Vinho: Ilana Selección 2006
Tipo: Tinto
Safra: 2006
País: Espanha
Região: Castila-La Mancha (D.O. Ribeira del Júcar)
Castas: Petit Verdot 50% e Syrah 50%
Produtor: Bodega Ilana
Graduação: 14,5%
Preço: R$ 80,00 (Sociedade da Mesa)
Comprado na Sociedade da Mesa, um clube de enófilos que todo mês seleciona vinhos para os sócios. Este espanhol realmente foi destaque entre meu grupo de amigos que o degustaram. Levei a primeira garrafa para a casa do meu amigo Marcus Borges, que achou divino, tanto é que logo tratou de participar da Sociedadde da Mesa. Hoje foi na minha casa, com meus amigos Marcelo Leite e Marcos Vieira que compararam-no com um vinho argentino que levou 94 pontos do Robert Parquer e ficaram impressionados com a categoria desse espanhol. O Ilana Selección 2006 deu de pau no portenho. Por questão de ética, não vou revelar o nome do vinho argentino.
Ilana é uma bodega familiar que já chega à sua quarta geração de vinicultores. Localiza-se em Catilla-La Mancha na D.O. de Ribeira del Júcar, desconhecida pra min.
Esse vinho com 50% Petit Verdot e 50% Syrah, é vermelho intenso, rubi. No nariz complexo, robusto, frutas, caramelo, baunilha, coco, nos remete a café torrado e pão torrado. Na boca estupendo, moderno, cereja, ameixa, chocolate, final longo e perfeito. Um vinho que não precisa de comida pra ser degustado; inteiríssimo. Apesar dos 14,5% Vol. não se percebe absolutamente nada de álcool. Não é uma skol mas desce redondo.
Carneiro ao forno (pernil) e pato cozido, aquele pato que minha querida sogra D. Julita Mapurunga, e minha cunhadinha Geovânia sabem fazer como ninguém, foram os pratos que harmonizamos esta jóia espanhola. Esses pratos com o vinho cairam como uma luva.
PS. Ese vinho foi a seleção grandes vinhos da Sociedade da Mesa do mês de março/10.
www.sociedadedamesa.com.br
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Barca Velha 1999
Estivemos em Portugal e adquirimos três garrafas do vinho Barca Velha 1999.
Perguntamos ao Sardemberg e ao Renato Machado no progama Momento do Brinde da Rádio CBN... Quando abrir um Barca Velha 1999? Devo beber agora ou esperar mais um pouco?Ouça aqui a resposta do Renato Machado.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
De volta ao Velho Mundo com o Cune.
Tipo : Tinto Crianza
Safra : 2006
País : Espanha
Produtor : CNVE (Companhia Vinícola do Norte da Espanha)
Região : Rioja Alta
Castas :90% Tempranillo, 10% ,Garnacha e Manzuelo.
Graduação : 13,7 % Vol
Já que nas três últimas postagens escrevi sobre vinhos do Novo Mundo, hoje vou permitir que degustem junto comigo um vinho espanhol.
Este crianza tem uma cor cereja brilhante e violáceo expressando sua juventude, no nariz muita fruta, ameixa, nos remete também a tostados muito agradáveis, especiarias, um pouco de pimenta. Paladar muito agradável apesar dos taninos bastante presentes, muita persistência em boca, característica da tempranillo.
Postei ao lado, o prato que harmonizei com este vinho. Tapas de defumados, com presunto, salmão e robalo. Foi muitíssimo bem. Achei que os peixes fossem se ofuscar diante do crianza, mas o toque defumado deu mais moral para o prato mantendo a harmonia perfeita.
Tudo isso se deu em Madri, no Restaurante Mesòn el Jamon de Gran Vía, eu e minha esposa Fernada Lôbo. Ah ! A Fernanda pediu um belo Carré de Cordeiro que foi também perfeito com o tinto.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Las Perdices Reserva Don Juan 2006
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Argentina
Região : Mendoza (Jujan de Cuyo)
Castas : Malbec 70%, Syrah 11%, Bonarda 10%, Merlot 9%
Preço : R$ 80,00 ( Sociedade da Mesa)
Este edição limitada (10.000 garrafas), é uma assemblage portenha de bastante personalidade. Envelhecido 18 meses em barricas de carvalho francês, tem guarda estimada entre 10 a 15 anos. Cor vermelho profundo, um pouco violeta, intensos aromas de frutas vermelhas, adocicado, morangos maduros, ameixa seca, especiarias, pimenta, menta, combinados com toques de tabaco,chocalate e baunilha. Na boca bom ataque, boa presença de boca, porém suave, taninos muito redondos e maduros. Os 18 meses de madeira fez muito bem a este vinho.
Infelizmente harmonizei este belo caldo com uma pizza de musarela com calabresa picada. Vou abrir meu coração! Na realidade, estava em casa e saí pra comprar uma pizza para o jantar... resolvi então abrir um vinho. Foi tudo meio de improviso. O fato é que o vinho venceu de longe a comida, ele merece muito mais, talvez um cordeiro ao forno, uma codorna, ou mesmo um bom filet ao funghi.
Como na vida o que fica são as coisas boas, vamos esquecer a pizza e nos lembrar intensamente deste belíssimo exemplar argentino.
PS : Hoje é terça, dia de confraria, mas os meu amigos da confraria (Werton e Fernando), foram a um jantar oferecido pela Sociedade de Oftalmologia do Ceará no Sal e Brasa, portanto me deixaram só. Para me vingar, tomei esse belo vinho sozinho. Eles não fazem idéia do que perderam.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Miolo Cuvée Giusepe
Safra : 2004
Produtor : Miolo
País : Brasil
Região : Vale dos Vinhedos RS
Casta : Cabernet Sauvignon 60%, Merlot 40%
Graduação : 13% Vol
Preço : R$ 27,40
Onde Comprar : http://www.meuvinho.com.br/
Um excelente custo benefício, característica não muito peculiar do vinho brasileiro. Presenteado pelo meu amigo Ronald Fontenele com uma garrafa deste vinho, resolvi abri-lo numa tarde de sábado enquanto curtia um pouco minhas filhas nas poucas folgas do árduo dia a dia de um anestesiologista.
Cor rubi, aromas de pão torrado, frutas vermelhas, café, especiarias. Na boca, boa presença, taninos suaves, macios, final persistente. Vinho muito honesto e surpreendente.
Logo após degustá-lo, fui na internet e achei esse belo vinho nacional por R$ 24,70, comprei seis garrafas no site meuvinho.com.br. Mais um vinho degustado e aprovado pela nossa confraria (Confraria das Terças). É indiscutível, até o momento, o melhor custo benefício do ano de 2010, na minha opinião. Encontrei também no Mercadinho São Luiz do Pátio Cocó em Fortaleza, porém o preço estava mais salgado (R$ 47,00).
Alguns amigos reclamam que os vinhos que avalio em meu blog são caros. Este exemplar veio pra me redimir perante aqueles que não pagam mais que R$ 35,00 por uma garrafa de vinho.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Joaquim 2005
Vinho : Joaquim 2005
Tipo : Tinto
Safra : 2005
Castas : Cabernet Sauvingnon, Merlot.
País : Brasil
Região : Serra de Santa Catarina
Produtor : Villa Francioni
Graduação : 13,5 Vol %
Preço : R$ 80,00
Bom vinho nacional, porém de custo benefício discutível. Destaque entre os vinhos nacionais na minha opnião, mas existem vários vinhos importados do mesmo nível com menor preço.
Cor vermelho rubi com reflexos violáceos. No nariz equilibrado, nos remete a especiarias, café, frutas vermelhas maduras,pimentão, baunilha, evidenciando os 10 meses de carvalho. Na boca, taninos macios,boa acidez, retrogosto persistente, ameixa, chocolate. Deve melhorar ainda mais nos próximos cinco anos.
Tivemos a oportunidade de degusta-lo em um dos encontros da ACAV (Ceará) no Restaurante Sal e Brasa, os pratos foram um Fray Rack e um Pernil de Carneiro. Foi muito bem com ambos.
Levamos esse exemplar do Brasil para a Confraria das Terças , foi bastante aplaudido pelos amigos Werton Lôbo e Fernando Monte.
É um vinho muito agradável, representa a evolução do vinho nacional, mostrando que a indústria vinícola Brasileira vem melhorando muito nos últimos tempos. Não só de espumante vive o Brasil, temos hoje bons destaques entre os vinhos tranquilos.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Francos 2003
Tipo : Tinto
País : Portugal
Produtor : DVJ Vinhos
Região : Estremadura ( Alenquer)
Safra : 2003
Castas : Touringa Nacional 50%, Touringa Franca 40%, Alicante Bouschet 10%
Graduação : 14%
Onde Comprar : World Wine (R$ 72,00 / Promoção)
Produzido por José Neiva na Quinta de Porto Franco, este belo exemplar português já bem evoluido se mostra elegante, inteiro e muito fácil de beber.
No nariz notas de café, especiarias, tostados,defumados, couro, frutas negras (ameixa). Excelente presença de boca, macio, retrogosto persistente, taninos muito redondos, notas de ameixa e chocolate meio amargo.
Um vinho que vai bem com carne vermelha, caça, massas com molhos a base de tomates e bacon.
O Francos 2003, foi muito bem com uma picanha de pato no molho de laranja e pimenta rosa. Tudo isso no Restaurante L'assiete do casal Olivier e Fabiana. Esse prato, novo no cardápio, já está aprovado por min e pelo amigo Ricardo Barrera, diga-se de passagem um grande gourmet.
Detalhe, no L'assiete em Fortaleza até duas garrafas de vinho não é cobrado rolha, portanto, tenho adotado esse bistrô francês como meu favorito, além disso a comida é fantástica e o preço honestíssimo.
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sábado, 15 de maio de 2010
Os diversos tipos de vinho.
Meus amigos sempre me perguntam a respeito dos determinados tipos de vinhos, principalmente os Frisantes e os do Porto. Como são feitos ?Por que a alta graduação dos vinhos do Porto ? Qual a diferença entre frisante e espumante? Então, resolvi escrever um artigo falando de forma resumida sobre a classificação dos diferentes tipos de vinhos.
A classificação mais conhecida é a que tem como referência a cor do vinho. Esta permite diferenciar três tipos : brancos, tintos e rosê. A cor das uvas tintas é devido às antocianinas, pigmentos contidos na casca das uvas tintas e inexistentes nas brancas. As polpas das uvas são claras, independente de que cor seja a uva , como consequência o suco obtido das polpas sem contato com a casca é claro, de onde se conclui que, uvas tintas podem gerar vinhos tintos e brancos, mas uvas brancas só fazem vinhos brancos. Os rosês, são obtidos das tintas colocadas para fermentar, mas retirando-se as cascas quando o suco atinge a tonalidade rosa.
Outro tipo de classificação é quanto a variedades de uvas utilizadas. Podemos ter vinhos com um só tipo se uva , os chamados varietais, mais vistos no Novo Mundo. Os vinhos elaborados a partir de duas ou mais variedades de uva são ditos vinho de corte, assemblage ou blend e são uma marca doVelho Mundo. Claro que temos varietais no Velho Mundo, mas não é a tradição. No Brasil se um vinho é elaborado com 60% de uma determinada uva, é dito varietal apesar de ser feito com mais de uma uva. Como se vê, isso depende também da legislação vigente no país. Nos Estados Unidos, o vinho é chamado de varietal se ele é feito com 85% de uma só uva, mesmo que os 25% restantes sejam de outras castas.
Quanto a presença de gás carbônico, que é formado durante a fermentação, eles podem ser
chamados de vinhos tranquilos, com quantidade despresível de gás. Os que possuem grande quantidade de gás são chamados de Espumantes, já os que apresentam gás em quantidade perseptível são os Frisantes.
Uma outra categoria é a dos vinhos fortificados, assim chamados pelo fato de serem mais forte em álcool. O grande exemplo é o Vinho do Porto, obtido pela adição de aguardente de uva ao suco que está fermentando. A aguadente interrompe a fermentação pelo alto teor alcoólico, assim o vinho se torna doce e forte. Se a aguardente for adicionada após o término da fermentação, teremos um vinho forte e seco, como é o caso do famoso fortificado espanhol, o Jerez.
Existe ainda os vinhos doces naturais e licorosos feitos com uvas bastante amadurecidas com altas concentrações de açúcar, ou uvas atacadas por fungos que as desidratam, deixando-as como uvas passas com alto teor de açúcar. Esses vinhos junto com os fortificados doces são denominados de Vinhos de Sobremesa.
Como vimos, é um pouco complexo, porém fundamental o conhecimento dos diferentes tipos de vinhos para que possamos ampliar as nossas opções de escolha na hora de adquirir um bom produto.
As opções de vinho são muitas por isso não importa o tipo de vinho que você beba, o importante é beber o que você gosta, pois entre goles e dicas o que fica é o prazer de saborear belas taças de vinho, jogando conversa fora na companhia de grandes amigos.
PS: Bibliografia
O Vinho no Gerúndio. Autor : Júlio Anselmo de Souza Neto
Comida e Vinho. Harmonização Essencial. Autor : José Ivan Santos e José Maria Santana
Viagem ao Mundo do Vinho. Autor : Ivan Miranda de Araújo.
A classificação mais conhecida é a que tem como referência a cor do vinho. Esta permite diferenciar três tipos : brancos, tintos e rosê. A cor das uvas tintas é devido às antocianinas, pigmentos contidos na casca das uvas tintas e inexistentes nas brancas. As polpas das uvas são claras, independente de que cor seja a uva , como consequência o suco obtido das polpas sem contato com a casca é claro, de onde se conclui que, uvas tintas podem gerar vinhos tintos e brancos, mas uvas brancas só fazem vinhos brancos. Os rosês, são obtidos das tintas colocadas para fermentar, mas retirando-se as cascas quando o suco atinge a tonalidade rosa.
Outro tipo de classificação é quanto a variedades de uvas utilizadas. Podemos ter vinhos com um só tipo se uva , os chamados varietais, mais vistos no Novo Mundo. Os vinhos elaborados a partir de duas ou mais variedades de uva são ditos vinho de corte, assemblage ou blend e são uma marca doVelho Mundo. Claro que temos varietais no Velho Mundo, mas não é a tradição. No Brasil se um vinho é elaborado com 60% de uma determinada uva, é dito varietal apesar de ser feito com mais de uma uva. Como se vê, isso depende também da legislação vigente no país. Nos Estados Unidos, o vinho é chamado de varietal se ele é feito com 85% de uma só uva, mesmo que os 25% restantes sejam de outras castas.
Quanto a presença de gás carbônico, que é formado durante a fermentação, eles podem ser
chamados de vinhos tranquilos, com quantidade despresível de gás. Os que possuem grande quantidade de gás são chamados de Espumantes, já os que apresentam gás em quantidade perseptível são os Frisantes.
Uma outra categoria é a dos vinhos fortificados, assim chamados pelo fato de serem mais forte em álcool. O grande exemplo é o Vinho do Porto, obtido pela adição de aguardente de uva ao suco que está fermentando. A aguadente interrompe a fermentação pelo alto teor alcoólico, assim o vinho se torna doce e forte. Se a aguardente for adicionada após o término da fermentação, teremos um vinho forte e seco, como é o caso do famoso fortificado espanhol, o Jerez.
Existe ainda os vinhos doces naturais e licorosos feitos com uvas bastante amadurecidas com altas concentrações de açúcar, ou uvas atacadas por fungos que as desidratam, deixando-as como uvas passas com alto teor de açúcar. Esses vinhos junto com os fortificados doces são denominados de Vinhos de Sobremesa.
Como vimos, é um pouco complexo, porém fundamental o conhecimento dos diferentes tipos de vinhos para que possamos ampliar as nossas opções de escolha na hora de adquirir um bom produto.
As opções de vinho são muitas por isso não importa o tipo de vinho que você beba, o importante é beber o que você gosta, pois entre goles e dicas o que fica é o prazer de saborear belas taças de vinho, jogando conversa fora na companhia de grandes amigos.
PS: Bibliografia
O Vinho no Gerúndio. Autor : Júlio Anselmo de Souza Neto
Comida e Vinho. Harmonização Essencial. Autor : José Ivan Santos e José Maria Santana
Viagem ao Mundo do Vinho. Autor : Ivan Miranda de Araújo.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Focus, um merlot italiano.
Vinho : Focus
Tipo : Tinto
Safra : 2002
Produtor : Volpe Pasini
País : Itália
Região : Friuli
Casta : Merlot
Graduação : 13,5% Vol
Onde Comprar : World Wine
Embora de origem francesa a uva merlot, pela sua grande adaptação ao lugar é hoje quase uma uva típica da região de Friuli. Nesta região italiana a merlot ganhou corpo, estrutura e uma elegante evolução.
Focus 2002, cor vermelho telha, lágrimas bastante visíveis. No nariz estupendo, tostados, especiarias, ameixa preta, grosélia. Na boca retrogosto muito persistente, equilibrado, boa acidez, chocolate, ameixa, macio, carnudo, bastante evoluído.
Vinho bastante evoluido, pronto pra beber. Levamos este merlot italiano e degustamos com um espagueti no molho de tomate e linguiça portuguesa , caiu como uma luva. Pena que só tinha uma garrafa.
O local foi a casa do meu amigo Marcus Borges e minha comadre Cristiane.
Boa comida, ótimo vinho, excelente companhia.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
O Frisante e o Leitão.
Tipo : Branco Frisante
Safra: 2009
País : Portugal
Região : Bairrada
Produtor : Cava Central da Bairrada SA
Preço : 12,00 Euros ( Restaurante Pic Nic dos Leitões.)
Em 2002 , com o objetivo de melhorar a qualidade e acopanhar as tendências do mercado cosumidor, a Cave Central da Bairrada efetuou uma profunda alteração no processo de produção. No novo processo deixou-se de adicionar gás carbônico aos vinhos, passando estes a adquirir seu próprio gás, por fermentação natural em cubas fechadas (método Chamat). Passando a produzir vinhos espumantes.
Durante o ano de 2005 a Cave Central da Bairrada aplicou o mesmo processo produtivo ao Vinho Frisante Gaseificado "Castiço" que passou a denominar-se Vinho Frisante Castiço, pelo fato do gás ser adquirido por fermentação em cuba fechada.
É um vinho especialmente criado para acompanhar grelhados e o célebre e muito apreciado Leitão Assado à Bairrada, tem um excelente custo benefício. No Nariz frutado, abacaxi, pêssego, melão, na boca efervecente, treme a língua, mineral, frutado, notas de pêssego, muito saboroso.
Eu e minha mulher, tivemos a oportunidade de degustar esse vinho com um belíssimo leitão à Bairrada ( foto acima) no Restaurante Pic Nic dos Leitões, na cidade de Mealhada. O acompanhamento foi batatas portuguesas e salada verde. Fomos gentilmente levados pelo nosso guia turístico e taxista Pedro, que tomou a iniciativa de escolher o restaurante, o prato principal e o belo vinho Castiço. Nosso amigo não era nenhum grande enólogo mas sabia que todos da região comem esse leitão acompanhado do Vinho Frisante Castiço.
Cofesso que demorei pra acreditar que seria uma harmonização perfeita, mas no mundo da enofilia, quando se tem dúvida, prefira prato e comida da mesma região, assim é mais difícil a surpresa negativa. De fato tudo se encaixou na mais perfeita ordem.
PS - Um abraço ao amigo Pedro, pela fantástica escolha, tanto do prato como do vinho, foi um almoço pra ficar na história.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Tempranillo, a protagonista da Espanha.
Seu nome deriva do termo espanhol temprano, que quer dizer "cedo", provavelmente em virtude do seu amadurecimento precoce. É a casta que constitui a uva-chefe da maioria dos vinhos tintos espanhóis mais importantes. Tem como característica a casca grossa e escura, permitindo que o tinto mostre uma cor intensa e profunda, com boa estrutura para o envelhecimento, sem um teor alcoólico desproporcional.
A título de curiosidade essa uva possui vários nomes ao longo da Península Ibérica. Na região do Douro é conhecida como Tinta Roriz e é a base para o vinho do Porto. No Alentejo amacia os tintos com o nome de Aragonês e aparece ainda no Dão como Tinta Aragonês. Na Rioja e em Navarra é mesmo tempranillo, porém em Ribeira del Duero seu nome é Tinta Fino ou Tinta del País. Na Região de La Mancha e Valdepeña é Cencibel e Tinta Toro em Toro. Na Catalunha é conhecida como Ull de Lebre.
Costuma dar melhores tintos em regiões um pouco mais frias, como Ribeira del Duero, Rioja e Penedés, de onde saem vinhos mais elegantes e com acidez equilibrada. No geral, são tintos que se caracterizam pela grande intensidade, aptos a evoluir bem em garrafa e muito equilibrados.
Aromas frutados, toques de morango, caramelo e especiarias. Quando envelhecidos em barricas de carvalho americano, predomina aromas de baunilha
O foco de suas harmonizações são carnes vermelhas, carneiro de preferência assado, caças (codorna, coelho, pato), pratos ricos a base de carne, como por exemplo paella com carnes e boeuf bourguignon, vão muito bem. As massas com molhos a base de tomates, linguiça ou champignon são uma excelente pedida.
É de difícil harmonozação com pratos mais salgados, pois o sal exalta o amargor dos tanninos, abundantemente presentes nesse vinho.
Esta uva aceita muito bem o estágio em madeira, dando formidáveis Reservas e Gran Reservas Espanhóis com aromas rico em especiarias, fumo e tostado.
A título de curiosidade essa uva possui vários nomes ao longo da Península Ibérica. Na região do Douro é conhecida como Tinta Roriz e é a base para o vinho do Porto. No Alentejo amacia os tintos com o nome de Aragonês e aparece ainda no Dão como Tinta Aragonês. Na Rioja e em Navarra é mesmo tempranillo, porém em Ribeira del Duero seu nome é Tinta Fino ou Tinta del País. Na Região de La Mancha e Valdepeña é Cencibel e Tinta Toro em Toro. Na Catalunha é conhecida como Ull de Lebre.
Costuma dar melhores tintos em regiões um pouco mais frias, como Ribeira del Duero, Rioja e Penedés, de onde saem vinhos mais elegantes e com acidez equilibrada. No geral, são tintos que se caracterizam pela grande intensidade, aptos a evoluir bem em garrafa e muito equilibrados.
Aromas frutados, toques de morango, caramelo e especiarias. Quando envelhecidos em barricas de carvalho americano, predomina aromas de baunilha
O foco de suas harmonizações são carnes vermelhas, carneiro de preferência assado, caças (codorna, coelho, pato), pratos ricos a base de carne, como por exemplo paella com carnes e boeuf bourguignon, vão muito bem. As massas com molhos a base de tomates, linguiça ou champignon são uma excelente pedida.
É de difícil harmonozação com pratos mais salgados, pois o sal exalta o amargor dos tanninos, abundantemente presentes nesse vinho.
Esta uva aceita muito bem o estágio em madeira, dando formidáveis Reservas e Gran Reservas Espanhóis com aromas rico em especiarias, fumo e tostado.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Pêra - Manca Branco 2007
Vinho : Pêra Manca
Tipo : Branco
Safra : 2007
Produtor : Fundação Eugênio Almeida
País : Portugal
Região : DOC Alentejo (Évora)
Casta : Antão Vaz e Arinto
Graduação : 13 % Vol
Um dos vinhos portugueses de maior prestígio, feito apenas em anos especiais, é produzido a partir da seleção de castas Antão Vaz e Arinto, uma parte do seu lote fermanta em depósito de aço inox, a outra em barricas de carvalho francês, à temperatura controlada de 16 graus. Pêra Manca é a marca que a adega Cartuxa destina aos vinhos excepcão.
Aroma muito complexo com notas minerais, manteiga, pêssego, maçã verde, frutas brancas em compotas e mel. Na boca elegante, retro-gosto persistente, ligeiramente acídulo e mineral, macio, seco com bom corpo. Não é uma Skol mais desce redondo demais.
De entrada polvo marinado no azeite e camarão natural, que cairam muito bem com este formidável exemplar do Alentejo. No almoço o prato principal foi peixe, uma dourada fresquinha, grelhada , e regada com azeite extra virgem, acompanhado de salada verde e batatas cozidas. O local foi o Restaurante Mestre Zé em Cascais (Portugal) mais precisamente na Praia do Guincho. Iniciamos e terminamos o almoço com o mesmo vinho, afinal em time que tá ganhando não se mexe.
PS - O garçon que nos serviu chama-se Felipe e a aparece aí na foto. Um grande abraço para o amigo Felipe que nos tratou muito bem. Conforme prometi, publico sua foto no BLOG.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Pesquera Reserva 2005
Tipo : Tinto
Safra : 2005
Produtor : Grupo Pesquera ( Alejandro Fernández )
País : Espanha
Região : Ribeira Del Duero
Casta : Tempranilo 100%
Graduação : 13,5 % Vol
Preço : 28 Euros ( El Corte Inglês - Madri)
R$ 178,00 (Mistral)
Elaborado por um dos magos da enologia espanhola, Alejandro Fernández, este vinho envelhecido 24 meses em barricas de carvalho americano e 12 meses em garrafa, tem uma cor rubi intensa, as vezes violáceo. No nariz grande complexidade, frutas negras em compotas, café, pimenta, muito aromático, mostrando toda sua característica de campeão. Na boca muito elegante, macio, redondo, muito fácil de beber. Predomina frutas negras, madeira e chocolate. Servido a 14 graus vai bem com carne vermelha e caça.
O Pesquera Reserva 2005, apesar de inteiro, pode evoluir muito mais. Podemos guardo-lo por pelo menos mais cinco anos e teremos uma belíssima surpresa. É realmente um vinho emblemático.
Decantamos por meia hora e degustamos este Pesquera Reserva 2005 com um cabrito ao forno acompanhados de batatas coradas, muito bem elaborado no Restaurante El Botin em Madri. Confesso que não dá pra esquecer, mesmo porque estava na companhia de uma bela mulher, a minha é claro.
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Quinta da Pacheca Vinha da Rita 2007
Vinho : Quinta da Pacheca Vinha da Rita 2007
Tipo : Tinto
Safra : 2007
Produtor : Quinta da Pacheca
País : Portugal
Região : Douro
Casta : Touringa Nacional, Touringa Franca e Tinta Roriz.
Graduação : 14,5 % Vol
Preço : 17 Euros ( Na Vinícola)
Quinta da Pacheca é uma das mais conhecidas propriedades do Douro. Destaca-se pelo fato de ter sido uma das primeiras a engarrafar vinhos com sua prórpia marca. Isso aconteceu em abril de 1738, realizado pela proprietária D. Mariana Pacheco Pereira. Em 1903 apropriedade foi comprada por D. José Freire de Serpa Pimentel, e este decidiu desenvolver o seu crescente interesse pela enologia. Portanto, a geração dos Serpa Pimentel assumiram a gestão da Quinta.
Tivemos a oportunidade de visitar a Vinícola na cidade de Régua à beira do Douro. Foi uma experiência inesquecível. Fizemos um tour pela vinícola e ao final realizamos uma degustação.
Por ocasião da visita adquirimos algumas garrafas de vinho, dentre eles o QUINTA DA PACHECA VINHA DA RITA 2007. Cor rubi intenso evidenciando toda a sua jovialidade, pois se trata de um 2007, no nariz, aroma de frutas vermelhas maduras, chocolate, um pouco de especiarias, menta. Na boca presença marcante, taninos bem equilibrados apesar de jovem , retrogosto persistente nos remete a ameixa e chocalate meio amargo. Envelhecido 12 meses em carvalho Francês. Ainda tem pelo menos uns 10 anos de garrafa.
Harmonizamos esta preciosidade com um capote na lata, é isso mesmo, capote na lata, prato muito bem elabora pelo meu amigo Valdir do Restaurante Tilápia em Fortaleza.
PS. Pra quem não sabe o que é capote, é o mesmo que galinha D' Angola, é uma ave de carne branca porém com sabor marcante e que combina muito bem com vinhos tintos encorpados. O termo na lata significa que é frito e misturado com a farofa do próprio capote. Um prato bem típico do sertão do meu Ceará. É realmente uma delícia.
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domingo, 2 de maio de 2010
14 de Abril de 2010 comemorado no Chafariz do Vinho.
Este ano resolvi passar meu aniversário na Europa, mais precisamente em Portugal, e navegando pela internet, procurando sites sobre vinho, encontrei uma reportagem muito interesante no site ENOEVENTOS sobre uma enoteca de Lisboa chamada Chafariz do Vinho. Resolvi então comemorar meus 45 anos nesta vinoteca.
Localizada no antigo chafariz de Lisboa, mais precisamente o Chafariz da Mãe d'agua, é um local muito interassante, com uma decoração bastante rústica , harmonizando o medieval com o moderno, um local extremamente agradável.
Na enoteca você não vai se deparar com pratos individuais para se jantar e sim pequenas porções para se tapear como diz o espanhol , na realidade são porções para se harmonizar com variada e rica adega do local . Os preços são bastante honestos e em comparação com o que se tem por aqui, da pra chorar.
Bem, vamos ao que interressa, os vinhos degustados nesta noite foi um Esporão Private Selection 2007 branco de entrada e um Pêra Manca 2005 tinto, dois vinhos alentejanos de pêso. No final fizemos uma degustação de vinho do Porto com cinco provas. Nota-se que foi uma noite pra ficar na memória.
Foi maravilhoso, estiveram comigo nesta noite, minha mulher Fernanda e os amigos Stênio e Silvânia.
PS. Fomos muito bem atendidos pelos amigos garçons brasileiros ( Mineiros) , Emerson e Everton, dois irmãos que trabalham na casa. Prometi que publicaria a foto deles no Blog.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Final de férias... De volta ao batente.
Após 13 dias de merecido descanço com minha mulher em Portugal e na Espanha, volto cheio de novidades e com as baterias recarregadas para dar continuidade ao nosso Blog enogastronômico.
Foi uma experiencia magnífica esses 13 dias, tenho muita história pra contar. Passeio de barco no Rio Douro com degustação na Quinta da Pacheca, jantar no Chafariz do Vinho, uma taperia e vinoteca de Lisboa, almoço no mercado São Miguel em Madri, frutos do mar com sobremesa de morango no La Boqueria em Barcelona , um leitão da Bairrada com vinho branco frizante em Mealhada e jantar no El Botin em Madri.
Como vimos acima, temos muito o que contar.
Até breve.
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domingo, 11 de abril de 2010
Rumo a Península Ibérica
Aos trina minutos desta segunda feira dia 12.04.10 embarco para a Europa, onde visitarei Portugal e Espanha. Em Portugal irei a Lisboa e Porto.Visitarei a região do Douro e o Alentejo se o tempo me permitir. Na Espanha vou à Madrid e Barcelona. Visitarei a Macroregião de Castilla e Leon, pra ser mais preciso vou a Ribeira del Duero. Aqui foi fundada em Valbuena, em 1846, a Bodega de Lecanda. Mudou de proprietário em 1890, fazendo nascer a Vega Sicila, que viria a produzir um dos vinhos mais raros e caros do mundo. Vega Sicília, um vinho emblemático, que integra o selecionadíssimo grupo dos melhores do mundo. Obtido de um corte de Tinto Fino (uma variação sutil da Tempranillo) com Cabernet Sauvignon, na proporção de 80% para 20% respectivamente. Permanece durante dez meses na adega antes de ser comercializado, grande parte em barrica de carvalho.
Os vinhos da Ribeira del Duero, caracterizam-se pela potência dada à sua estrutura complexa, sem perder a maciez, somada a aromas frutados, enveredando para os terciários obtidos pelo estágio em madeira, às vezes durante longos anos.
Em breve trarei novidades enogastronômicas do Velho Mundo. Um grande abraço, Rômulo Lôbo.Os vinhos da Ribeira del Duero, caracterizam-se pela potência dada à sua estrutura complexa, sem perder a maciez, somada a aromas frutados, enveredando para os terciários obtidos pelo estágio em madeira, às vezes durante longos anos.
PS: Outro dia falaremos sobre o Porto - suas belezas e seus vinhos maravilhosos.
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sábado, 10 de abril de 2010
A Rainha das Uvas Tintas.
Somente as uvas da espécie, denominada Vitis vinifera, fornecem vinhos de boa qualidade. Ela possui numerosas variedades que se destacam dependendo de onde são plantadas ou seja dependem do terroir. Dentre as inúmeras espécies de uvas tintas e brancas uma merece atenção especial, é a CABERNET SAUVIGNON, denominada por muitos a rainha das tintas, grande parte do seu prestígio vem da fama dos tintos de Bordeaux, especialmente de uma região chamada Médoc ( margem esquerda do rio Gironde), onde a cabernet reina.
Em 1997, ocorreu uma descoberta, graças à analise do DNA realizada pela equipe da Dra. Carole Meredith, da Universidade de Davis na Califórnia. Ela revelou que, curiosamente, a nobre uva tinta francesa Cabernet Sauvignon se originou há cerca de 300 anos do cruzamento da uva tinta Cabernet Franc com a branca Sauvignon Blanc. Esta uva tem bagos escuros e pequenos,casca espessa, o que representa também uma proteção extra contra as pragas, quando não amadurece bem, os componentes herbáceos são acentuados, assim como eventual amargor e adstrigência. É uma uva de ciclo vegetativo tardio, prefere climas temperados, e mesmo quentes, às regiões frias. Suas marcas registradas são a cor escura, os aromas de pimentão, a boa estrutura e a facilidade de integração com o carvalho.Na adega sua performance é múltipla. Pode brilhar sozinha, como nos varietais do Novo Mundo, ou comandar o show com outras variedades, como acontece em Bordeaux. Na América do Sul é conhecida pela produção de Cabernet Sauvignon de boa relação qualidade preço. Vinhos cada vez melhores estão vindo do famoso vale do Maipo (Chile) e no Vale do Uco (Argentina). Na Itália tem se dado bem, na sua forma varietal, no Piemonte e na Toscana, na Austrália, se mostra potente, complexa e com rica estrutra, destaque para as regiões de Coonawarra, Borossa Valley e Adelaide.
A Cabernet Sauvignon é a casta perfeita para os iniciantes no mundo do vinho tinto, seu prestígio também está nas suas qualidades intrínsecas, como aromas de cassi e pimenta, cerejas negras e grafite, e corpo geralmente gerneroso, com acidez equilibrada. É a cepa que melhor se adapta à evolução em garrafa, transformando sua fruta inicial em uma profunda complexidade aromática e gustativa.
Um cabernet clássico, com especiarias e encorpado, precisa de comida com as mesmas características, (aqui vale a harmonoização por semelhança) como, um cordeiro ou um bom bife grelhado.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
O Campeão da noite.
Tipo : Tinto
Safra : 2003
Produtror : Falesco
Paìs : Itália
Região : Umbria
Casta : Cabernet Sauvignon 70%, Cabernet Franc 30%
Graduação : 13,5%
Preço : R$ 54,00 ( Promoção)
Onde Comprar : World Wine
Um vinho com aroma de cerejas, amora, especiarias, na boca sabor envolvente de frutas negras, taninos marcantes e agradáveis, final de boca fantástico, excelente presença de boca, difícil de esquecer. Passa por barricas de carvalho francês durante 16 meses. Seu criador é o enólogo italiano Ricardo Cotarella consultor de vinícolas em toda a Itália e em Bordeaux. Tomamos esse bela garrafa acompnhada de um Carrê de Carneiro com arroz de abóbora, foi muito bem. Seria interessante também sua harmonização com uma bela codorna assada, um bife de tira e até mesmo queijos maduros.
No encontro hendonístico da ACAV em Fortaleza, mais precisamente no restaurante Ferrero Café foram aberto vários vinhos pelos amigos acavianos, sendo eleito o campeão da noite quase por unanimidade, o Marciliano IGT 2003. Vinho levado por nós, adquirido na World Wine. Degustamos vários garrafas às cegas e esse foi o eleito. Dentre os presentes os amigos; Maurício presidente da ACAV-CE, Ricardo Leite, Jaime e o Danilo Arruda .
Esse vinho eu indico aos amigos sem medo de errar. Vale a pena degusta-lo.
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domingo, 4 de abril de 2010
Mais um belo vinho degustado na nossa mini confraria.
Tipo: Tinto
Safra: 2006
Produtor: Bodegas Caro
País: Argentina
Região: Mendoza
Casta: Cabernet Sauvignon 60%, Malbec 40%
Graduação: 14,5%
Preço: 122,64
Onde Comprar: Mistral
Um delicioso e fino corte de cabernet sauvignon e malbec com estilo francês, amadurecido 14 meses em barricas de carvalho francês 60% novas.
Tem uma cor vermelho escuro, rubi, aromas de baunilha, café, couro, pimenta, defumados,frutas vermelhas maduras. Na boca muito complexo, robusto, redondo, taninos suaves, domados, evidenciando os 14 meses em barricas. Final de boca formidável, um retrogosto agradável, de boa intensidade e persistente. Não é a toa que a safra 2002 recebeu 91 pts do Robert Parker. Levei esse vinho para ser degustado na nossa mini confraria com os meus amigos Werton Lôbo (Primo) e o Dr. Fernando Monte. Elogiaram bastante esse belo exemplar argentino, que foi aprovado por unanimidade. A harmonização foi uma bela peça de filé grelhado.
Um vinho rico em aromas EMPIREUMÁTICOS, ísto é, de substâncias queimadas ( torrefação, tostado,defumado, tabaco, café, chocolate, açucar queimado,melaço). São também denominados de aromas terciários.
A Mini Confraria
Após um árdua terça- feira de trabalho, eu no Hospital Cura D'ars, o Werton no Hospital IJF, e o Fernando no consultório, nos encontramos para saborear belos vinhos( no máximo duas garrafas) e bater papo. Os temas das conversas vão desde vinhos até assuntos estritamente secretos e censurados que morrem ali mesmo. Afinal de contas, confraria sem mistérios não é confraria que se preze.
PS (1): Um grande abraço para os amigos supracitados.
PS(2): A Bodega Caro é de propriedade da Catena (Agentina) e do Ch. Lafite Rothschild (França).
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Amarone do vinhedo à boca.

O Vêneto, mais precisamente Verona é uma das capitais do vinho na Itália, onde lagos dos vinhos tintos Valpolicella e Bardolino e do branco Soave são drenados para milhões de garrafas. O principal tinto do Vêneto, o Valpolicella, é um dos nomes mais explorados da Itália. O Valpolicella é produzido a partir de um corte onde predominam as uvas nativas Corvina, Molinara e Rondinella. A Corvina com mais personalidade, a Molinara maior acidez e a Rondinella acrescenta algum sabor. Existe o Valpolicella básico, o Valpolicella Superiore.
No processo de produção do Amarone as uvas são colhidas, passam pelo processo passito, no qual são cuidadosamente arrumadas em engradados rasos, empilhados com bastante espaço entres eles para o ar circular. Secam por quatro a seis meses ou mais, até ficarem enrugadas como uva-passa. Daí, são prensadas e fermentadas lentamente até que todo açúcar da uva se transforme em álcool. Receberá o nome de Amarone. Amaro significa "amargo", e amarone, "fortemente amargo".
O amarone é um vinho encorpado, com teor alcoólico entre 14% e 17% vol., altíssimo para um vinho de mesa. Os italianos o chamam vini da meditazione. É realmente único.
Cor, vermelho-escuro profundo, tipo porto, aroma de cereja preta, ameixa, figos, tabaco, couro. Paladar complexo, poderoso, forte, muito longo, final amargo característico, que lhe dá um verdadeiro frescor.
Masi, Serègo Alighieri e Allegrini são excelentes produtores, procure pelas palavras CLASSICO OU SUPERIORE no rótulo.
Apesar de ser um vinho que vai bem só, podemos harmonizá-lo com um bom filé, carne de caça ou massa ao pesto, os exemplares mais velhos do vinho são ótimos com queijos fortes.
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Amarone na casa dos Borges.
Tipo: Tinto
Safra: 2004
Produtor: Masi Agricola
País: Itália
Região: Vêneto
Casta: Corvina 70%, Molinara 5%, Rondilnela 15% e Oseleta 10%
Graduação: 15,5%
Preço: Onde Comprar:
Outro dia fui convidado pelo meu grande amigo Marcus Borges para tomar um vinho, qual não foi minha surpresa, o amigo acabara de chegar da Enotria (Terra do Vinho) assim denominada pelos gregos na antiguidade a Itália e trouxe na bagagem algumas garrafas de Amarone.
O vinho que degustamos foi o Costasera Amarone Classico Riserva 2004, um magnífico e legítimo amarone, no nariz adocicado, ameixa em caldas, frutas vermelhas, na boca ameixa, cereja, no final um sabor seco de chocolate meio amargo. No nariz dôce, na boca seco como todo amarone.
Como manda a lenda tomamos de gole em gole, sem acopanhamentos, afinal esse vinho é pra beber só ele, como os italianos chamam, é o "VINI DA MEDITAZIONE". Indicado também após uma refeição. Portanto, para se degustar um amarone basta uma boa taça e uma boa companhia. Foi um belíssimo momento, além de nós, desfrutaram desta jóia os amigos Valter Vieira, Marcos Vieira e Marcelo Carvalho que como bom cervejeiro bebeu essa jóia em goles grandes e rápidos, uma pena.
PS: Doravante escreveremos como é produzido o fantástico Amorone della Valpolicella.
Safra: 2004
Produtor: Masi Agricola
País: Itália
Região: Vêneto
Casta: Corvina 70%, Molinara 5%, Rondilnela 15% e Oseleta 10%
Graduação: 15,5%
Preço: Onde Comprar:
Outro dia fui convidado pelo meu grande amigo Marcus Borges para tomar um vinho, qual não foi minha surpresa, o amigo acabara de chegar da Enotria (Terra do Vinho) assim denominada pelos gregos na antiguidade a Itália e trouxe na bagagem algumas garrafas de Amarone.
O vinho que degustamos foi o Costasera Amarone Classico Riserva 2004, um magnífico e legítimo amarone, no nariz adocicado, ameixa em caldas, frutas vermelhas, na boca ameixa, cereja, no final um sabor seco de chocolate meio amargo. No nariz dôce, na boca seco como todo amarone.
Como manda a lenda tomamos de gole em gole, sem acopanhamentos, afinal esse vinho é pra beber só ele, como os italianos chamam, é o "VINI DA MEDITAZIONE". Indicado também após uma refeição. Portanto, para se degustar um amarone basta uma boa taça e uma boa companhia. Foi um belíssimo momento, além de nós, desfrutaram desta jóia os amigos Valter Vieira, Marcos Vieira e Marcelo Carvalho que como bom cervejeiro bebeu essa jóia em goles grandes e rápidos, uma pena.
PS: Doravante escreveremos como é produzido o fantástico Amorone della Valpolicella.
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O primeiro e verdadeiro porre bíblico da história da humanidade

Hoje é sexta feira da paixão por isso, resolvi escrever uma passagem citada na bíblia falando de vinho. No velho Testamento, no Gênesis (9,20-21), está a mais antiga citação bíblica do vinho. Conta que Noé, que levava mudas de videira em sua arca, plantou-as após o dilúvio ("Após o dilúvio, Noé começou a ser lavrador da terra e plantou uma vinha"). Depois, Noé colheu as uvas, prenssou-as, fez vinho, dele bebeu até embriagar-se (" E bebeu do vinho e embriagou-se"), ficou nu e sob censura, foi coberto pelos filhos e levado à sua tenda. Foi, digamos, o primeiro e verdadeiro PORRE da história da humanidade.
Esse texto foi tirado do livro, O VINHO NO GERÚNDIO do médico, professor de neuroanatomia da UFMG, Júlio Anselmo de Souza Neto. Livro bastante interessante, recomento para os que gostam de ler sobre vinhos e para os que estão iniciando no mundo da enofilia. Um livro de fácil leitura e muito didático.
Resumindo o texto, Noé bebeu, embriagou-se e ainda "BOTOU UM BONECO MONSTRO". ( Os amigos do Ceará vão saber o que significa isso.). Ora, se até Noé "BOTOU BONECO" porque nós mortais não podemos fazê -lo também ?
PS: Botar Boneco no dicionário cearense significa que a pessoa se comportou de forma inadequada, deu trabalho aos amigos, em resumo, o bêbado chato e incoveniente.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Um branco gentilmente oferecido pelo amigo Rodolfo.
Vinho : Santa Cristina Pinot Grigio
Tipo : Branco
Safra : 2007
Produtor : Marchesi Antinori
País : Itália
Região : Umbria
Casta : 100% Pinot Grigio
Preço : R$ 60,00
Onde Comprar : Expand Fortaleza
Cor Amarelo palha, aromas intensos de frutas brancas, pêra, maçã madura,pêssego, em boca boa acidez, elegante,leve,algo mineral, ideal para o calor do Ceará, para acompanhar um polvo marinado no azeite servido na Expand ou uma salada verde com camarão no molho de laranja, muito bem feita pela amiga Fabiana (Olivier) do Restaurante L'assiette em Fortaleza. Esse refrescante vinho foi gentilmemte oferecido pelo amigo Rodolfo (Expand Fortaleza)que por sinal foi mais uma vez vovô no último dia 30.03.10. Parabens Rodolfo.
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sábado, 27 de março de 2010
Em homenagem ao amigo Marcos Vieira.

Há uma semana o amigo Marcos Vieira, cirurgião com quem trabalho, perguntou se eu já tinha degustado algum vinho de uva GEWURZTRAMINER, pois ele tomou um de origem chilena e gostou muito.
Em homenagem ao amigo resolvi escrever algumas palavras sobre esta uva que apesar de desconhecida para os leigos, nos proporciona fortes emoções quando bebemos.
Apesar de ser o nome de uva mais frequente escrito errado no mundo, essa uva é fonte de brancos saborosíssima, fáceis de beber e uma excelente pedida para quem qer iniciar degustando brancos ou mesmo para os que querem começar no mundo da enofilia. Seus bagos tem uma cor rosada e se destaca por ser a mais aromática das uvas, contudo não é muito flexível na harmonização com comida.
O fato de ser tão perfumada confunde o cosumidor, que muitas vezes, imagina um vinho leve e adocicado, mas é sempre encorpado e seco.
A casta, teve sua origem na Traminer, encontrada inicialmente na região de Tramin,onde hoje se situa o Tirol italiano. Depois se espalhou pela alemanha, Alsácia e, mais recentemente chegou ao Novo Mundo.(Nova Zelândia,Chile Argentina e Sul do Brasil)
Apesar de o GEWURZTRAMINER ser conhecido principalmente como branco seco, estilos semi-seco e doce, são produzidos, da mesma forma que os Riesling, em anos excepcionais.
Sua harmonização com queijos fortes é uma boa pedida, caracteriza-se por ser um dos poucos vinhos que aguentam queijos bem amadurecidos e pungentes.
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Com esse espanhol você nuca erra.
Vinho: Marqués de Cáceres Reserva 2001
Tipo: Tinto
Safra: 2001
Produtor: Bodegas Marqués de Cárceres
País: Espanha
Região: Cenicero, Rioja Alta
Castas: 85% Tempranillo, 15% Garnacha e Graciano
Preço: R$ 90,00
Onde comprar: wine.com.br
Tem dúvida sobre o vinho que vai escolher? Peça o Marqés de Cárceres Reserva, assim você nunca erra. Cor vermelho rubi apesar dos 09 anos de evolução. De acordo com as leis espanholas, como se trata de um reserva, passou no mínimo um ano em madeira e 02anos em garrafa na própria cantina para ser entregue ao mercado consumidor. Aromas intensos, notas de tabaco, couro, frutas vermelhas maduras, grande complexidade, na boca chocolate.Taninos presentes porém muito palatáveis, evidenciando que poderá evoluir ainda mais, em 2015 estará melhor ainda. Um vinho cheio de carater que reflete sua origem nobre. Um Rioja moderno porém clássico, que se tornou padrão em todo o mundo evidenciando o toque do seu criador, o enólogo Michel Rolland.
Harmonizei essa jóia com um Filet Alto com Froi Gras no restaurante Nostradamos em Fortaleza. É Claro que não paguei esse preço no restaurante mas valeu o momento, afinal de contas estava comemorando com minha bela esposa 10 anos de casado.
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Confesso que fiquei surpreso.
Vinho : Pradamonte Garda Cabernet DOC
Tipo : Tinto
Safra : 1997
Produtor : Costaripa
Paìs : Itàlia
Região : Lombardia
Castas : 90% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot
Graduação : 12,5GL
Preço : R$ 146,00
Fornecedor : Expand Fortaleza
Confesso que fiquei surpreso ao abrir esse vinho. Indicado pelo amigo somelier da Expand tive dúvidas se o vinho estava realmente bom, pois com 13 anos de garrafa não é fácil manter um padrão, mesmo porque o produtor indica no máximo 08 anos de guarda.
Na taça muito evoluido, cor de telha, evidenciando o tempo de guarda. Aroma de especiarias, café, pimenta, menta, defumados. Na boca, maravilhoso, preenche toda a boca, taninos evoluídos, macios, estruturados, retrogosto muito demorado, redondíssimo, não sentimos o álcool. Vai bem com um bela picanha de pato, mas é tão saboroso que degustá-lo só é uma grande pedida. Degustei na própria Expand com os amigos, Marcos Vieira, André Lino e Valter Vieira.
Vai ser difícil conseguir essa mesma safra, no entanto, as safras mais recentes são merecedoras também de destaque especial.
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terça-feira, 23 de março de 2010
Degustar e não esquecer.
Vinho : Haras Character Syrah 2006
Produtor : Haras de Pirque
País : Chile
Um vinho pra se degustar e não esquecer, aromas de frutas vermelhas,ameixa,café torrado,pão torrado,menta,especiarias, na boca muito equilibrado, carnudo,macio,taninos bastante equilibrados, quase não se sente o álcool apesar dos 14.5GL. Retrogosto persistente. Merece um pernil de carneiro ao forno para acompanhar, apesar de muito interessante sozinho. Degustei com um belo charuto(cohiba maduro) foi sensacional.
Preço : R$ 120,00
Local : Terroir
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