segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Chateau de La Tuilerie 2007
Vinho : Chateau de la Tulerie
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
Produtor : Château de la Tulerie
País : França
Região : Rhône
Castas : Syrah 70% e Grenache 30%
Graduação : 14%
Onde comprar : Mistral
Preço : R$52,21
Um vinho maturado em garrafas antes de ser comercializado e produzido pela famosa Chantal Comte, uma das principais damas do vinho francês. É, na minha opinião, um vinho muito jovem, ainda muito cruel com o degustador.
Cor vermelho granada com halo escuro, violáceo, lágrimas abundantes e lentas. No nariz, muito alcoólico com aromas de frutos negros, algum defumado, e um pouco de pimentão. Na boca taninos muito vivos, álcool muito presente, não dá pra beber sem comida. Confesso que já tomei inúmeros syrahs melhores que esse. Não tem aquela elegância, talvez por não ter passagem por carvalho.
Esperava mais desse vinho. Como viram, não me agradou em nada. Esse eu não recomendo e nem indico. Ao meu juízo, não merece os 89 pontos dados pelo Robert Parker.
Harmonizamos com um filé alto ao molho de pimenta verde no restaurante Mango em Fortaleza. Os comes foram infinitamente superiores aos bebes. Quanto ao restaurante Mango tem comida razoável ( meu filé estava muito bom) mas, pecou em detalhes, como por exemplo, as taças muito fracas e o primeiro vinho que serviram, um branco argentino torrontés estava oxidado. Foi cobrado R$25,00 reais pela rolha do Chateau de la Tuilerie. Acho que pra cobrar isso, o restaurante tem que ter pelo menos taças de cristal. Vocês não acham ?
PS. Não fizeram questão de trocar o primeiro vinho; concordaram que realmente estava passado.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O apressado come cru.
Decantar ou não decantar, eis a questão.
A transferência do vinho de uma garrafa para o decanter é muito mais do que demonstrar noções de etiqueta e não tem nada de esnobismo. Não merece críticas dos leigos no assunto. Ela se deve basicamente, em primeiro lugar, para separar os sedimentos que se fomam no fundo da garrafa e em segundo lugar, para arejar o vinho jovem de modo que seus taninos amadureçam. Os vinhos com mais tempo de garrafa também se beneficiam desse arejamento, desse contato com o oxigênio, que permite que o vinho abra seus aromas após o contato com o meio exterior, após anos evoluindo na garrafa.
Os tintos novos quando bem encorpados e taninosos, devem ser sempre arejados. Após meia hora o aroma e o sabor deverão ser sensivelmente diferentes. O aroma torna-se mais complexo e o sabor menos agressivo e menos amargo. Os tintos leves (frágeis) devem sair da garrafa direto pra taça, pois se decantados podem adquirir um gosto metálico e acre.
Os vinhos de safras muito antigas, necessitam de uma decantação muito cuidadosa para separar os sedimentos, mas podem perder suas características com o contato prolongado com o ar. Devemos então, servir os vinhos de safras antigas imediatamente após a decantação para que não percam seus frágeis aromas e sabores.
Portanto, o ato de decantar um vinho serve para que possamos prepará-lo pra ser avaliado, apreciado e degustado. É o complemento final no preparo de um vinho que teve início na escolha do terroir pelo produtor.
Quantas vezes tomamos um vinho e notamos que na primeira taça ele estava muito fechado, cruel no paladar e a partir da segunda taça ele começa abrir, ficar mais elegante, macio? Isso é prova de que se tivesse sido arejado, por pelo menos trinta minutos, estaria bem melhor.
Por que não esperar? Na ânsia, na volúpia de beber, o apressado come muito cru!
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La Massa 2007
Vinho : La Massa
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
País : Itália
Região : Toscana
Castas : 70% Sangiovese, 20% Merlot, 10% Cabernet Sauvignon.
Produtor : Fattoria La Massa (Giampaolo Mota)
Onde Comprar : IGT - Dio Cucina ( Fortaleza-CE )
Preço : R$182,00
Muitos produtores da Toscana resolveram esnobar a DOCG e, confiantes no próprio nome, resolveram fazer Vini de távola na regão do Chianti. Esses produtores seguiram três princípios básicos: elabora tintos com uvas locais seguindo regras próprias; tintos mesclados de uvas locais com as uvas francesas; ou tintos com a utilização de uvas importadas, em especial as francesas. São caros, de prestígio, caprichados, envelhecidos comumente em barricas de carvalho. Eses vinhos são os famosos Supertoscanos, vinhos que não seguem regras e englobam alguns dos melhores vinhos da Itália e do mundo. O que era uma dissidência, acabou virando moda e hoje, quase todos os produtores da região produzem esses supertoscanos.
O La Massa 2007 é um exemplo de supertoscano dos mais acessíveis, que uma vez ou outra dá pra ser degustado por nós mortais. Uma cor rubi bem intensa, lágrimas abundantes que descem lentamente na taça com halo aquoso pouco perceptível. Aromas agradáveis de baunilha, couro, frutas vermelhas maduras, pimenta, pão torrado, cedro, tabaco e café. Bem complexo no nariz. Em boca, é maravilhoso, um corpo denso, macio, com taninos bem evoluídos. O álcool é elegante e não incomoda. A sua acidez é equilibradíssima. Final longo, delicado e retrogosto persistente.
Um vinho como este, estruturado, potente e denso pede um prato nas mesmas características e nada mais convidativo do que um fantástico carret de carneiro com fetuccine ao sugo no Restaurante Dio Cucina em Fortaleza. Fomos muito bem tratados pelo amigo Rodolfo e principalmente pelo Artur que indicou este belíssimo Supertoscano.
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Degustação com o enólgo português Paulo Laureano.
Na última terça-feira (10.08.10), a confraria das terças se fez presente na degustação no restaurante João do bacalhau. Na ocasião, o enólogo Paulo Laureano, apresentou 04 vinhos da sua vinícola, Paulo Laureano Vinus.
A Paulo Laureano Vinus é um projeto familiar que teve início em 1999, com uma pequena vinha junto a Évora e que assumiu um maior impacto a partir de 2006 com a aquisição de 75 hectares de vinhedos no famoso terroir da Vidigueira na região do Alentejo. Hoje a vinícola tem sede na Vidigueira onde são produzidos todos os vinhos alentejanos da Paulo Laureano Vinus.
O restaurante João do bacalhau em Fortaleza, nos deu a oportunidade de compartilhar com Paulo Laureano a degustação de seus vinhos harmonizados com: bolinhos de bacalhau, queijos, parma, pão e manteiga de entrada. Como prato principal foi servido bacalhau a Lagareiro e bacalhau Entre Rios. Pratos perfeitamente elaborados e deliciosos. Vale ressaltar que o Restaurante João do Bacalhau é considerado por muitos, a casa onde se come o melhor bacalhau do Brasil.
Bem, falemos agora dos vinhos degustados...
Paulo Laureano Clássico Branco 2009, com 13% de álccol, é um vinho feito com castas brancas exclusivamente portuguesas (Antão Vaz e Roupeiro). Tem cor amarelo citrino, aromas cítricos com notas tropicais muito elegante. Cheguei a sentir aromas amanteigados e perguntei ao Paulo Laureano o porque disso, já que o mesmo não tinha passado por madeira. Ele explicou que, como a alentejo é muito quente proporciona um melhor amadurecimento da uva, e isso faz com que se note aromas de manteiga. Gostei muito do vinho, elegante, suave, fresco, indicação formal para o nosso clima (Ceará).
Paulo Laureano Clássico Tinto 2008; um vinho com 50% trincadeira e 50% aragonez, é um vinho jovem, pra ser bebido logo, frutado e leve. Não deve evoluir muito mais que isso. Cor granada com toques violáceos, lágimas finas e rápidas. Aromas frutados, ameixa, pimentão vermelho. Na boca, taninos macios, frutado mas sem muita persistência. Teor álcoólico de 13,5%. Dos tintos foi o que menos me agradou. Não suporta pratos com muito estrutura.
Paulo Laureano Premium Tinto 2007, feito com 40% de aragonez e 60% de trincadeira é um vinho de cor vermelho granada. Chega a sujar a taça. Seus aromas são bem compotados, morango, goiaba em caldas, chocolate branco, doce de leite e no final um pouco de tostado. Agradou-me muito os seus aromas. Em boca, elegante acidez equilibrada e final longo. Estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês.
Paulo Laureano Reserve Tinto 2006, com 14,5% de álcool, este elegante vinho é feito de 30% de Aragonez, 40% Alicante Bouschet e 30% Trincadeira. Cor vermelho rubi intenso com tons violáceos, cristalino, com lágrimas abundantes, grossas que deslizam lentamente pela taça. Aromas de ameixa, chocolate, cassis, anis, cedro, baunilha (este eu senti no primeiro impacto), muito complexo. Na boca, é macio,acidez bem evidente, seus taninos dão uma ótima estrutura ao vinho. Final longo, persistente e elegante, álcool bem equilibrado, não incomoda; pelo contrário torna o vinho mais excitante. Definitivamente o melhor vinho da noite. Passou 18 meses em barricas de carvalho francês.
Pra min os destaques foram o branco servido na entrada da degustação e o Paulo Laureano reserve Tinto 2006, esses eu indico sem medo. Todos os vinhos são encontrados na Vinoteca Adega Portuguesa em Fortaleza e na Queijos e vinhos.
Foto: Da esquerda pra direita; Fernando Monte, Werton Lôbo, Paulo Laureano e Rômulo Lôbo (Eu). Quem chegou um pouco atrasado foi o nosso amigo e Vice Presidente (ACAV), o polêmico Danilo Arruda, por isso não saiu na foto.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Eu abri e tomei o Emblemático Barca Velha 1999.
Vinho : Barca Velha
Tipo : Tinto Seco
Safra : 1999
País : Portugal
Região : Douro
Produtor : Casa Ferreirinha ( Sogrape vinhos S.A)
Casta : Touriga Franca, Touriga nacional, Tinta Roriz e Tinta cão.
Graduação : 13,5%
Um vinho pra ser aberto e degustado em ocasiões especiais. Decidi tomar esse emblemático exemplar do Douro no dia dos pais, afinal, acho um dia mais que especial, pois sou pai de cinco filhos. Aproveitei que todos me paparicavam no meu dia e rodeado por eles resolvi saborear este belíssimo caldo lusitano.
Acordei às 09:30 h com a festa para a entrega dos presentes (festa feita pelas minhas filhas Luiza e Júlia, pelo Rômulo Filho e minha mulher Fernanda. A Raquel e a Rebeca não estavam presentes porque não moram comigo). Após receber todas as lembranças, levantei e fui logo abrir o Barca Velha 1999. Calculei que o almoço sairia por volta de 13:30 h e então eu teria três horas para decantá-lo.
Por volta de 13:30 h e 14:00 h coloquei o Barca Velha na taça e comecei a saboreá-lo. Impressionou-me sua cor, porque apesar dos onze anos, parecia muito jovem. Vermelho rubi intenso, sem nenhum sinal de envelhecimento, lágrimas abundantes e grossas que desfilavam lentamente pela taça. Tem halo aquoso fino, de um vinho jovem. Os aromas nos remetem a minerais, grafite, notas herbáceas. Também sentimos palha , terra molhada, cedro, canela e um pouco de morango no final.
Na boca, é um clássico. Elegante, macio, encorpado, aveludado, tem um euilibrio perfeito entre o álcool, tanino e acidez. Retrogosto dos mais demorados que já bebi. É de chamar atenção a jovialidade deste vinho, que se bem guardado vai longe, muito longe.
Tenho mais duas garrafas e vou tentar abrí-las só daqui a dez anos. Será que consigo? Tarefa difícil, mas vale a pena esperar.
Como era um vinho português, resolvi bebê-lo com um bacalhau Entre Rios ( lombo de bacalhau no forno com batatas, cebolas e bastante azeite), formando um casal perfeito.
PS. A Casa Ferreirinha produziu cerca de 30.000 garrafas de Barca Velha 1999. É maturado por um ano e meio em barricas novas de carvalho francês e o seu segredo está na seleção muito cuidadosa dos melhores vinhos, depois de inúmeras provas e análises efetuadas durante a maturação dos diferentes lotes de barricas.
Tipo : Tinto Seco
Safra : 1999
País : Portugal
Região : Douro
Produtor : Casa Ferreirinha ( Sogrape vinhos S.A)
Casta : Touriga Franca, Touriga nacional, Tinta Roriz e Tinta cão.
Graduação : 13,5%
Um vinho pra ser aberto e degustado em ocasiões especiais. Decidi tomar esse emblemático exemplar do Douro no dia dos pais, afinal, acho um dia mais que especial, pois sou pai de cinco filhos. Aproveitei que todos me paparicavam no meu dia e rodeado por eles resolvi saborear este belíssimo caldo lusitano.
Acordei às 09:30 h com a festa para a entrega dos presentes (festa feita pelas minhas filhas Luiza e Júlia, pelo Rômulo Filho e minha mulher Fernanda. A Raquel e a Rebeca não estavam presentes porque não moram comigo). Após receber todas as lembranças, levantei e fui logo abrir o Barca Velha 1999. Calculei que o almoço sairia por volta de 13:30 h e então eu teria três horas para decantá-lo.
Por volta de 13:30 h e 14:00 h coloquei o Barca Velha na taça e comecei a saboreá-lo. Impressionou-me sua cor, porque apesar dos onze anos, parecia muito jovem. Vermelho rubi intenso, sem nenhum sinal de envelhecimento, lágrimas abundantes e grossas que desfilavam lentamente pela taça. Tem halo aquoso fino, de um vinho jovem. Os aromas nos remetem a minerais, grafite, notas herbáceas. Também sentimos palha , terra molhada, cedro, canela e um pouco de morango no final.
Na boca, é um clássico. Elegante, macio, encorpado, aveludado, tem um euilibrio perfeito entre o álcool, tanino e acidez. Retrogosto dos mais demorados que já bebi. É de chamar atenção a jovialidade deste vinho, que se bem guardado vai longe, muito longe.
Tenho mais duas garrafas e vou tentar abrí-las só daqui a dez anos. Será que consigo? Tarefa difícil, mas vale a pena esperar.
Como era um vinho português, resolvi bebê-lo com um bacalhau Entre Rios ( lombo de bacalhau no forno com batatas, cebolas e bastante azeite), formando um casal perfeito.
PS. A Casa Ferreirinha produziu cerca de 30.000 garrafas de Barca Velha 1999. É maturado por um ano e meio em barricas novas de carvalho francês e o seu segredo está na seleção muito cuidadosa dos melhores vinhos, depois de inúmeras provas e análises efetuadas durante a maturação dos diferentes lotes de barricas.
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Viña Tarapaca Gran Reserva Carmenere 2007
Vinho : Viña Tarapacá Gran Reserva
Tipo : Tinto Seco
Safra : 2007
Casta : 100% carmenere
País : Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor : Viña Tarapaca
Graduação :13%
Onde Comprar : Adega Curitibana
Preço : R$ 47,90
Um vinho que expressa todo caráter da variedade que lhe deu origem. Hoje carmenere é sinônimo de vinho do Chile e rivaliza com o Sauvignon Blanc da Nova Zelândia e o Shiraz da Austrália, símbolo da viticultura daqueles países. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
No visual uma tonalidade vermelho rubi internsa, carmin ( daí a origem do nome da uva) com tons violáceos. Lágrimas bem presentes e grossas, com halo aquoso pouco desenvolvido. Sensação olfativa com forte ataque de madeira, tabaco, compota de morango, tostados e couro. Muito complexo no nariz.
Na boca, suculento, com textura rica e macia, bom corpo, acidez bem elegante. Nota-se um pouco de álcool no final, mas nada que desvalorize o caldo.Taninos redondos e retrogosto bastante prolongado. Acho que ainda tá jovem, mas, deve melhorar nos próximos 5 anos se bem cuidado.
Esse eu aprovo e indico. Um exelente custo benefício! É um vinho fácil de beber como a maioria dos Gran Reservas da Viña Tarapacá.
Degustado na confraria das terças, foi levado pelo primo e confrade Werton Lôbo e harmonizado com um filé mal passado. Vai bem com carne vermelha mal passada e grelhados em geral.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Monte dos Cabaços 2003
Vinho : Monte dos Cabaços
Tipo: Tinto seco
Safra : 2003
Castas : Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah
País : Portugal
Região : Alentejo
Produtor : Margarida Cabaço (Monte dos Cabaços)
Graduação: 14%
Onde Comprar : Adega Alentejana (Fortaleza-CE)
Preço : R$ 69,00
Monte dos Cabaços 2003, um assemblage alentejano que estagiou 06 meses em barricas novas de carvalho francês e tem produção de 50.000 garrafas. Elaborado pela primeira vez em 2001 já é sucesso entre os vinhos da bodega e serviu de incentivo para o lançamento em 2006 de mais dois vinhos; o Monte dos Cabaços Branco e .Com tinto.
Cor granada, um vermelho bem escuro, cristalino, lágrimas grossas e lentas com halo aquoso bem fino. Aromas compotados, bem frutados, morango, ameixa, nos remete também a pimenta, menta, e um pouco de côco. Na boca, de início alcóolico, porém da segunda taça em diante começou a ficar mais redondo. Tem sabor de chocolate preto e tabaco. Final elegante e longo, não amarga em momento algum. Gostei muito deste vinho, aprovo e indico.
Para harmonozar pedimos codorna grelhada e um pizza de peperoni, com a codorna foi muito bem, porém, a pizza perdeu de goleada para o exemplar lusitano.
PS. Este vinho foi levado pelo Dr. Fernando Monte para a nossa confraria (Confraria das Terças). Todos aprovaram a boa escolha do nosso confrade.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Don Melchor 2006 no Medit
Vinho : Don Melchor
Tipo : Tinto
Safra : 2006
Casta :98% Cabernet Sauvignon e 2% Cabernet Franc
Graduação : 14,5%
País : Chile
Região : Punto Alto
Produtor : Concha y Toro
Don Melchor 2006, degustado pela nossa confraria na última sexta feira (30.07.10) no restaurante Medit, foi o destaque do mês de julho/10. Vinho de cor vermelho escuro, opaco, halo aquoso fino, lágrimas abundantes e lentas. No nariz, bastante complexo,ameixa, especiarias, couro, tabaco, cedro, baunilha, estribaria, cacau e eucalipto. Na boca, macio, elegante, sabor de chocolate meio amargo, ameixa. Final longo, retrogosto muito persistente, muito redondo. É um dos melhores vinhos que já bebi, não resta a menor dúvida.
Não foi de graça que esse vinho recebeu em 2009, 95 pontos do Robert Parker e 94 pontos da Wine Spectator. É realmente um ícone, da Concha e Toro.
Para saborear esse vinho maravolhoso, escolhemos um local do mesmo nível, no caso o Restaurante Medit (Fortaleza-CE). Com pouco tempo de inaugurado já é um dos locais mais concorridos de Fortaleza. No comando da noite e servindo os vinhos estava meu amigo acaviano Maurício, um dos sócios, e o chef Fernando Barroso. O Medit cobra R$ 25,00 reais a rolha, mas, se você for membro da ACAV só paga R$ 15,00. A nossa garrafa (vazia) foi pra galeria dos melhores degustados do restaurante.
PS. Sobre o preço do vinho não vale a pena falar. O nosso confrade Claudionor, trouxe essa garrafa do Chile, por um preço de dar inveja a qualquer cidadão brasileiro. Simplesmente metade do preço que se cobra no Brasil.
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domingo, 1 de agosto de 2010
Haras Character Cabernet Suvignon 2004
Vinho : Haras Character Cabernet Sauvignon
Tipo : Tinto
Safra : 2004
País : Chile
Região : Vale do Maipo
Produtor : Haras de Pirque
Castas : 100% Cabernet Sauvignon.
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : Terroir
Preço : R$ 150,00
A vinícola Haras de Pirque com pouco tempo de existência (desde 1991), já se consolida como uma das boas produtoras de vinho do Chile, a ponto de, no guia Descorchados 2010 ter sete vinhos degustados, todos aprovados e recomendados. Localizada em uma das regiões mais frias do Alto Maipo, em Pirque, os vinhos dessa bodega têm se caracterizado por suas notas herbácias e uma acidez bastante fresca.
Haras de Pirque Character CS 2004 tem cor vermelho profundo, granadino, halo aquoso fino, lágimas abundantes e grossas que descem lentamente na taça. Opaco, quase negro, tinge bem a taça. Seus aromas expressam as qualidades de um ótimo cabernet. Notas de couro, pimentão, terra molhada, cedro, pimenta, morango, ameixa e chocolate. É muito complexo. No primeiro gole é imponente, macio, apesar dos 14,5% de álcool. Sabor de chocalate meio amargo, ameixa e toques de eucalipto. Uma perfeita integração entre frutas negras (ameixa), álcool e madeira.
Pra harmonizar, sugerimos carne vermelha mau passada (filet alto) ou um pernil de carneiro ao forno. Eu fui de codorna assada recheada com farofa de bacon e uva passa. Ficou sensacional, nem o vinho bateu a codorna nem a codorna venceu o vinho. Foi um verdadeiro empate com sabor de vitória. Vitória da boa enograstonomia.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Los Vascos Grande Reserve 2007
Vinho : Los Vascos Grande Reserva
Tipo : Tinto
Safra : 2007
País : Chile
Região : Vale do Cochagua
Produtor : Los Vascos - Domaine de Rothschild (Lafite)
Casta : Cabernet sauvignon
Graduação ; 14%
Onde Comprar : http://www.wine.com.br/
Preço : 45,00
O Gran Reserva Los Vascos é proveniente da colheita manual dos melhores vinhedos da Bodega Los Vascos de propriedade do C. Lafite. Nas vinhas com mais ou menos 70 anos de existência, são extraídas uvas que passam por um processo de fermentação alcoólica em cubas de aço inox e uma longa maceração, com duração de 25 dias. Amadurece durante 10 meses em barricas de carvalho francês 30% novas. Todas provinientes do Chateau Lafite. Após o engarrafamneto o vinho é armazenado por mais um ano na Bodega.
No visual é bastante jovem, vermelho intenso, escuro,cristalino, rubi, lágrimas bem visíveis e lentas, com halo aquoso quase imperceptível. Aromas, no começo, fechado, apenas um pouco de madeira, como se fosse um guarda roupa perfumado. Depois, juro por Deus, que comecei a sentir cheiro de pó de maquiagem de mulher, também nota-se um pouco de morango, baunilha e côco. Confesso que não me agradaram muito os seus aromas. Na boca, volumoso, no primeiro impacto um pouco alcóolico, mas suportável, taninos bem presentes mas, nada que trave a língua. Final de boca longo e agradável. Tem muito mais boca do que nariz na minha modesta opinião.
Tomei esse vinho em casa. Convidei pra bater um bom papo e beber comigo, meu cunhado Lula Matos Brito, excelente companhia e apreciador de um bom charuto. Pra acompanhar, minha secretária, Viviane, fez a pedidos da minha amada Fernanda um pato cozido na cerveja (foto) com arroz branco e farofa de cuzcuz. O pato e o vinho parece que nasceram um para o outro. Foi uma tarde noite de dar água na boca. Minha mulher com essa minha loucura por vinhos, aos poucos tá aprendendo os rumos de boa harmonização.
Por fim, tomamos algumas taças de Porto Tawny 10anos acompanhado de um belo charuto. Eu fui de Romeu e Julieta e o Lula preferiu um Pártagas. Todos os charutos foram oferecidos pelo dono da casa, no caso eu.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Rosso di Montalcino Caprili DOC 2007
Vinho : Rosso di Montaltino Caprili
Tipo : Tinto
Safra : 2007
País : Itália
Região : Montalcino (Siena)
Produtor : Azienda Agrícola Caprili
Casta : 100% Sangiovese Grosso (Brunello)
Graduação : 14%
Graduação : 14%
Preço: R$ 250,00 (Restaurante Sta. gralha)
Com uma produção limitada de 20.000 garrafas, o Rosso de Montaltino Caprili DOC 2007, é obtido de vinhas situadas a cerca de 300m de altitude, com uma produção de apenas 1,5 kg de uva por planta. Passa 06 meses em tanques de aço inoxidável, o6 meses em barricas de carvalho esloveno e durante a fermentação é submetido a um rígido controle de temperatura, entre 26 a 28 graus.
Sua cor é vermelho rubi, com lágrimas abundantes e rápidas. Nota-se pouco o halo na taça, talvez por ainda ser jovem. Aromas de baunilha, couro, coco, morango, caqui, foram muito bem evidentes. Achei fantástico no nariz. Na boca, nas primeiras taças, o álcool ainda era evidente, mas desapareceu a partir do terceiro copo. Acidez impecável, redondíssimo, elegante,taninos agradáveis e final de boca longo. A medida que o tempo passava ele ia ficando melhor. Na minha opinião, é melhor do que muitos Brunelos que já bebi por aí.
Tomei esse maravilhoso Rosso por ocasião de um almoço no Restaurante Santa Grelha, a convite do meu grande amigo e cirurgião Marcos Vieira, pra quem eu faço anestesia. Detalhe: ele convidou e pagou, afinal de contas cirurgião ganha bem mais que anestesista... Confesso pra vocês que a conta não foi barata, pois antes desse Rosso, tomamos um Brunelo. AH! Sobre o Brunelo eu conto outro dia.
Para harmonizar, pedimos a maravilhosa Picanha Wessel Fatiada (foto) que, na minha opinião o melhor prato do restaurante. O vinho se deu muito bem com a picanha e vice versa. Um pernil de carneiro e até mesmo um contra filé argentino, combinariam também com esse maravilhoso Rosso de Montalcino.
Tudo isso foi servido maravilhosamente pelo garçon e amigo Wilson ( foto) . Um abraço pra toda a rapaziada do Sta. Grelha, em especial para o Zé Maria que sempre nos trata com a maior educação e presteza.
PS. Tomamos o Rosso depois do Brunelo porque, quando pedimos a segunda garrafa de Brunelo fomos informados que não tinha mais, então resolvemos ficar no mesmo produtor, mudamos só o vinho. Foi a única gafe do restaurante durante o almoço. Tem males que vem para o bem, pois se tivesse outro Brunelo a gente não teria provado esse fabuloso Rosso Caprili.
Tudo isso foi servido maravilhosamente pelo garçon e amigo Wilson ( foto) . Um abraço pra toda a rapaziada do Sta. Grelha, em especial para o Zé Maria que sempre nos trata com a maior educação e presteza.
PS. Tomamos o Rosso depois do Brunelo porque, quando pedimos a segunda garrafa de Brunelo fomos informados que não tinha mais, então resolvemos ficar no mesmo produtor, mudamos só o vinho. Foi a única gafe do restaurante durante o almoço. Tem males que vem para o bem, pois se tivesse outro Brunelo a gente não teria provado esse fabuloso Rosso Caprili.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Jackson Triggs Gewürztraminer 2006 Icewine
Vinho : Jackson Triggs Icewine
Tipo: Branco de Sobremesa
Safra : 2006
País : Canadá
Região : Estado de Niagara
Produtor : Vinícola Jackson-Triggs
Casta: 100% Gewürztraminer
Graduação : 10%
O icewine trata-se de um vinho doce, de uvas colhidas congeladas, à noite quando a temperatura é muito fria, e as castas chegam ao seu destino em perfeito estado de conservação. Os cachos só são retirados das videiras após os primeiros nevoeiros, concentrando bastante os açucares e os sabores na cepa.
As uvas colhidas nestas condições produzem muito pouco líquido , assim, uma videira chega a produzir apenas uma garrafa da bebida.
Ao contrário dos outros vinhos doces (Sauternes, Tokaji), os icewines são produzidos com uvas sadias, sem a presença de fungos, o que resulta em vinhos refrescantes, doces e com uma acidez mais acentuada. O Canadá e a Alemanha são os pricinpais produtores desses vinhos.
A uva deve ser colhida a uma temperatura de 8 graus abaixo de zero, o que torna a colheita mais dispendiosa, podendo levar dias. Esse fato, acrescido da pouca quantidade de suco que é obtida na prensagem e a demora, às vezes de meses, na fermentação, torna o preço deste vinho muito caro.
O resultado é um vinho muito doce, aromático, que traduz pêssego, manga, goiaba (principalmente nos tintos) maracujá, além de outras frutas doces.
Jackson Triggs Icewine 2006 tem cor amarelo ouro, límpido, com lágrimas abundantes, lentas e grossas. Seus aromas refletem frutas tropicais: manga, damasco e algumas notas florais, muito interessante no nariz. Na boca tem sabor de mel, acidez bem presente, final de boca elegante e demorado.
Foi servido com uma torta de morango e sua acidez combinou muito bem com a da fruta. Podemos harmonizá-lo também com frutas tropicais frescas e queijos mais finos tipo brie.
Bom, essa foi minha primeira experiência com icewine. Achei fantástica! Um vinho realmente emblemático. Provamos um branco e um tinto, mas, falaremos do tinto em outra oportunidade. A verdade é que gostei muito do vinho, e espero tomá-lo em outras oportunidades.
Esse vinho eu tomei na casa do amigo Fernando Linhares na praia das Flexeiras (Trairi-CE), oferecido pelo amigo Welington Júnior. Ele comprou no free shoping voltando do Canadá. Não me informou quanto custou, só disse que não era barato.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Dicas de harmonização.
A melhor dica para combinar um vinho com comida é, nunca abrir mão de seu gosto pessoal, apenas use o bom senso. Nunca queira ser o rebelde sem causa, que não aceita nada do que foi estabelecido ao longo de séculos de civilização. Afinal todo esse contexto não deve ser menosprezado sem mais nem menos.
Uma regra básica a ser seguida é que as comidas regionais preferem os vinhos locais, pois eles nasceram juntos. Há casos que os vinhos complementam o sabor ou a textura do prato, em outros casos , uma boa opção é optar pelo choque entre eles, as vezes as discordâncias ressaltam melhor as virtudes um do outro.
Como na vida real, as parcerias por semelhança são bem mais frequentes, nestes casos os ingredientes da receita se completam com os do vinho ou seja, apresentam elemento de uma mesma família.
Algumas afinidades são consagradas e vêm sendo testadas ao longo dos anos. Os exemplos clássicos são: cordeiro assado com Cabernet Sauvignon, queijo de cabra com Sauvingnon Blanc e ostras com um Chablis.
Já nas parcerias por contraste fazemos as harmonizações do salgado com doce, untuosidade com acidez, etc. As harmonizações mais tradicionais que refletem o antagonismo são: foie gras com os Sauternes, vinho do Porto Vintage com queijos salgados tipo gorgozola ou roquefort. Um exemplo clássico é harmonizar um vinho branco ácido e seco com um simples peixe grelhado. Neste caso o vinho funciona como limão que faz o sabor do peixe crescer. Muitas vezes os vinhos devem ter personalidade para enfrentar alimentos de sabor forte. Nota-se que o doce ameniza a acidez, a acidez atenua a gordura e a suculência atenua o tanino.
A celebre acertiva de que peixes e frutos do mar devem ser acompanhados por vinho branco e carnes vermelhas por tinto é tradicional e quase sempre perfeita, porém não absoluta, pois dependendo do tipo de peixe, dos temperos e dos molhos a que são submetidos, pode haver a inversão da sugestão. Devemos sempre levar em conta a variação dos tipos de vinho se eles são leves, médios, pesados, aromáticos, secos, doces, espumantes etc., além de suas propriedades intrínsecas como acidez, taninos, álcool, temperatura etc.
Portanto, para uma combinação correta, é necessário que tanto a comida como o vinho sejam compatíveis, pois a teoria de que você deve beber o vinho que você gosta com a comida que você gosta, no fundo, encobre uma total falta de conhecimento sobre o assunto.
Lembre-se de que uma refeição completa, feita de comida e vinho, deve, antes de qualquer coisa, proporcionar prazer.
Bibliografia : 1. Manual Didático do Vinho. Autor : Daniel Pinto. Editora : Anhembi Morumbi
2. Comida e Vinho. Autores : José Ivan Santos e José Maria Santana. Editora : Senac
3. Descorchados 2009. Autor : Patrício Tápia
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sábado, 24 de julho de 2010
Bonarda a suplente desconhecida.
Após a postagem da qual falei sobre o vinho mora negra (malbec/bonarda), muitos amigos se mostraram totalmente desinformados da existência da uva BONARDA, então para um maior esclarecimento resolvi dedicar o post de hoje somente as dicas e nada de goles.
Falaremos sobre a uva bonarda. Por muitos reconhecida como a uva suplente (Descorchados 2009) , esssa casta é uma variedade italiana nascida no Piemonte que fixou residência na nossa vizinha argentina e nunca mais voltou pra casa.
Responsável por uma superfície de cultivo na Argentina que até pouco tempo superava a poderosa malbec, a bonarda adquiriu fama por ser uma das uvas mais utilizadas na produção de vinhos comuns. Com o passar do tempo foi estudada para que fosse domada e assim produzir bons vinhos. Aos pouqiunhos vai ficando conhecida na elabaração de vinhos mais qualificados. Hoje, temos desta casta vinhos perfumados e secos, e até bons vinhos de guarda com bastante tempo de envelhecimento no carvalho.
De um modo geral, obtemos com a bonarda vinhos tintos leves, não muito tânicos, para se consumir jovem, de aromas intensos e frutatados. Taninos suaves e possuem uma evolução em garrafa mais breve que a malbec.
Para hamonizar, neste caso, ela segue uma regrinha básica, por ser italiana de nascimento e de corpo leve, pede encarecidamente massas dos mais variados tipos desde que o molho seja de tomate.
Atualmente a nossa suplente, com raras exceções, não está muito preparada para nos oferecer vinhos de guarda mas, espera-se que dentro de pouco tempo ela faça parte da seleção titular dos varietais portenhos.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Falando de Espumante...
Vinho : Don Laurindo Brut Reserva
Tipo : Espumante Branco
Safra : 2006
País : Brasil
Região : Vale dos Vinhedos / RS
Protudor : Vinícola Don Laurindo
Castas : Chardonay e Riesling
Graduação : 12%
Onde Comprar : http://www.donlaurindo.com.br/
Preço : R$ 35,00
A vinícola Don Laurindo encontra-se numa região com vocação para o cultivo de uvas nobres de castas européias. Localiza-se no Vale dos Vinhedos região geograficamente muito parecida com o norte da Itália, com seus vale e montanhas. Seu microclima com temperaturas abaixo de zero durante o inverno permite um bom repouso a videira. Além disso, o verão extremamente quente favorece ao perfeito amadurecimento das uvas. Em resumo, o vale dos Vinhedos já é conhecido nacional e internacionalmente pela qualidade dos seus vinhos.
Espumante de cor amarelo palha, não concordo com o fabricante quanto a perlage, a meu ver não é longa, porém, enquanto dura, é fina. Deu pra entender? Isso não é brincadeira é pura realidade.
No nariz frutado, aromas de pêssego, abacaxi, banana. Paladar agradável, acidez na medida, nos remete a pêssego e babana também. Final de boca elegante e longo. Segundo o produtor tem guarda de 3 a 4 anos.
Não resta dúvida que é um produto muito bom, só acho que poderia ser um pouco mais barato. Afinal, espumante é uma bebida que se toma como água nas grandes festas e assim fica caro, principalmente um decente como esse.
Tomamos este belo espumante para abrir os trabalhos na casa do meu amigo, que eu tenho um apreço todo especial, Dr. Otacílio Borges Filho, o" Cilinho", como é chamado pelos milhões de amigos que possue. Era a comemoração do seu aniversário, e o padrão da festa foi dez do começo ao fim.
Harmonizamos o Don Laurindo com petiscos, uma empadinha de camarão, pastel de queijo, se comportou bem com os petiscos. Depois, é lógico, como era um sábado vespertino, partimos para drogas mais" ilícidas". Neste dia fugi a regra e resolvi beber uisque. Foi tudo bem sem grandes problemas, mas a mulher voltou guiando pra casa.
Tipo : Espumante Branco
Safra : 2006
País : Brasil
Região : Vale dos Vinhedos / RS
Protudor : Vinícola Don Laurindo
Castas : Chardonay e Riesling
Graduação : 12%
Onde Comprar : http://www.donlaurindo.com.br/
Preço : R$ 35,00
A vinícola Don Laurindo encontra-se numa região com vocação para o cultivo de uvas nobres de castas européias. Localiza-se no Vale dos Vinhedos região geograficamente muito parecida com o norte da Itália, com seus vale e montanhas. Seu microclima com temperaturas abaixo de zero durante o inverno permite um bom repouso a videira. Além disso, o verão extremamente quente favorece ao perfeito amadurecimento das uvas. Em resumo, o vale dos Vinhedos já é conhecido nacional e internacionalmente pela qualidade dos seus vinhos.
Espumante de cor amarelo palha, não concordo com o fabricante quanto a perlage, a meu ver não é longa, porém, enquanto dura, é fina. Deu pra entender? Isso não é brincadeira é pura realidade.
No nariz frutado, aromas de pêssego, abacaxi, banana. Paladar agradável, acidez na medida, nos remete a pêssego e babana também. Final de boca elegante e longo. Segundo o produtor tem guarda de 3 a 4 anos.
Não resta dúvida que é um produto muito bom, só acho que poderia ser um pouco mais barato. Afinal, espumante é uma bebida que se toma como água nas grandes festas e assim fica caro, principalmente um decente como esse.
Tomamos este belo espumante para abrir os trabalhos na casa do meu amigo, que eu tenho um apreço todo especial, Dr. Otacílio Borges Filho, o" Cilinho", como é chamado pelos milhões de amigos que possue. Era a comemoração do seu aniversário, e o padrão da festa foi dez do começo ao fim.
Harmonizamos o Don Laurindo com petiscos, uma empadinha de camarão, pastel de queijo, se comportou bem com os petiscos. Depois, é lógico, como era um sábado vespertino, partimos para drogas mais" ilícidas". Neste dia fugi a regra e resolvi beber uisque. Foi tudo bem sem grandes problemas, mas a mulher voltou guiando pra casa.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Clos Torribas Crianza 2005
Vinho : Clos Torribas Crianza
Tipo: Tinto
Safra : 2005
País : Espanha
Região : Penedés
Castas : 90% Tempranilo e 10% Cabernet Suavignon
Produtor : Bodega Pinord
Graduação : 12%
Onde Comprar : Pão de Açucar
Preço : R$ 29,00
Dando continuidade a esta série de vinhos bons e baratos, publico hoje um pouco da história e das notas de degustação do Clos Torribas Crianza 2005.
Proviniente de uma bodega dita por muitos como a introdutora das uvas merlot e cabernet sauvignon na região de penede, esse vinho passa 09 meses por barricas de carvalho francês e americano e provém de uma vinícola com mais de 150 anos de tradição. Segundo o blog vinhos de corte, está na lista dos 100 "best buy" da Wine Spectator.
Levado pelo confrade Fernando Monte para a confraria das terças se mostrou com um cor bastante evoluida, um marron telha com alo aquoso bem largo e lágrimas abundantes e finas. Seu aromas refletem café, estribaria, couro e notas de madeira. Na boca muito elegante, suave, macio, só deixa a desejar um pouco na persitência. Também, por esse preço se fosse todo perfeito estávamos diante de um fenômeno. Bom, fenômeno, eu deixo para o Galvão Bueno. Ele é que entende de" fenômeno" e de" fabuloso".
Na realidade, por esse preço o Clos de Torribas é maravilhoso. Pra harmonizar optamos por uma linguiça de avestruz e também cubos de carne de sol de file. Com o filet ele foi muito bem, mas com a linguiça apanhou um pouco. É realmente um vinho delicado.
Parabéns ao Fernando Monte, nos trouxe pra degustar um excelente custo benefício.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
Chardonay 2005 ?
Vinho : Jacob's Creek Chardonnay
Tipo : Branco
Safra : 2005
País : Austrália
Região : Vale do Barossa
Casta : 100% Chardonay
Graduação : 14%
Onde Comprar : Parque Recreio (Fortaleza)
Preço : R$ 48,00
Um chardonay 2005 ? Será que está bom? Brancos! No máximo dois anos de garrafa!! Vinho Branco com exceção dos Grand Cru franceses, aguentam tanto tempo de garrafa ?
O melhor de tudo é que aguentam sim, principalmente os australianos, americanos e alguns chilenos. Mais ainda, se passarem por madeira.
Ontem, resolvi ousar um pouco e levei pra nossa confraria ( confraria que, de quatro integrantes três viram a cara para os brancos) um Chardonay australiano. Cheguei cedo, abri, coloquei no gelo e aguardei os amigos chegarem. AH! Ontem foi dia de taça (cristal) e decanter novos na confraria. É obvio que o branco não foi decantado.
Jacob's Creek Chadonnay Vintage 2005; cor belíssima, um amarelo esverdeado, cristalino, cor de gelatina de abacaxi. Parecia aquele amarelo do novo UNO (carro). Pela cor vimos que, se bem guardado, aguentava mais na garrafa. Aromas de mel, muito mel,chocolate branco, terra e palha molhada, tostados, pêssego e abacaxi em calda. Muito complexo no nariz. Na boca, uma acidez equilibrada, mel, abacaxi maduro, pêssego, melão, com final de boca elegante e longo, nada de amargar.
Pra acompanhar... De entrada pedi um queijo de coalho bem fresco assado na brasa. Foi perfeito! Parece que nasceram um para o outro... E como prato principal, optamos por um camarão ensopado com legumes, que também casou muito bem.
Olha, os confrades ficaram impressionados com a qualidade deste vinho. O Werton Lôbo não cansava de elogiar o tal vinho branco que eu levei. "Veja bem, vou falar pra vocês, eu não sou muito de vinho branco mas esse aí apareceu pra queimar minha lnígua". Disse o Werton.
Recomendo a todos. É um chardonay que até apreciador de vinho tinto gosta. Não tenho preferência por branco ou tinto, tenho sim, preferência por vinho BOM !
O preço. Ah! o preço, quarenta e oito reais, vale muito a pena.
Tipo : Branco
Safra : 2005
País : Austrália
Região : Vale do Barossa
Casta : 100% Chardonay
Graduação : 14%
Onde Comprar : Parque Recreio (Fortaleza)
Preço : R$ 48,00
Um chardonay 2005 ? Será que está bom? Brancos! No máximo dois anos de garrafa!! Vinho Branco com exceção dos Grand Cru franceses, aguentam tanto tempo de garrafa ?
O melhor de tudo é que aguentam sim, principalmente os australianos, americanos e alguns chilenos. Mais ainda, se passarem por madeira.
Ontem, resolvi ousar um pouco e levei pra nossa confraria ( confraria que, de quatro integrantes três viram a cara para os brancos) um Chardonay australiano. Cheguei cedo, abri, coloquei no gelo e aguardei os amigos chegarem. AH! Ontem foi dia de taça (cristal) e decanter novos na confraria. É obvio que o branco não foi decantado.
Jacob's Creek Chadonnay Vintage 2005; cor belíssima, um amarelo esverdeado, cristalino, cor de gelatina de abacaxi. Parecia aquele amarelo do novo UNO (carro). Pela cor vimos que, se bem guardado, aguentava mais na garrafa. Aromas de mel, muito mel,chocolate branco, terra e palha molhada, tostados, pêssego e abacaxi em calda. Muito complexo no nariz. Na boca, uma acidez equilibrada, mel, abacaxi maduro, pêssego, melão, com final de boca elegante e longo, nada de amargar.
Pra acompanhar... De entrada pedi um queijo de coalho bem fresco assado na brasa. Foi perfeito! Parece que nasceram um para o outro... E como prato principal, optamos por um camarão ensopado com legumes, que também casou muito bem.
Olha, os confrades ficaram impressionados com a qualidade deste vinho. O Werton Lôbo não cansava de elogiar o tal vinho branco que eu levei. "Veja bem, vou falar pra vocês, eu não sou muito de vinho branco mas esse aí apareceu pra queimar minha lnígua". Disse o Werton.
Recomendo a todos. É um chardonay que até apreciador de vinho tinto gosta. Não tenho preferência por branco ou tinto, tenho sim, preferência por vinho BOM !
O preço. Ah! o preço, quarenta e oito reais, vale muito a pena.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Mora Negra 2006
Vinho : Mora Negra
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Argentina
Região : Vale do tukum / San Juan
Produtor : Finca las Moras
Castas : 70% Malbec e 30% Bonarda
No último encontro da ACAV em Fortaleza realizado no restaurante Medit, de propriedade do nosso presidente e amigo Maurício, levei um Mora Negra 2006. Um blend argentino de Malbec e Bonarda. As uvas malbec deste assemblage são provinientes de vinhedos com 31 anos de idade enquanto as bonardas são de vinhas com 34 anos de existência.
Passa 15 meses em barricas novas de carvalho( francês e americano), repousa 06 meses em garrafa e nos mostra toda a tipicidade de um malbec domado pelos 30% de bonarda.
Cor vermelho púrpura, lágrimas abundantes e grossas. No nariz muita fruta vermelha, amora, chocolate, sentimos também aromas vegetais (bosque?), baunilha e um pouco de côco. Em boca apresenta-se harmônico, elegante, muito chocolate, frutas vermelhas maduras, taninos presentes porém suaves. Final de boca longo. Vinho pra se guardar por mais 08 a 10 anos mas, nada contra os que querem bebê-lo agora.
No momento, esse vinho pede comida, indo muito bem com carne vermelha ou queijos maduros. Pedimos um Entrecote Argentino, veio mau passado, macio e muito bem servido. Só pra vocês terem uma idéia, eu não consegui comer tudo, isso é raríssimo! Carnes gordurosas amaciam muito bem os taninos da malbec portanto, não tenho o que me queixar da harmonização.
Vale ressaltar o excelente padrão do restaurante Medit. Bons preços, atendimento de primeira, decoração impecável. Carta de vinho muito sortida, com bastante qualidade e sem exageros nos preços.
Parabéns ao Maurício e sucesso no novo empreendimento.
PS. Esse vinho eu trouxe de Buenos Aires há dois anos. Comprei numa enoteca que fica no bairro de Palermo. Quanto ao preço, infelizmente não lembro.
Eles trabalham com muitos vinhos bons, inclusive toda a linha da Achaval Ferrer.
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Argentina
Região : Vale do tukum / San Juan
Produtor : Finca las Moras
Castas : 70% Malbec e 30% Bonarda
No último encontro da ACAV em Fortaleza realizado no restaurante Medit, de propriedade do nosso presidente e amigo Maurício, levei um Mora Negra 2006. Um blend argentino de Malbec e Bonarda. As uvas malbec deste assemblage são provinientes de vinhedos com 31 anos de idade enquanto as bonardas são de vinhas com 34 anos de existência.
Passa 15 meses em barricas novas de carvalho( francês e americano), repousa 06 meses em garrafa e nos mostra toda a tipicidade de um malbec domado pelos 30% de bonarda.
Cor vermelho púrpura, lágrimas abundantes e grossas. No nariz muita fruta vermelha, amora, chocolate, sentimos também aromas vegetais (bosque?), baunilha e um pouco de côco. Em boca apresenta-se harmônico, elegante, muito chocolate, frutas vermelhas maduras, taninos presentes porém suaves. Final de boca longo. Vinho pra se guardar por mais 08 a 10 anos mas, nada contra os que querem bebê-lo agora.
No momento, esse vinho pede comida, indo muito bem com carne vermelha ou queijos maduros. Pedimos um Entrecote Argentino, veio mau passado, macio e muito bem servido. Só pra vocês terem uma idéia, eu não consegui comer tudo, isso é raríssimo! Carnes gordurosas amaciam muito bem os taninos da malbec portanto, não tenho o que me queixar da harmonização.
Vale ressaltar o excelente padrão do restaurante Medit. Bons preços, atendimento de primeira, decoração impecável. Carta de vinho muito sortida, com bastante qualidade e sem exageros nos preços.
Parabéns ao Maurício e sucesso no novo empreendimento.
PS. Esse vinho eu trouxe de Buenos Aires há dois anos. Comprei numa enoteca que fica no bairro de Palermo. Quanto ao preço, infelizmente não lembro.
Eles trabalham com muitos vinhos bons, inclusive toda a linha da Achaval Ferrer.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Amarone della Valpolicella Cesari 2006
Vinho : Amarone Cesari Clássico
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Itália
Região : Veneto / Vapolicella
Produtor : Gerardo Cesari Spa
Castas: 75% Corvina Veronese, 20% Rondinela e 5% Molinara.
Graduação : 14,5%
Onde Comprar : http://www.estacaodovinho.com.br/
Preço : R$ 199,00
Esse belo Amarone foi arrancado a fórceps da adega de um restaurante em Helsinque. O fato é que estávamos (16 pessoas) em Helsinque e reservamos mesa em um restaurante pra jantar. Quando chegamos ao recinto fomos levado até a mesa e o estranho foi que já havia um mini cardápio com três opções de entrada, prato principal e sobremesa. As opções de vinho eram sofríveis! Apenas quatro vinhos, dentre eles um chileno(Cabernet sauvignon), um italiano (fraco, já conhecia) e um sulafricano. Perguntamos pela carta e a bela garçonete Rina (foto) nos falou que eram só aqueles. Fiquei sem enteder, porém escolhi o chileno que era o menos ruim no meu modo de ver. Alguns da mesa protestaram, com o argumento de que tínhamos saído do Brasil, tão longe, pra tomar vinho sulamericano... Em parte concordei com o protesto mas, não me deram alternativa.
Todos estranharam o fato, no entanto, quando fui ao banheiro e descobri uma adega gigantesca repleta de vinhos maravilhosos no piso abaixo. No meio deles estava este belo Amarone Cesari com o preço muito convidativo para um Amarone. Então, chamei a Rina e pedi a verdadeira carta de vinhos. Daí por diante foi só festa! A noite realmente começou! Tomamos cinco garrafas e saimos com vontade de saboriar mais. O problema é que no outro dia tínhamos que acordar cedo para ir ao Congresso Europeu de Anestesia.
Até hoje estou sem enteder o porque daquilo. Acho que, como o grupo era grande, eles ofereceram apenas os vinhos que tinham mais no estoque. Só sei que se não fosse essa minha curiosidade herdada do meu pai, nós não tínhamos degustado esse vinho. Saí explorando o tal "RAVINTOLA" (restaurante em filandês) e me deparei com esta super adega.
Bom, sobre o vinho digo: tem cor vermelho intenso com reflexos brilhantes, aroma vegetal, nos remete também a ameixa, frutas vermelhas maduras, couro e café torrado. Paladar intenso, muita personalidade, harmônico, encorpado, carnudo, final longo com toques de chocolate meio amargo e ameixa.
Harmonizamos com carne de Rena com um molho de vinho tinto. Achei que o vinho superou em muito o prato. Ainda bem que após a segunda garrafa o prato já tinha acabado e passamos a tomá-lo meditando, como manda o figurino. Pensei em acender um belo cubano pra harmonizar com o vinho mas, era proibido fumar no "ravintola".
Detalhe, no outro dia eu estava inteiro para ir ao congresso, sem um pingo de ressaca. É realmente um belíssimo vinho. Nunca errei ao escolher um Amarone.
PS. Amadurecimento 12 meses em barricas de carvalho francês, 06 meses em barris de carvalho e 08 meses em garrafas antes de sair para o mercado.
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sábado, 17 de julho de 2010
Chianti Riserva Piccini DOCG 2004
Vinho : Chianti Riserva Piccini DOCG
Tipo : Tinto
Safra : 2004
País : Itália
Região : Toscana
Produtor : Piccini
Casta : 100% Sangiovese
Graduação : 13%
Onde Comprar : http://www.vincivinho.com.br/
Preço : R$ 48,40
O Chianti Riserva Piccini é maturado 12 meses em barricas de carvalho francês e três meses em garrafa. Um vinho com muito caráter e tipicidade. Vermelho rubi intenso, seus aromas refletem frutas vermelhas, especiarias e notas de madeira. Um vinho elegante, sedoso, encorpado com final de boca longo e taninos suaves.
Tomamos este vinho no Restaurante MAEE em Fortaleza. Para acompanhar o vinho, pedimos um Filé Recheado ao molho de vinho tinto com arroz puxado no próprio molho (foto). A Hamonização foi perfeita. Registro aqui o ótimo tratamento que nos foi dado pelos garçons; Vladmir, Luis, Edson e Airton (foto).
Sobre o Restaurante, digo que comemos muito bem, eu e minha mulher (Fernanda). Os pratos estavam impecáveis! Começamos com uma salada de camarão (fantástica!). Sobre o prato principal; o meu já falei acima e o da Ferrnanda foi um penne com legumes e camarão, gostossísimo.
A respeito do vinho, tomei a garrafa toda, pois pra felicidade geral da nação, minha mulher não bebe. Ah! Ela simplesmente não gosta de nenhuma bebida alcoólica. Caso contrário, quem iria voltar pra casa dirigindo?
PS. O preço do vinho no restaurante, óbvio que não é esse que descrevi acima. Não me lembro bem do preço, por isso não vou publicar pra não cometer injustiças. A carta de vinhos do MAEE é razoável e se quiser levar seu vinho, cobra-se R$ 30,00 na rôlha. Achei muito caro, mesmo assim indico o restaurante como um dos melhores de Fortaleza.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Casillero del Diablo Reserva Gewürztraminer 2008
Vinho : Casillero del Diablo Reserva
Tipo: Branco
Safra : 2008
Casta : 100% Gewürztraminer
País : Chile
Região: Vale do Maule
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : Wine.com.br
Preço : R$ 35,00
Um vinho de cor amarelo esverdeado, cristalino, com intensos aroma de rosas, lichia, frutas verdes principalmente maçã, evidenciando bastante frescor. Seu paladar nos mostra muito equilíbrio,elegância, mineralidade, acidez presente e agradável, amarga um pouquinho no final, mas nada que desclassifique o vinho. O álccol está longe de incomodar.
Este chileno 2008 foi levado pelo Danilo Arruda para o restaurante japones ITO em Fortaleza. O prato, é lógico que foi suhi e sashimi, e a nota para harmonização foi dez. Com o sushi desaparece o amargo do final de boca, isso é notório.
Como poderam observar, este vinho tem um custo muito bom (R$ 35,00), ideal para o dia a dia, pricipalmente aqui em Fortaleza que temos um clima quente o ano todo.
Mais uma vez está de parabéns o acaviano Danilo Arruda, pelo excelente vinho, muito bem indicado pra ocasião. Congratulações também para o Restaurante ITO, que não cobrou rôlha pelo vinho degustado.
PS. 100% Fermentado em tanques de aço inoxidável e guardado por 06 meses em garrafa, antes de ser lançado ao mercado.
Tipo: Branco
Safra : 2008
Casta : 100% Gewürztraminer
País : Chile
Região: Vale do Maule
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : Wine.com.br
Preço : R$ 35,00
Um vinho de cor amarelo esverdeado, cristalino, com intensos aroma de rosas, lichia, frutas verdes principalmente maçã, evidenciando bastante frescor. Seu paladar nos mostra muito equilíbrio,elegância, mineralidade, acidez presente e agradável, amarga um pouquinho no final, mas nada que desclassifique o vinho. O álccol está longe de incomodar.
Este chileno 2008 foi levado pelo Danilo Arruda para o restaurante japones ITO em Fortaleza. O prato, é lógico que foi suhi e sashimi, e a nota para harmonização foi dez. Com o sushi desaparece o amargo do final de boca, isso é notório.
Como poderam observar, este vinho tem um custo muito bom (R$ 35,00), ideal para o dia a dia, pricipalmente aqui em Fortaleza que temos um clima quente o ano todo.
Mais uma vez está de parabéns o acaviano Danilo Arruda, pelo excelente vinho, muito bem indicado pra ocasião. Congratulações também para o Restaurante ITO, que não cobrou rôlha pelo vinho degustado.
PS. 100% Fermentado em tanques de aço inoxidável e guardado por 06 meses em garrafa, antes de ser lançado ao mercado.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Paço do Conde Reserva 2004
Vinho : Paço do Conde Reserva
Tipo : Tinto
Safra : 2004
País : Portugal
Região : Alentejo
Castas : Syrah, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Aragonês.
Produtor : Sociedade Agrícola Encosta Guardiã
Graduação : 14,7%
Onde Comprar : http://www.estacaodovinho.com.br/
Preço : R$ 129,00
Este assemblage alentejano tem estágio de 10 meses em barrica de carvalho francês e se destaca por ser um dos mais premeados da Bodega.
Vermelho bem escuro quase violeta, daqueles que mancha a taça, lágrimas muito abundantes e grossas. Pela cor pode evoluir mais. Aromas de frutas vermelhas bastante maduras, adocicado,café tostado, chocolate e especiarias. Na boca muito aveludado, tem 14,7 % de álcool mas não parece. É muito equilibrado, taninos muito suaves, final longo e elegante.
Degustei em casa esse presente oferecido pelo meu grande amigo e grande neurocirurgião Flávio Leitão Filho, que apesar de não enteder de tomar vinho, sabe perfeitamente comprar um magnífico presente para fazer a felicidade dos amigos.
Pra acompanhar pedi pra fazer um flilé alto, crocante por fora e sangrante por dentro, servido com arroz branco e batatas ao forno, foi simplesmente maravilhoso. O filé quem fez foi a Viviane minha secretária, logicamente bem orientada pela minha querida mulher Fernanda Lôbo, mãe da Luiza e da Julia, nosso prazer de viver.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Morandé Edición Limitada Cabernet Franc 2002 / 53 Barricas
Vinho : Morandé Edicion Limitada
Tipo : Tinto
Safra : 2002
País : Chile
Região : Vale do Maipo
Produtor : Viña Morandé
Casta : 100% Cabernet Franc
Graduação : 13,5%
Após a derrota do Brasil pra Holanda, fui chorar as máguas na casa do amigo acaviano Danilo Arruda, que pra diminuir a tristeza abriu um excelente Cabernet Franc 2002. Um vinho que já não existe mais pra se comprar, então curta comigo esta avaliação.
Um vinho bastante evoluído, um halo claro puxando para o tijolo, lágrimas abundantes que descem lentamente. Nos aromas muito complexo, especiarias, pimentão, cheguei a pensar que fosse um Cabernet Sauvignon. Nota-se também, café, pão tostado, estábulo, côco e baunilha. Excelente presença de boca, inteiro, nada de álcool. Pronunciado sabor de chocolate meio amargo e frutas negras, com retrogosto demorado e agradável. Tomamos sem comida, eu o Danilo e o Alberto, foi muito bom. Para harmonizar sugerimos um bom presunto serrano, um carneiro ao forno ou até mesmo queijos maduros.
O fato é que esse vinho não existe mais no mercado, acho que o Danilo só tem mais duas garrafas. Espero que ele me convide pra degusta-las. O gostoso do mundo do vinho é isso, uma determinada safra você guarda por anos na sua adega e um belo dia resolve tomar e se depara com surpresas fantásticas. É importante ter uma boa adega e acima de tudo, paciência de esperar pelo grande momento. Obrigado ao Danilo pelo convite e parabéns pelo grande caldo. Um vinho que realmente me fez esquecer a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo na África do Sul.
PS. Estava na adega do Danilo desde 2005.
Tipo : Tinto
Safra : 2002
País : Chile
Região : Vale do Maipo
Produtor : Viña Morandé
Casta : 100% Cabernet Franc
Graduação : 13,5%
Após a derrota do Brasil pra Holanda, fui chorar as máguas na casa do amigo acaviano Danilo Arruda, que pra diminuir a tristeza abriu um excelente Cabernet Franc 2002. Um vinho que já não existe mais pra se comprar, então curta comigo esta avaliação.
Um vinho bastante evoluído, um halo claro puxando para o tijolo, lágrimas abundantes que descem lentamente. Nos aromas muito complexo, especiarias, pimentão, cheguei a pensar que fosse um Cabernet Sauvignon. Nota-se também, café, pão tostado, estábulo, côco e baunilha. Excelente presença de boca, inteiro, nada de álcool. Pronunciado sabor de chocolate meio amargo e frutas negras, com retrogosto demorado e agradável. Tomamos sem comida, eu o Danilo e o Alberto, foi muito bom. Para harmonizar sugerimos um bom presunto serrano, um carneiro ao forno ou até mesmo queijos maduros.
O fato é que esse vinho não existe mais no mercado, acho que o Danilo só tem mais duas garrafas. Espero que ele me convide pra degusta-las. O gostoso do mundo do vinho é isso, uma determinada safra você guarda por anos na sua adega e um belo dia resolve tomar e se depara com surpresas fantásticas. É importante ter uma boa adega e acima de tudo, paciência de esperar pelo grande momento. Obrigado ao Danilo pelo convite e parabéns pelo grande caldo. Um vinho que realmente me fez esquecer a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo na África do Sul.
PS. Estava na adega do Danilo desde 2005.
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Bogle Pinot Noir 2008
Vinho : Bogle
Tipo : Tinto
Safra : 2008
País : Estados Unidos
Região : Califórnia ( Russian River valley)
Produtor : Bogle Vineyards
Casta : 100% Pinot noir
Graduação : 14,2%
Onde Comprar : Sociedade da Mesa
Preço : R$ 80,00
Este Pinot Noir americano passa 12 meses em barricas de carvalho francês. Produzido no vale do Rio Russian, apresenta uma capacidade de envelhecer em médio prazo, tem robustez para guarda e ficará melhor nos próximos 5 anos.
Cor vermelho brilhante, presença de muitas lágrimas.Complexos nos aromas, notamos baunilha, côco, tostados,morango. Na boca bem inteiro, cereja, menta, morango, álcool muito equilibrado. Retrogosto bem demorado e agradável. Até agora o melhor Pinot Noir que já provei. A verdade é que esse vinho possui aromas e gosto difícil de conseguir com a pinot noir. Talvez por isso eu tenha gostado tanto.
Achei um vinho muito versátil, arrisquei harmoniza-lo com o pato cozido da D. Julita (minha sogra) e arroz branco. Deu certo, se houve muito bem, outra opção seria um pernil de porco. Pra ser sincero, digo a todos que esse vinho é bom até sozinho, não é aquele vinho que pede obrigatoriamente comida.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Sol de Chile Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2006
Vinho : Sol de Chile Gran Reserva
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Chile
Produtor : Bodega Sol de Chile
Casta : 100% Cabernet sauvignon
Graduação : 13,5%
Onde Comprar : Parque Recreio Fortaleza - CE
Preço : R$ 33,00
O Vinhedo Sol de Chile está localizado no coração do Vale do Maule a 285 Km ao sul da cidade de Santiago. A exposição ao sol, as águas cristalinas dos Andes e suas terras férteis são fatores preponderantes na produção de vinhos de excelente qualidade.
Esse Gran Reserva 2006 nos foi trazido pelo o Werton Lôbo pra ser degustado na nossa confraria das terças. Nesse dia foram três vinhos, um francês, um americano e esse chileno que foi o campeão da noite. Cor rubi intenso, lágrimas abundantes e grossas. Aromas de frutas sêcas, tabaco, café torrado e chocolate. Na boca equilibrado, taninos maduros e elegantes, um bom equilíbrio entre a fruta e a madeira, retrogosto persistente.
Para acompanhar foi pedido codorna grelhada e linguiça de avestruz, os dois pratos combinaram perfeitamente com o vinho. Tá de parabéns o Werton, levou um vinho bom e barato, que arrebatou todos os louros da noite. Todos nós nos surpreendemos com o desempenho deste chileno despretencioso.
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Degustação Brasil Bebidas e Interfood
Na última terça-feira dia 29.06.10 a Vinoteca Brasil Bebidas em parceria com a Importadora Interfood promoveu uma concorrida degustação de vinhos. O local foi a centro cultural Oboé. No comando estava a Empresária Ditácia da Brasil Bebidas, parceira da marca Interfod no Ceará e o Diretor Comercial da Interfod, Vicente Jorge, que na ocasião apresentou os diversos vinhos.
Estiveram presente no evento, os amigos da ACAV, Maurício, Danilo Arruda, Sobral, Alberto dentre outros. Registramos também a presença dos enófilos Antônio Parente e Otávio da Justa respectivamente, irmão e cunhado do meu grande amigo médico ginecologista e obstetra João Parente.
A comida: pães, queijos e petiscos, ficou a cargo da padaria Empório do Pão.
Os vinhos muito bem apresentados pelo Vicente Jorge, foram desde um espumante francês até o top da noite um Brunello fantástico.
VINHOS DEGUSTADOS
01. SPARKLING CUVÉE RESERVÉE CHARDONNAY
Produtor : Barton & Guestier - França
Casta : 100% Chardonnay
Regiâo : Vale do Loir
Álcool : 12,5%
Cor Amerelo palha com traços dourados,perlage delicado, fino, não muito persistente, aroma frutados, pêssego e maçã. Boa acidez e equilíbrio, final longo e refrescante. Vai bem sozinho.
02. RAIMAT 24 ALBARIÑO 2008
Produtor : Raimat - Espanha
Casta : 100% Abariño
Região : D.O. Costers del Segre
Álcool : 12%
Cor amarelo pálido, transparente. Aromas de pêssego, flores, maçã verde. Na boca boa presença, frutado, boa acidez, final longo e muito fresco. Ideal para servir com frutos do mar e comida japonesa.
03. SEPTIMA NOCHE PINOT NOIR 2008
Produtor : Bodega Septima - Argentina
Casta : 100% Pinot Noir
Região : Lújan de Cuyo, Mendoza
Álcool : 14%
Cor rubi intenso, com toques violáceos. Aromas frescos de frutas negras, cereja e chocolate. Nota-se um pouco de café e tabaco, talvez pelo seu envelhecimento em carvalho. Possui um paladar suave, delicado e taninos elegantes. Final não muito longo. Vai bem com carnes vermelhas.
04. PASCUAL TOSO ALTA RESERVA SYRAH 2007
Produtor : Bodegas y Vinhedos Pascual Toso - Argentina
Casta : 100% Syrah
Região : Mendoza
Álccol : 14,3%
Cor vermelho escuro com tons violáceos. Nos aromas presença de furtas negras, café, tostados baunilha e côco. Muita complexidade. Na boca equilibrado e elegante com taninos redondos, excelente presença de boca com final longo e agradável. Vai bem com carnes vermelhas e massas com molho forte.
05. BRUNELLO DI MONTALCINO 2003 - DOCG
Produtor Azienda Lisini - Itália
Casta : 100% Sangiovese Grosso
Região : Montalcino, Toscana
Álcool : 14%
Cor vermelho intenso, apesar dos 03 anos em barricas e 08 meses em garrafa, mostra que pode evoluir muito mais. Aromas complexos, especiarias, frutas negras, chocolate. Na boca, encorpado, taninos presente porém macios. Uma delícia, apesar de não ser uma degustação para se comparar um vinho com outro, esse foi o grande campeão da noite. Segundo o Vicente, são prodizidos apenas 10 mil garrafas em anos especiais, caso contrário ele vira Rosso de Montalcino. A Brasil Bebidas tem este exemplar para pronta entrega. Vale a pena degustá-lo! É perfeito! Um dos melhores Brunellos que já tomei ,se não o melhor. Vai muito bem com um belo pernil de cabrito.
06. PORTO COCKBURN`S SPECIAL RESERVE
Produtor : Cockburn`s - Portugal
Casta : 80 Tipos de vinhos no blend
Região : Douro Superior
Álcool : 20%
Aromas de frutas secas, ameixa, cereja e baunilha. Na boca caramelo, uva passa, muito redondo e com final prolongado. Foi muito bem com chocolate. Os preços não foram revelados, temos que ir na loja ( Brasil Bebidas ) para conferir.
Estão de parabéns o Grupo Brasil Bebidas na pessoa da Ditácia e a Interfood pela parceria. Este tipo de evento só trás qualidade ao mundo do vinho do meu Ceará, tão esquecido pelas grandes importadoras e lojas de vinhos nacionais. Parabéns Brasil Bebidas pelo evento, que este seja o primeiro de muitos.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Torre Bermeja Roble 2007
Vinho : Torre Bermeja Roble 2007
Tipo : tinto
Safra : 2007
País : Espanha
Região: Estremadura ( D.O. Ribeira del Guadiana )
Produtor : Bodega Coloma
Castas : Cabernet Sauvignon 60%, Merlot 20%, Garnacha 20%.
Graduação : 13,3%
A Seleção do mês de setrembro de 2009 da Sociedade da mesa, vem de uma Bodega na fronteira com Portugal, na província de Badajoz. Essa proximidade traz um clima mediterrâneo com influência do Atlântico.
Confesso que quando recebi a remessa desse vinho fiquei curioso pra degustá-lo, no entanto vou abrir meu coração... Quando o fiz, em setembro passado achei um vinho muito áspero, rude, taninos muito vivos, chegando mesmo a desagradar, tanto é que pedi 04 garrafas e só bebi uma, até junho de 2010.
Resolvi então tentar encarar de novo aquele que me ofendera tanto, meses atrás. Foi numa tarde de sábado na varanda do meu apartamento... Abri uma garrafa e já fui avisando a Cristina esposa do meu amigo cervejeiro Sérgio Rôla, que este vinho era um pouco rebelde, não era vinho pra mulher. Qual não foi minha surpresa tirei a rolha e logo em seguida sem esperar nem um segundo, coloquei um pouco pra min. Ao degustar pra servir para os demais presentes, achei um vinho totalmente diferente do que eu havia provado em setembro. O que aconteceu ? Será que apurei mais meu paladar para os espanhois ? O vinho evoluiu tanto assim em 09 meses ? A garrafa que provei anteriormente estava com problemas ? Será que não era meu dia ? Não sei ... O fato é que mudou muito e mudou pra melhor, tanto é que minha comadre Cristina adorou o vinho, logo ela que gosta de vinhos mais delicados, menos tânicos.
Vermelho rubi intenso, às vezes violáceo, cristalino, lágrimas bem presentes. Aromas de compotas, frutas vermelhas, frutas negras, tostados e café. Na boca, macio, cheio, taninos presentes mas longe daquele amargor no final de boca. Retrogosto persistente e agradável. Quanto ao álcool, muito equilibrado principalmente no olfato.
De propósito botei um presunto de parma pra harmonizar, pra ver se ele se comportaria bem com o sal da comida. Mais uma vez me surpreendeu! Passou muito bem no teste, mostrando equilíbrio.
Por favor me digam se isso já aconteceu com vocês ? Evoluçaõ desta monta em tão pouco tempo, eu nunca ouvi falar.
PS. O vinho estava guardado em adega climatizada à 17 graus.
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sábado, 3 de julho de 2010
Brancaia TRE Maremma IGT 2004
Vinho : Brancaia TRE Maremma IGT
Tipo : Tinto
Safra : 2004
País : Itália
Região : Toscana
Produtor : La Brancaia
Castas : Sangiovese 80%, Merlot10% e Cabernet Sauvignon 10%.
Graduação : 13,5 Vol. %
Preço: R$ 80,00 ( Grand Cru)
Brancaia TRE 2004 uma assemblage de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon, passa por barrica 12 meses, metade novas e metade usadas e 02 meses em garrafa antes de sair para o mercado.
A vinícola La Bracaia tem assessoria do conhecido enólogo Carlo Ferrini e localiza-se na Região do Chianti Clássico desde 1998. Cor vermelho rubi cristalino, lágrimas abundantes, com aromas bastante complexos, notas de tostados, café, pimenta, frutas vermelhas e chocolate. Ao levarmos à boca é bastante agradável, equilibrado, demonstra elegância, os taninos não incomodam em momento algum, final persistente. Este 2004 ainda pode melhorar nos próximos 05 anos, não mais que isso.
Degustamos o Brancaia TRE no restaurante Dio Cucina em Fortaleza, para harmonizar pedimos um Polpetone de Búfalo, nada a reclamar os dois combinaram bem.
Sobre Dio Cucina, gostei da comida, dos preços, da variedade, só deixou a desejar no atendimento. Notei que os garçons estão meio perdidos, acho que tá faltando uma pessoa pra organizar. Fui jantar lá numa quarta-feira a noite, não tinha muita gente e mesmo assim, notei uma postura pouco profissional dos garçons. Veja bem, existe muita boa vontade todavia, falta profissionalismo.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Nieto Senetiner Cabernet Sauvignon Reserva 2007
Tipo : Tinto
Safra : 2007
País : Argentina
Região : Mendoza ( Luján de Cuyo)
Produtor : Bodegas Nieto Senetiner
Casta : 100% Cabernet Sauvignon
Graduação : 13,5% Vol.
Preço : R$ 30,20 ( http://www.meuvinho.com.br/)
Proviniente de vinhas com 30 anos e envelhecido 12 meses em barricas de carvalho francês novas, esse vinho argentino tem uma produção de aproximadamente 9.000 Kg por Ha.
Sua análise visual nos mostra uma cor vermelho rubi intensa, lágrimas grossas e abundantes. Aromas embora não muito complexos, notamos frutas vermelhas, cassi e um pouco de baunilha Não vi muitos aromas terciários de pimenta, pimentão, tabaco. Esse cabernet ainda pode evoluir mais nos próximos 05 anos. Em boca, sêco, corpo médio, acidez equilibrada, agradável, taninos presentes mas agradáveis, talvez domados pelos 12 meses em barrica. Tem passagem um pouco rápida pela boca mas deixa saudade. Diferente dos vinhos que passam rápido por boca e você dá graças a Deus que ele se foi, com votos pra que nunca mais volte. kkkkkkk !!
Harmoniza muito bem com carnes vermelhas, a nossa escolhida foi uma bela carne de Sol de Filé com macacheira cozida, que se comportou divinamente com esse exemplar portenho. O importante é não passar muito a carne, pois quanto mais suculenta mais ela amança os taninos da cabernet. Vai também com cordeiro, massas com molhos encorpados a base de tomate, bacon e com embutidos.
Degustamos na confraria das terças, foi aprovado. O Werton gostou muito, mas esse é suspeito, pois foi cabernet sauvignon do novo mundo, ele adora.
AH! Antes que eu me esqueça, estamos diante de um bom custo benefício.
PS. Pra quem não é do Ceará, macacheira é o mesmo que aipim.
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