot. Na boca acidez, taninos e álcool estão em perfeita harmonia, elegante, profundo, corpulento, uma jóia que pode ser degustado em 2017 sem problemas.
                              Para harmonizar com essa maravilha optamos por um carret de carneiro mas, poderia ser um filet ao molho de pimenta verde e até mesmo um belo bife de tira. Estão de parabens todos que fazem o Restaurante Moana, pela bela comida e por não cobrar rolha. Nesse dia foram três vinhos, um branco e dois tintos, depois eu falo do branco outro destaque da degustação.
                             

sábado, 26 de março de 2011

Pommard 2006


Vinho : Pommard
Tipo : Tinto seco
Safra : 2006
País : França
Região : Borgonha
Produtor : Geisweiler (comerciante)
Casta : 100% Pinot Noir
Preço : R$55,00
Onde Comprar : Parque Recreio
                   
                          Pommard é uma comuna da Borgonha conhecida por produizir tintos de bela potência e ótimo corpo, portanto vejamos a minha avaliação desse tinto que leva o nome da região.
                          Mais uma vez me surpreendo com a honestidade de um vinho adiquirido no Free Shopping Parque Recreio em Fortaleza. Esse realmente veio pra acabar com o mito de que vinho francês no Brasil, só é bom quando é caro.
                          Pommard 2006, no visual apresenta-se vermelho rubi com halo terracota, lágrimas bem presentes e espessas. seu aromas nos fazem lembrar frutas vermelhas tipo framboesa, morango bem maduro e cereja. Nota-se também aromas terciários de torrefação como pão, café torrado e até um pouco de pimenta preta no final. É um vinho bem complexo no nariz, típico de um verdadeiro pinot noir da Borgonha. Só mesmo no terroir da Borgonha é que a pinot noir apresenta essa complexidade. No paladar o tanino, a acidez e o álccol estão bem integrados, em perfeita harmonia. Seu retrogosto é  demorado e dura em torno de 20 segundos. Muito elegante e macio na boca.
                          Pela sua complexidade esse vinho não fará feio junto com um belo pernil de carneiro. Eu harmonizei com costelinhas de porco caramelizadas. Ficou muito bom. Aprovei e indico muito.
                      
                       

sexta-feira, 4 de março de 2011

Wolfberger Vendanges Tardives Gewurztraminer 2007


Vinho : Wolfberger Gewurztraminer 2007
Tipo : Licoroso (Colheita tardia)
Safra : 2007
País : França
Região : Alcásia
Produtor : Wolfberger
Graduação : 11%
Onde comprar : http://www.wofberger.com/
Preço : 30 Euros

                        Poderia resumir as características desse vinho dizendo a seguinte frase. Esse caldo francês é simplesmente sensacional, dos Deuses porém, tenho e quero publicar minha cata. Afinal, foi um dos melhores vinhos doces que já degustei.
                        Wolberger 2007, tem lágrimas bem vicosas e em grande quantidade. Uma cor amarelo ouro, parece bem com gelatina de maracujá. Seus aromas me impressionaram bastante. No início, tem cheiro de goiabada cascão e maracujá. Depois, com a evolução na taça, nos faz sentir cheiro de limão siciliano e abacaxi em calda. Detalhe, com o passar do tempo, os aromas de limão vão ficando mais intenssos. Na boca, é maravilhoso também. No primeiro ataque um pouco doce mas, logo vai ficando bem agradável devido sua acidez que é perfeita. Final de boca bem gostoso e longo. É um vinho que não precisa de sobremesa para acompanha-lo. Longe, bem longe de ser um vinho cansativo e enjoento. Nunca consegui beber mais de duas taças de vinhos de sobremesa, mas esse, beberia a garrafa toda e imploraria por mais.
                        Esse caldo alsaciano foi levado pra nossa Wine Confraria pelo novo membro e amigo Jackson Gondim. O vinho foi comprado na França e escolhido por sua mulher Michele. Ela, minha grande amiga e minha colega de profissão (anestesiologista). Meus parabéns ao casal pelo belo exemplar francês, é realmente pra beber de joelhos.
                        Para comprar esse vinho a Michele pede no site (http://www.wolfberger.com/),  manda  deixar na casa do seu pai em Paris (É, ela é francesa) e quando vai visita-lo,  traz para o Brasil. Use deste expediente. Caso você não tenha parentes por lá, mande deixar no seu hotel. Esse é mais um vinho  que eu aprovei e indico demais.



                                   

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aula-Degustação na Expand Fortaleza



             O tema foi Bordeaux, a palestrante Germana Cruxên, uma gaúcha que passou sua infância em Fortaleza, morou na Fraça 20 anos, onde aprendeu a gostar de vinhos. Hoje de volta à terra do sol, proferiu palestra na Expand sobre um dos seus maiores prazeres, os vinhos de Bordeaux.
              Inicialmente falou um pouco da história do vinho na França, depois sobre as regiões e chateaux de Bordeaux com destaque para a classificação de 1855. Em seguida foram servidos os vinhos. Uma palestra bem interativa, informal,  unindo teoria e prática. Nem notei as duas horas de conversa se passarem.
              Foram quatro vinhos começando com um branco e fechando com um tinto produzido por Clarence Dillon Wines (este domaine pertence a Roberto de Luxemburgo o mesmo proprietário do Chateau Haut Brion), o Clarendelle 2004. Será que Posso dizer que é o terceiro tinto do Haut Brion? Acho que posso sim. Um corte com 80% Merlot , 11% Cabernet Franc e 9% Cabernet Sauvignon.
              Clarandelle 2004, no visual se apresenta com lágrimas espessas e abundantes, cor vermelho rubi com halo terracota. No nariz bem complexo, notamos frutas negras (ameixa,amora), café, couro e chocalate e tabaco. Na boca bem elegante, acidez bem integrada com o ácool, retrogosto longo que nos remete também a café e chocolate. Um vinho inteiro do primeiro ao último gole.
               Esse vinho você pode harmonizar com um bom filet ao molho de pimenta verde. Sugiro também uma picanha de pato e até mesmo uma codorna recheado com bacon, farofa e passas.
               Parabéns aos amigos da Expand Fortaleza pelo evento e a Germana Cruxên, The Lady of Wine.
              AH! Já ia esquecendo. Quem quiser comprar esse belo caldo bordalez, tem pra vender lá mesmo na Expand e custa R$ 130,00. Digo apenas que para um Haut Brion, o preço tá convidativo.

PS: Quem quiser contactar Germana Cruxên para eventos enológicos, palestra e degustações veja Email e telefones de contato abaixo.
GERMANA CRUXÊN
Fone: (85) 32267120 / 91335990
Email: theladyofwine@gmail.com
Blog: http://theladyofwine.blogspot.com/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quinta Sardonia 2005


Vinho : Quinta Sardonia
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2005
País : Espanha
Região : Castilla e Leon / Ribeira del Duero
Produtor : Viñas de la Veja Del Duero (Bodegas Quinta Sardonia)
Castas : Petit Verdot, Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon e Tinto fino.
Graduação ; 15,5%


                        Produzido por Peter Sisseck o mesmo produtor do emblemático Pingus ( um dos vinhos mais premiados e mais caros da Europa) o Quinta Sadonia 2005 me chamou atenção pela elegância e complexidade.
                        Quinta Sardonia 2005 tem uma cor púrpura, lágrimas bem abuntes, que descem lentamente pelo copo. Seu aromas tem uma complexidade invejável, vão desde frutas negras (ameixa), até aroma mais terciários de tabaco e couro. Percebemos também cedro, pimenta moida e cassi. Na boca elegantíssimo (apesar dos 15,5% de álcool), macio, taninos presentes, perceptíveis porém, muito bem integrados. Nota dez para acidez, dá pra se beber só sem nenhuma comida.
                         Como vimos este é um espanhol novo no visual, com aromas e paladar evoluídos. Na minha opinão ainda cresce bem na garrafa e nos próximos oito anos vai estar fantástico. O difícil é ter esse caldo na adega e não beber. Sugiro comprar uns quatro e fazer o sacrifícil de guardar pelos menos uma garrafa.
                        O Quinta da Sardônia 2005 foi levado pelo amigo Marcus Borges para a restaurante L'assiette em Fortaleza. No jantar eu fui de picanha de pato au poivre.
                         Esse vinho espanhol biodinâmico é maravilhoso, eu aprovei e indico muito. Fica aí a belíssima dica.

PS: A safra 2004 recebeu 96 pontos. (Robert Parker)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mitolo Savitar Shiraz 2006


Vinho : Mitolo Savitar
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2006
País : Austrália
Região : McLaren Vale
Produtor : Mitolo Wines
Casta : 100% Syrah
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Center Box Conceito (Fortaleza)
Preço : R$ 112,00

                          Mitolo Syrah 2006, apresenta-se no visual com uma cor púrpura e halo violáceo. Seus aromas vão desde baunilha, amora, ameixa, chocolate e cassis, até terra molhada, gogumelos e pimenta do reino. Portantanto, mostra uma complexidade invejável no nariz. Na boca é elegante, viscoso, potente, uma verdadeira explosão de sabores. Taninos bem maduros, acidez na medida e final de boca longo e agradável. Em momento algum se torna aquele syrah açucarado e enjoativo, mantem o padrão da primeira a última taça.
                           Um vinho pronto pra beber mas, que aguenta pelo menos 10 anos de garrafa se bem adegado. Esse australiano me agradou profundamente. Um vinho antes desconhecido, hoje uma bela surpresa, que eu aprovei e indico muito. Foi sugerido pelo amigo Danilo Arruda um verdadeiro garimpador de vinhos "top".
                           Levei este syrah para o restaurante Medit na última degustação da ACAV e harmonizei com um excelente risoto de rabada. Fica a dica, Mitolo Syrah com Risoto no Medit, imperdível.
                            

                            

                      

                         

                        

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Loma Larga BL Syrah 2004




Vinho : Loma Larga BL Syrah
Tipo : Tinto seco
Safra : 2004
País : Chile
Região : Casablanca
Produtor : Vinha Loma Larga
Casta : 100% Syrah
Onde Comprar : Boutique do Vinho
Preço : R$145,00

                 A vinícola Loma Larga é destaque na região de Casablanca pela produção de vinhos tintos de clima frio. A característica principal fica por conta dos aromas herbáceos e refrescantes que seu vinhos proporcionam. Seu enólogo é Cedric Nicole um francês que começou a produzir vinhos no Loire, depois esteve na Nova Zelândia e no Óregon. Como se vê, ele sempre trabalhou em lugares de clima frio. Hoje é uma referência do novo mundo na produção de elegantes tintos no Vale do Casablanca.
                 Loma Larga BL Syrah 2008, no visual apresenta-se com lágrimas grossas, viscosas e abundantes. Cor vermelho bem escuro, com halo violáceo. Seu aromas no primeiro momento nos remete a mel de cana de açucar (engenho), com o passar do tempo sentimos menta, notas animais e frutas vermelhas (morango e framboesa). Na boca é muito elegante, taninos suaves, acidez no ponto ideal que torna o vinho agradável da primeira a até a última taça. Final de boca longo, com duração de 25 segundos aproximadamente.
                Esta jóia foi aberta pelo confrade acaviano Alexandre Fialho por ocasião de uma degustação no Restaurante Moana em Fortaleza. Por falar em Moana, parabéns ao Chef Eduardo Sisi pelos belos pratos, destaques para o camarão crocante e o magret de pato. Quem tiver oportunidade vale a pena conferir. Eu garanto que vocês não vão se arrepender.
                Harmonizamos o Loma Larga 2004 com o magret de pato, ficou uma delícia. Esse vinho eu aprovei e indico muito.
  PS: Alexandre Fialho proprietário de uma das mais qualificadas adegas de Fortaleza sempre surpreende com seu belíssimos caldos.
  

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nimbus 2008. Esse é da Bulgária


Vinho : Nimbus
Tipo : Tinto seco
Safra : 2008
País : Bulgária
Região : Trácia
Castas : 55% Rubin, 45% Merlot
Produtor : Vinícola Castra Rubra (Fortaleza Vermelha)
Onde Comprar : http://www.sociedadedamesa.com.br/
Preço : R$ 39,50

                         Nimbus 2008, um vinho búlgaro feito de merlot e rubin. A uva rubin foi criada na Bulgária através do cruzamento genético da uva italiana nebiolo com a francesa Syrah. Tem a potência de guarda da italiana, a cor e o poder de gerar altas concentrações de álcool da francesa.
                         No visual se apresenta vermelho rubi com halo violáceo, lágrimas abundadantes e finas. Seus aromas demonstram baunilha, chocolote branco e  frutas negras, principalmente ameixa. Na boca bem macio, taninos bem suaves, final de boca longo, porém peca na ausência de acidez, o que torna o caldo búlgaro  um pouco enjoativo. Um vinho fácil de beber, que apesar de ser um 2008, está pronto. Além de tudo, tem um preço bem razoável para o padrão brasileiro. Vale a pena conferir, afinal não é todo dia que temos vinhos dos países do leste europeu para degustar.
PS. A Vinícola Castra Rubra tem no seu comamndo o onipresente enólogo francês Michel Roland.                                

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Château Fleur de Jean Gué Réserve 2002


Vinho: Chateau Fleur de Jean Gué Reserva
Tipo : Tinto
Safra : 2002
País : França
Região :Lalande de Pomerol
Produtor : Família Verdrenne
Castas : Merlot, cabernet franc
Onde Comprar : Parque Recreio (Fortaleza-CE)
Preço: R$ 70,00

                 Chateau Fleur de Jean Gué Reserva 2002, cor vermelho terracota com halo marron claro quase laranja, lágimas lentas, viscosas e abundantes. No nariz está perfeito, aromas de couro, tabaco, estábulo, café e especiarias. Na boca muito equilibrado, taninos maduros, acidez na medida certa, final de boca longo e agradável, lembrando chocolate meio amargo e café. Realmente uma delícia de caldo, muito elegante. É um vinho que impõe uma certa força, uma personalidade forte, sem jamais ser austero.
                 Uma frase resumiria esse vinhaço: Um Bordeaux da margem direita, evoluído,  prontíssimo pra ser degustado, complexo nos aromas e perfeito no paladar.
                 Degustamos esse vinho na confraria das terças e harmonizamos com uma carne de sol. Posso abrir meu coração? Ele merece muito mais do que uma simples carne de sol, talvez uma picanha de pato ou um belo carneiro ao forno ficariam bem melhor.
                 Quero parabenizar ao Parque Recreio, na pessoa do amigo acaviano Paulo Elias pela importação desse belíssimo vinho com um preço bastante honesto. O Paulo vem fazendo um esforço hercúleo para trazer a nós cearenses grandes rótulos a preços bastante convidativos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nem só de goles vive o enófilo. Ele também precisa de dicas.



  Quando vou ao Rio, tenho como principal programa a cominhada pelas ruas do Leblon e Ipanema. Entre uma loja e outra, um barzinho e outro, termino sempre passando a maior parte da manhã na Livraria Travessa da Visconde de Pirajá. Lá me realizo olhando sempre as novidades do mundo da enologia.
     Dessa última viagem adquiri um livro bem interessante tanto para leigos, quanto para os mais entendidos: A experiência do gosto, que é uma coletânea dos artigos editados pelo colunista Jorge Lucki  no Jornal Valor Econômico ao longo de dez anos. Os textos foram analisados, separados por temas, atualizados e em seguida publicados pela editora Companhias das Letras.
    O fato é que ao témino de tudo ficou uma obra bem interessante, abrangente, com textos rápidos e de fácil leitura. Uma linguagem clara, aberta, de explicações resumidas e convincentes. Um livro pra você ter na cabeceira e toda noite ao deitar ler três ou quatro artigos, na intensão de que ele não acabe logo.
    A meu juizo, não é vinho mas é um livro muito fácil de beber. Esse eu aprovei e indico muito. Parabéns ao autor pela belíssima obra. Uma maneira bem diferente e prazerosa de compartilhar seu conhecimento sobre vinhos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vega Saúco Crianza 2005


Vinho : Vega Saúco Piedras Crianza
Tipo : Tinto seco
Safra : 2005
País : Espanha
Região : Toro
Produtor : Bodega Vega Saúco
Casta : 100% Tempranillo ( Tinta de Toro)
Graduação : 14%
Onde Comprar : Ravin ( http://www.ravin.com.br/ )
Preço : R$49,00

                       A região do Toro é emergente na produção de vinho. Nesta região se encontram vinícolas com mais de 40 anos de existência e  também vinícolas bem modernas com tecnologia de ponta. A sua principal uva é a tinta de toro uma variação local da tempranillo da Rioja.
                      A Bodega Vega Sauco é uma das mais importantes vinícolas da região e protagonista de rótulos muito especias. Uma bodega familiar de caráter artesanal, onde parte da sua produção (uvas) é oriunda de suas própróprias terras.
                      Descobri este vinho navegando pela a internet. Acessando o site http://www.vivendoavida.net/ constatei que este vinho teria sido campeão da feira Encontro de Vinho, batendo às cegas outros vinhos, inclusive reservas e gran reservas, de preços pelo menos seis vezes superiores.
                      O Vega Saúco Piedras Crianza 2005, é um vinho de cor rubi intensa, lágrimas grossas, lentas e bem próximas. Seus aromas nos remetem a frutas vermelhas, café, tabaco, couro, estábulo e pimenta do reino. Como viram está bem inteiro no nariz. Na boca, elegante, mineral, taninos bem domados pelos 14 meses em barricas. Retrogosto bem elegante, saboroso e persistente.
                       É um vinho de um grande custo benefício, esse eu aprovei e indico muito. Indico também o excelente site http://www.vivendoavida.net/ que traz dicas fantásticas de tudo que envolve o maravilhoso mundo dos enófilos, enólogos e sommeliers. Parabéns ao profissional Silvestre Tavares Gonçalves, que com maestria e elegância conduz de forma excepcional as postagens do seu Site. Site ou Blog? Agora me pegaram... De qualquer fomar o endereço está aí. Acessem! Vocês não vão se arrepender.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saint Clair Omaka Reserve Pinot Noir 2007


Vinho : Saint Clair Omaka Reserve
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
País : Nova Zelândia
Região : Marlborough
Produtor : Saint Clair Family Estate
Casta : 100% Pinot Noir
Graduação : 13%
Onde Comprar : IGT (Fortaleza-CE)

                          A Nova Zelândia é um país formado por duas ilhas, a Ilha Norte e a Ilha Sul como são denominadas. A riqueza do vinhedo neozelandês está entre o sul da Ilha Norte e no norte da Ilha Sul, mais precisamente entre Northland (Ilha do Norte) e Otago (Ilha do Sul).
                          Saint Clair Omaka Reserve Pinot Noir 2007 é um vinho proviniente do Norte da Ilha do Sul, da região de Marlborough. Marlborough é a região mais extensa da Nova Zelândia com 42% dos vinhedos. Além da pinot noir faz sucesso também por lá a sauvignon blanc e  seus espumantes são considerados os melhores do país.
                          Saint Clair Pinot Noir 2007, tem cor vermelho rubi claro, com lágrimas bem presentes, viscosas e bem próximas. Seus aromas são de cereja, viloleta, frutas vermelhas em calda (morango). Chama atenção também pelas notas de tostados e cogumelos, detalhe que só se observa nos grandes pinot noir. Na boca elegantíssimo, taninos bem integrados, macios, acidez perfeita e retrogosto dos mais demorados.
                         Cofesso que nunca fui muito adepto da pinot noir, não gosto muito da leveza que cerca os vinhos desta casta, mas ultimamente tenho me surpreendido com esta uva. Os últimos três vinhos de uva pinot noir que abri me agradaram bastante.
                         A harmonização inicialmente foi queijo brie e camembert, depois um filé com fungi. Mais um belo caldo que eu aprovei e indico muito.
                         Ganhei esse vinho do meu amigo que no passado chamava de tio (por ser um amigo irmão do meu falecido pai) Dr. Flávio Leitão, por isso não me perguntem o preço.
              

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A rolha realmente faz a diferença?


           
                  Vejam a foto acima, reparem nesta última rolha, a quinta da esquerda pra direita. É... Ela realmente destôa das outras não é mesmo? No visual ela é maior e mais larga, no tato é muito mais consistente. Foi retirada da garrafa de um Caymus 2008, um cabernet sauvignon californiano do Vale do Napa. Não resta a menor dúvida que o vinho é excelente, de nariz e de boca, caro, imponente e que tem seu valor. Contudo, será que precisa mesmo da rolha com esse tamanho?
                Será que isso não encarece mais o produto? Sobre o ponto de vista do crescimento sustentável, será que é ecologicamente correto? Vejamos a seguir de onde são extraidas, como são  produzidas, quais os tipos de rolha, a partir daí tirem suas conclusões.
                 A rolha é um objeto de cortiça compressivo e elástico, de origem vegetal obtido da casca do sobreiro. O sobreiro cujo o nome científico é Quercus suber é uma árvore encontrada principalmente nos seguintes paises: Portugal, Argélia, Espanha, Marrocos, França, Tunísia e Itália. Dos 22 bilhões de rolhas produzidas por ano no mercado mudial, 80% é porduzido em Portugal.  Ao longo dos anos a rolha de cortiça tem se tornado um oligopólio natural.
                 Ainda é impossível desvincular a imagem  de um bom vinho, de uma bela garrafa e uma boa rolha. Por quê? Pode ser pela tradição e pelo fascínio que esse tipo de produto exerce sobre o consumidor. Quantas vezes servimos um vinho para um leigo e nos deparamos com o seguinte cometário. "Esse vinho é muito bom ! Olha só o pêso dessa garrafa !" Pois é, existe um certo misticismo com esses detalhes. Como se garrafa pesada fosse sinal de vinho bom.
                Sobre a rolha posso dizer, é um componente que revolucionou a indústria do vinho. Material excelente para a vedação das garrafas por ser impermeável, elástica, resistente e durável.
Antes da descoberta da rolha, valia tudo para conservar o vinho, até mesmo o uso de azeite ou óleo vegetal, que não sendo missíveis com o vinho ( menor densidade) formava uma camada na superfície isolando-o do meio exterior.
                O sobreiro, como é chamado o Quercus suber, é uma árvore que  vive 150 anos e tem sua primeira extração de rolhas aos 20 anos. Suas  extrações seguintes são a cada 10 anos. A cortiça mais adequada só é conseguida na terceira extração. Um sobreiro permite ao longo de sua existência 12 a 15 extrações produtivas. O fato também da árvore só ser encontrada em pouquíssimos países, torna a cortiça um material caro. Não é por acaso que as rolhas dos vinhos inferiores são muito curtas e feitas de aglomerado de raspas ou só de pó de cortiça.
               Uma rolha decente (comprida e de boa cortiça) é fundamental na conservação de um bom vinho, porém, isso não depente só da rolha, a garrafa tem que ficar numa posição que o líquido mantenha contato com a rolha pois, molhada a cortiça se expandirá e vedará completamente a garrafa. Uma rolha defeituosa pode apresentar vazamentos e permitir a entrada de oxigênio na garrafga, fato extremamente nocivo ao vinho.
                Quando contaminada por fungos transmite ao vinho cheiro e gosto desageadáveis com características de mofo ou papelão molhado. O vinho com cheiro de mofo é chamado de "bouchonée"( do Francês; buchon = rolha). Por isso, longe de ser pedantismo, examinar a rolha e cheirá-la quando uma garrafa é desarrolhada à mesa.
                 A rolha de cortiça é companheira do vinho desde o século XVI. Atualmente existe uma grande discursão em torno do preço das rolhas e da contaminação a qual elas estão sujeitas. A contaminação pode ocorrer no sobreiro e nas reações com produtos químicos (fenois). Visto esses problemas passou-se a questionar o uso da rolha de cortiça e iniciaram-se pesquisas para encontrar um substituto sintético à altura.
                   A guerra das rolhas de cortiça versus rolhas sintéticas está acirrada, os americanos, australianos e ingleses acham que o vinho é como qualquer outro produto alimentício, e portanto a contaminação é imperdoável. Isso vai de encontro ao fato de que 10% dos vinhos fabricados são bouchonné. Os pró-cortiça apontam as impurezas das sintéticas e afirmam que o não uso da cortiça acarretaria sérios danos econômicos aos países produtores e levaria extinção das florestas de sobreiro e destruição do habitat natural de inúmeras espécies de pássaros raros.
                   Outro tipo de vedação de garrafas é a que utiliza tampa de rosca  a "screw cap" (usadas também em garrafas de Uísque), esta vem se tornando popular, principalmente nos Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e Inglaterra.
                   Existe uma campanha agressiva feita pelos pró-sintética e pró-rosca, a  ponto de ocorrer em Nova York no ano de 2002, um jantar funeral da rolha de cortiça. Todos foram ao evento trajando luto e o fato que chamou atenção foi o pronunciamento da fomosa Master of Wine, Jancis Robinson que proferiu palavras de despedida à rolha tradicional.
                  Em 2003, outro expoente da enologia mundial Hugh Johnson escreveu em seu "Pocket Wine Guide 2003", que 5 a 10% das garrafas de vinho são contaminadas pelo tricloroanisol (TCA), que rolha de cortiça é importante no envelhecimento lento do vinho, mas os vinhos do dia a dia, de caráter fresco e frutado, devem ter tampa de rosca.
                  Em seu livro "O vinho no Gerúndio" o mestre Júlio Anselmo de Souza Neto afirma que: "Penso que uma garrafa de vinho com rolha sintética ou tampa de rosca é como uma mulher elegantemente vestida, mas calçando sandálias havainas".
                  Olhem novamente a foto, a terceira rolha da esquerda pra direita é de um Don Melchor 2005, um dos ícones da América do Sul. Um vinho tão bom ou melhor que o nosso Caymus 2005. Observem o tamanho da rolha do Don Melchor, ela não tem nada de paranormal. Já a segunda rolha da esquerda pra direita pertence a um super toscano Biondi Santi, o emblemático Sassoalloro 2005, também nada de paranormal. Duas rolhas extremamente simples utilizadas na vedação de dois grandes vinhos. Agora pensem, analisem e tirem suas conclusões.
               
            Fontes:
                      01. Manual Didático do Vinho ( Daniel Pinto)
                      02. O Vinho no Gerúndio ( Júlio Anselmo de Souza Neto)
                      03. The Oxford Companion to Wine ( Jancis Robinson)
                      04. Larousse do Vinho           

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Robert Mondavi Private Selection 2008 Cabernet Sauvignonn


Vinho : Robert Mondavi Private Selection
Tipo : Tinto seco
Safra : 2008
Produtor : Robert Mondavi
País : Estados Unidos
Região : Califórnia (Vale do Napa)
Casta : 100% Cabernet Sauvignon
Onde Comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$ 90,00  Clube W : R$50,00


                    A Califórnia é um região extremamente favorecida pelo clima propício para produzir vinho. Foi na década de 60 que os consumidores americanos começaram a procurar um vinho de melhor qualidade na califórnia e daí por diante os produtores já determinados e finaceiramente sólidos, aceitaram o desafio, terminando por vencê-lo.
                    A diversidade das regiões do Golden Stade (Califórnia), ensolarado o ano inteiro, fornece uma gama de terroirs e micro climas que vão desde as frias zonas oceânicas do pacífico até as terras férteis do vale do San Joaquim Valley.
                 Atualmente a Califónia produz 2 bilhões de garrafas de vinho por ano, cerca de 90% da produção dos Estados Unidos.
                  Robert Mondavi Private Selection Cabernet Sauvignon 2008,  um vinho de cor vermelho púrpura, demonstrando no visual ser muito jovem com lágrimas grossas, lentas e em grande quantidade. No nariz é bem adocicado, muita fruta, ameixa, cereja, amora e também chocolate branco. Na boca macio e redondo até demais. Tão macio que fica enjoativo a partir da segunda taça. Na minha opinião falta acidez. Taninos bem domados com final sem muita expressão. Quanto ao álcool nota-se nos primeiros goles, depois desaparece. Confesso que já gostei muito desse tipo de vinho mas, no momento não faz mais meu gênero. É um vinho que já nasceu maduro, coisas de novo mundo, mais precisamente de americano.
                   Pra acompanhar, fui de filet alto (crocrante por fora e sangrante por dentro) com arroz branco e batata frita. Quer saber, o vinho harmonizou muito bem com a carne porém, a carne estava bem mais saborosa do que o vinho. Tive mais prazer na comida do que na bebida desta vez.
                   Por ser um vinho produzido pelo emblemático Robert Mondavi, esperava muito mais desse caldo americando.  

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ibéricos Crianza 2007


Vinho : Ibéricos Crianza
Tipo : Tinto seco
Safra : 2007
País : Espanha
Produtor : Bodega Torres (Miguel Torres)
Casta : 100% Tempranillo
Graduação : 14%
Onde Comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$ 65,00

                  A Viña Torres nasceu em 1870, criada por Jaime Torres Vendrell. Localizada nos arredores de Barcelona, esta bodega se destaca por colecionar inúmeros prêmios. Se não vejamos: Em 1999, foi eleita a vinícola mais importante da Espanha; no ano de 2006, foi considerada a produtora de vinhos mais influente da Europa. Em 2007, Miguel Torres seu presidente foi agraciado como produtor mais relevante da Europa.
                   O Ibéricos Crianza é um vinho produzido pela Viña Torres mas, traz com ele uma característica especial, é o primeiro vinho da Torres na Rioja, fruto da união de bascos e catalães.
                   Miguel Torres Ibéricos Crianza Tempranillo 20007, tem cor vermelho rubi com halo terracota, lágrimas viscosas, lentas e espaçadas. Aromas de frutas vermelhas, pão tostado, café torrado, pimenta do reino e chocolate. No palato agradável apesar de ser um crianza se mostra bastante evoluído em boca. Na primeira taça sente-se um pouco o álcool mas, no segundo copo em diante tudo fica perfeito. Acidez bem integrada com o álcool e retrogosto bem persistente e agradável. No final nota-se um pouco de caqui bem maduro e chocolate meio amargo.
                   De comum acordo com o meu cunhado Lula Matos Brito, escolhi queijo parmesão e salame de javali para harmonizar com este surpreendente tinto espanhol. Fiquei receoso pelo parmesão (muito forte), mas o vinho suportou muito bem.
                   Este vinho recebi pelo clube W (wine.com.br) e confesso aos senhores, fiquei surpreso pela grande qualidade do caldo. Parabéns aos que fazem a Wine. Quero também deixar os meu elogios pela excelente logística da empresa, que além de não cobrar frete dos associados entrega a mercadoria bem acondicionada em embalagens muito elegantes e no máximo em 72 horas (pelo menos aqui para Fortaleza).
                   
                      

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Baron de Hoen Pinot Gris 2007




Vinho : Baron de Hoen
Tipo : Branco seco
Safra : 2007
País : França
Região : Alsácia
Casta: 100% Pino Gris
Graduação : 13%

                              Cor amarelo palha, cristalino, lágrimas em média quantidade que descem bem lento pela taça. Aromas cítricos, abacaxi, damasco, limão, laranja e maracujá. No palato muito agradável, acidez perfeita, final de boca bem persistente. Foi o melhor vinho da noite.
                              Esse grande vinho da Alsácia eu tomei por ocasião de um jantar na casa dos amigos Jackson Gondin e Michele. Ele neurocirugião dos bons e ela anestesiologista também muito competente. Adquiriram esse exemplar em uma viagem que fizeram à França.
                             Michele, como boa francesa, é apaixonanda pelos encantos enológicos da Alsácia. Na mesma noite abrimos também um Riesling e um Gewürztraminer mas, a meu juízo, o que mais chamou atenção foi está jóia de uva pinot gris.
                            Para mostrar seus magníficos dotes culinários, Michele fez um delicioso salmão com vieiras. Não precisa falar mais nada! Ficou uma coisa do outro mundo! O outro casal (Werton e Volilma) que estava presente no super jantar, se encantou com a perfeita hamonização. Realmente o salmão veio pra se integrar perfeitamente com a acidez deste caldo alsaciano.
                            Como vocês viram, não coloquei nem preço e nem onde comprar esse vinho. Procurei na internet se conseguiria achá-lo no Brasil mas foi em vão. De qualquer maneira fica aí mais um vinho degustado e aprovado por min.
                             Só me resta torcer para ser gentilmente convidado mais uma vez pelo casal de amigos Michele e Jackson, e ser apresentado a outros vinhos deconhecidos e maravilhosos como este. Parabéns e obrigado aos anfitriões pela belíssima noite. 
                                                   

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pouilly Fumé Clos Joanne D'orion 2007





Vinho :  Pouilly Fumé Clos Joanne D'orion
Tipo : Branco seco
Safra : 2007
País : França
Região : Loire ( Pouilly-Sur-Loire)
Produtor : Vignoble Gitton Père & Fils
Casta : 100% Sauvignon Blanc
Graduação : 13%
Onde Comprar : Restaurante Chez Felipe (Porto Alegre)

                         Pouilly Fumé Clos Joanne D'orion 2007 fermentado de dez a quinze meses em cubas de aço inox é um dos grandes vinhos do produtor Pascal Gitton.
                         Cor amarelo palha, lágrimas bem evidentes. Aromas de defumados, grafite, frutas cítricas, abacaxi, damasco e grama cortada. Na boca bem mineral, agradável, acidez perfeita, bem elegante. Final de boca muito longo sem amargor. Na minha opinião, esse vinho está perfeito. Um vinho surpreendente que achamos no Restaurante Chez Felipe em Porto Alegre. Procurei na internet o importador mas não descobri, talvez o Felipe tenha importado direto.
                         Para hamonizar, o Chefe Felipe fez um camarão com lula e enguia (foto), acompanhado com arroz negro. Ficou simplesmente maravilhoso. Acidez do vinho combinou perfeitamente com os mariscos, a ponto de ser elogiado por todos da mesa. Curtiram comigo essa grande harmonização os médicos amigos e anestesiologistas:  Ricardo Barreira e Alessandra (CE), Manara (SP), Sérgio Rôla (CE) e Hugo (BA).
                        O Restaurante Chez Felipe foi escolhido pelo juri da Veja como o melhor Restaurante de comida francesa de Porto Alegre em 2010. Vale a pena conferir e seguir o meu pedido. O preço? Não chega a ser dos mais caros, mas  também não é dos mais baratos.
                      

sábado, 4 de dezembro de 2010

Patrón Santiago Reserva 2007









Vinho : Patrón Santiago Reserva
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
Produtor : Finca El Zorzal ( Manuel Lopez Lopez)
País : Agentina
Região : Maipú -  Mendoza
Casta : 100% Malbec
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Marchand du Vin (Porto Alegre)
Velha Lage Vinhos (Canela)

                     Patrón Santiago Reserva 2007, cor vermelho rubi intenso com halo violáceo, bem novo aos olhos. Lágrimas abundantes e viscosas. No nariz, um pouco alcoólico na primeira taça, depois vai evoluindo, liberando aromas de morango, cereja, ameixa.  Nos remete também a pimenta do reino, couro e café torrado. Na boca se comporta como no nariz. O primeiro gole é alcoólico, depois vai evoluindo, melhorando até ficar com gosto de chocolate meio amargo e café. Taninos bem domados que se integram bem com o álcool. Elegante e saboroso na boca, com um final bem longo e agradável. Sugiro sempre decantar pelos menos 40 minutos antes de bebê-lo, assim você não se depara com a fase alcoólica desse vinho. Deve melhorar mais nos próximos cinco anos.
                   Harmonizamos esse caldo portenho com um belo churrasco de capa de filé, costela de boi e bife de tira. O vinho e a carne combinaram de maneira perfeita. Realmente um vinho que clama por comida, e carne vermelha então, é o seu par perfeito.  Ah! Por falar em churrasco, esse foi feito pelo amigo anestesiologista Marcos Aguzoli (foto). Abriu sua casa em Porto Alegre para nos receber com elegância e alegria. Nunca vi churrasqueira tão perfeita. Simplesmente ficamos na sala (na última foto vejam a churrasqueira lá no fundo), em ambiente fechado com ar condicionado e não vimos nenhum sinal de fumaça ou cheiro desta na roupa. É realmente fantástico o sistema de exaustão dessa churrasqueira.
                  O vinho foi levado pelo amigo Fernando Nora, que por sinal, é representante exclusivo dos vinhos Patrón Santiago na Grande Porto Alegre, através da sua vinoteca Marchand du Vin. O vinho era tão bom que tomamos seis garrafas.
                    Patrón Santiago Reserva malbec 2007 esse eu aprovei e indico muito.

Marchand du Vin  (Boutique de vinhos)
Rua 24 de Outubro,541 - Bairro Moinhos de Vento
Cep. 90.510-002, Porto Alegre/RS
Fone: (51)3084 9818 / 3084 9808
              

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Voltando das férias

              

                     Resolvi tirar 12 dias de férias e aproveitei para unir o últil ao agradável. Sabedor de que o Congresso Brasileiro de Anestesiologia era em Porto Alegre, resolvi fazer turismo enograstronômico pela região Sul.
                    Tivemos oportunidade de conhecer alguns restaurante em Porto Alegre, dentre eles, o francês Chez Felipe (melhor francês, eleito pelo juri da Veja) e um de comida contemporânea, o Hashi Art Cuisine. Este, escolhido o melhor de comida variada, com uma culinária de influência francesa e oriental. É bem interessante. Em outra postagem, falarei com maiores detalhes da comida e dos vinhos que degustamos nesses restaurantes.
                   Em Gramado e Canela os restaurantes que mais se destacaram foram:  Belle du Valais um restaurante francês sofisticadíssimo, com obras de arte por todo o ambiente. Toda a louça e decoração é assinada pela sofisticada loja Giovanna Regali. A comida é excelente, uma carta de vinho, eu diria de boa qualidade mas, os preços um pouco salgados. Outro que nos chamou atenção foi o de comida mediterrânea, o La Table Dor Mediterranée, do simpático chefe Paulo Gradin. Carta de vinho das melhores que vi em Gramado, comida maravilhosa, decoração do ambiente impecável. Fica em frente ao espetáculo Fantástica Fábrica de Natal. Uma dica: ao chegar no espetáculo por volta de 21 horas, vá logo ao La Table Dor e reserve mesa pra depois do show. Caso contrário, vai ser difícil conseguir vaga. Ao final do jantar, o próprio Paulo Gradim (proprietário e chefe), foi educadamente nos levar ao hotel.
                   Fomos também  ainda em Gramado, ao Portugália. Restaurante de comida portuguesa. Destaca-se pela boa comida e boa carta de vinhos. Tem em sua adega, vinhos portugueses famosos como Barca Velha e o ícone espanhol Vega Cecília. O Portugália tem como diferencial, pegar os clientes nos hotéis de limousine (foto). A criançada adorou o passeio de limousine pelas ruas de Gramado! Os preços são bem em conta. Optei pelo menu degustação com uma entrada de bolinho de bacalhau e azeitonas, em seguida três pratos de bacalhau. Custa R$68,00 por pessoa e vale muito a pena. Tomei um Monte dos Cabaços Branco 2008.
                   O Le Petit Clos é outro destaque na cidade de Gramado, um restaurante meio francês meio suíço. Uma carta de vinhos bem interessante. Pedimos e aprovamos um fondue de carne na pedra (foto) para duas pessoas ao preço de R$92,00. Vem com dez tipos de molhos para temperarmos a nossa carne a gosto. Na sobremesa fomos de fondue de chocolate. Destaque foi a variedade de frutas: mamão, morango, maçã, melão, laranja, abacaxi, pêssego, banana e uva. Na minha opinião, esse foi o restaurante de melhor custo benefício que frequentei em Gramado. O vinho foi o Salton Talento 2006.
                  Em Canela, o grande destaque foi o restaurante Le Monde do chefe Floriano Spiess.  Fui a convite do amigo anestesiologista e enófilo Fernando Squeff Nora, que diga-se de passagem nos recebeu divinamente bem. Acolheu toda minha família. Ele e sua mulher Débora, (Cirurgiã Plástica) foram nota dez!
                   No Le Monde optamos pelo menu degustação. São servidos dez pratos, um verdadeiro show! Para harmonizar, iniciamos com um espumante rosê de uva baga do Luiz Pato (fantástico). Passamos para um vinho tinto argentino, Patrón Santiago Gran Reserva 2005 (Cabernet Sauvignon / Merlot / Syrah) e findamos com um Tocaj para acompanhar a sobremesa. Foi uma noite inesquecível. Detalhe, o elegante casal ainda nos cedeu a babá, que ficou com as nossas filhas na maravilhosa casa de serra dos amigos. A casa fica no chic complexo do Hotel Laje de Pedras em Canela. É realmente pra poucos! Ah! Detalhe, não deixaram eu pagar os vinhos.
              O casal Fernando Squeff Nora e Débora estão inaugurando uma Boutique de vinhos em Porto Alegre de nome Marchand du Vin. Serão revendedores exclusivos dos vinhos da Bodega Patrón Santiago. Vinhos de excelente qualidade e de um grande custo benefício. Tive a oportunidade de degustar o Patrón Santiago Reserva Malbec 2007 e o Patron Santiago Gran Reserva 2005. Aprovei e indico ambos. Falarei com mais detalhes desses vinhos nas próximas postagens.
            

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Planeta Alastro Bianco 2008


Vinho : Planeta Alastro Bianco
Tipo : Branco Seco
Safra : 2008
País : Itália
Região : Sicília
Produtor : Planeta
Casta : Grecanico e Chardonay (pequena quantidade)
Graduação : 12,5%
Onde comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : R$80,00


                    A vinícola Planeta possui cinco bodegas espalhadas por toda a Sicília, dentre elas um dos destaques é a Ulmo, localizada na cidade de Sambuca de Sicília no noroeste da ilha. Essa vinícola boutique produz quatro vinhos, um tinto e três brancos. Entre os brancos tivemos a oportunidade de saborear o Alastro Bianco 2008. Uma bela surpresa.
                    Cor amarelo topázio com lágrimas viscosas.Seus aromas lembram, pêra madura, melão, pêssego e lichia. Notamos também aromas amanteigados e um pouco de mel de abelha. Realmente muito complexo no nariz. Na boca agradável, macio, volumoso, acidez muito equilibrada, final de boca longo e saboroso. Amarga um pouquinho no final, mas quando harmonizei com queijo brie e com vieiras na menteiga tudo ficou perfeito. Um vinho bom para ser tomado sozinho e ótimo para acompanhar comida. Combina bem com frutos do mar, massa a quatro queijos, risotos e peixes frescos.
                     Um vinho bem interessante, fez parte do Clube Wine do mês de outubro, e na minha opinião foi uma feliz escolha. Parabéns a Wine pelo produto.