quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quinta do Porto Ferreira Tawny 10 anos



Vinho : Porto Quinta do Porto Tawny 10 anos
Tipo : Tinto
Produtor : Ferreira / Sogrape
País : Portugal
Região : Douro ( Quintas do Porto, Pinhão e Cima Corgo)
Castas : T. Franca, T Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Cão e Tinta Amarela.
Graduação : 20 % Vol.
Preço : 20 Euros ( Free Shoping Lisboa)

       Domingo no pós almoço, depois da fatídica vitória da Argentina sobre o México com um gol do Carlito Teves, o lindão, em completo impedimento, resolvi abrir um Porto para melhorar o humor.
       Presenteado pelo amigo Eduardo Stênio este Porto Tawny 10 anos é tudo de bom. É um vinho com indicação de idade, significa dizer que existe um perfeito equilíbrio entre a natureza do Douro e a mão do homem.
       Apresenta-se com uma cor típica de um tawny, com nuances avermelhados. Aromas florais, nos remete também a frutos maduros, os fruto secos evidenciam a passagem em madeira. Na boca apesar dos 20% de álcool, nota-se muito frescor, um equilíbrio muito bom, tanto no corpo como no final de boca.
      Eu diria que deu pra esquecer os erros do trio de arbitragem no jogo México e Argentina, principalmente quando escolhemos pra acompanhar esse Porto uma barra de chocolate ao leite KARLFAZER. Este chocolate de origem finlandesa é realmente uma delícia e caiu como uma luva na harmonização com este Tawny 10 anos. Todos que degustaram gostaram muito, principalmente as mulheres, dentre elas a minha cunhada Geovânia que saiu com as orelhas em chamas de tanto degustar vinho do Porto com chocalate.
PS. O chocolate foi indicação do amigo Rodolfo (Astra Zeneca), que por ocasião do Congresso Europeu de Anestesia em Helsinque, nos deu essa dica magnífica,.Confesso que nunca tinha ouvido falar no produto. É realmente uma delícia. Um abraço para o Rodolfo, obrigado pela dica do chocolate. Para o Stênio fica o agradecimento pelo o excelente vinho.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Larentis Pinotage 2004



Vinho: Larentis
Tipo: Tinto
Safra: 2004
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos / RS
Produtor: Família Larentis
Castas: 100% Pinotage
Graduação : 12% Vol
Preço: R$ 20,00
Onde Comprar: http://www.vinhosnet.com.br/


A Família Larentis emigrada dos Alpes em 1876, escolheu o Vale dos Vinhedos para se estabelecer no Brasil e  vêm a três gerações na arte de fazer vinhos em sua Vinícola Villaggio Larentis. Foi a primeira vinícola a obter o selo de indicação de procedência do Vale dos Vinhedos.

     Hoje falaremos do Larentis 2004, um vinho de uva pinotage, casta que originou-se do cruzamento genético da Pinot Noir com a Cinsaut, realizado em 1925 pelo Prof.  Abraham  Perold  na Universidade de Stellenbosh, na África do Sul. Chmada de hermitage na África do Sul, é uma uva totalmente diferente das sua genitoras. No sul da França proporciona vinhos frutados, leves, de consumo rápido, com toques meio adocicados. Este exemplar brasileiro é mais concentrado, sendo um pouco diferente dos franceses.

     Este vinho foi um dos vinhos degustados pela confraria das terças no mês de junho. Levado pelo meu primo e amigo Werton Lôbo, que ganhou de presente de um paciente no natal do ano passado.Cor marron escuro quase telha, demonstrando evolução apesar de ter apenas 06 anos de garrafa. Longe de ser um vinho de guarda, talvez esteja no limite. Aroma de frutas vermelhas, senti muito café torrado, parecia adocicado,  não tinha muita complexidade mas agradava. Na boca macio, taninos suaves, mas com uma passagem rápida pela boca, não impressiona muito.

     Achei que esse vinho desconhecido fosse ser muito desagradável mas, foi uma bela surpresa, é claro que não tem lá muita complexidade, mas pra tomar comendo uma bela pizza de calabresa, ou mesmo uma marguerita cai muito bem. Ah! Tem mais, nesse preço não dá pra querer muito mais do que isso. É de fato e de direito um excelente custo benefício.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Incógnito Cortes de Cima 2005



Vinho : Incógnito
Tipo : Tinto
Safra : 2005
Castas : 100% Syrah
Graduação : 14,5% Vol.
País : Portugal
Região : Alentejo
Produtor : Cortes de Cima
Preço : 80,00 Euros (Restaurante Sete Mares- Lisboa)

     Hanns e Carrie Jorgensen viram Cortes de Cima pela primeira vez em 1988, foi amor a primeira vista. Carrie achou a paisagem muito parecida com a da sua Califórnia e o clima mediterrâneo bem diferente da fria Dinamarca, foi o que encantou o dinamarquês Hanns. Começaram a fazer coisas diferentes, plantar uvas tintas em uma região tradicionalmente de brancas. Assim, cultivaram a uva Syrah, nessa altura ainda não aprovada pela denominação de origem. Em 1998, quando engarrafaram o primeiro monocasta Syrah, tiveram problemas na escolha do seu rótulo, uma vez que a casta ainda não estava autarizada na produção de vinho regional. Como não podiam estampar o nome da casta no rótulo, chamaram-no de INCÓGNITO.
    Bom, dicas a parte vamos aos goles ou seja, partir para avaliação do vinho. Estava curioso para degustar este ícone português. Foi no dia 10 de junho de 2010, feriado em Portugal, dia de Camões, que tivemos a oportunidade de nos encontrar com esta jóia. Em passagem por Lisboa devido a uma escala demorada, cerca de 12horas, resolvi ir para um hotel e almoçar no Restaurante Sete Mares. Este restaurante fica bem próximo do Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, próximo ao Novotel.
    Ao chegarmos no Sete Mares pedimos a carta de vinhos e estava lá ele, um preço um pouco salgado, mas como não sou homem de quantidade e sim qualidade, não tergirversei, solicitei logo ao  garçon uma garrafa de Incónito 2005 e uma água com gás.
    Um vinho de cor intensa com tonalidade violeta. No aroma se revela com ameixa e frutas vermelhas em calda, café, pão tostado, pimenta, até mesmo um pouco de menta e notas de couro. Apresenta-se elegante e poderoso no palato, sabores de frutas negras,chocolate, taninos evidentes porém damados pelos 08 meses em barricas de carvalho francês. Não se nota muito o álcool, apesar dos 14,5%, o que demonstra todo seu equilíbrio em boca com retrogosto bastante demorado.
    Valeu a pena esperar, é realmente um vinho emblemático. Pra harmonizar pedi inicalmente presunto pata negra, pão e azeite extra virgem português. A dúvida era se pedía um bacalhau como prato principal, tinha medo do vinho ofuscar o brilho do bacalhau. Acabei por pedir um bacalhau grelhado com batatas, cebola e azeite (foto) foi divino, o nosso prato aguentou bem esse carnudo e aveludado sirah português.
   Pra terminar, uma bela taça de vinho do porto Quinta do Crasto LBV 2004 e um café expresso. Depois disso, voltamos ao hotel e tiramos uma bela soneca aguardando o vôo das 22 horas pra Helsinque (Finlândia), onde fui participar do Congresso Europeu de Anestesiologia 2010. Atualizar um pouquinho é sempre bom !
  PS. Infelizmente tive que tomar sozinho essa garrafa. Quer saber? Achei ótimo.
Você acertaria também na harmonização se os pratos fossem, um pernil de cordeiro, um carret ou mesmo uma bela codorna.

domingo, 20 de junho de 2010

Estônia, capital Talinn.



     Localizada no Nordeste da Europa a Estônia tem como capital a bela cidade medieval de Talinn. Patrimônio mundial da UNESCO é uma jóia da arquitetura medieval. Geograficamente a Estônia situa-se no mar Báltico ao Sul do Golfo da Finlândia. Possui cerca de 800 ilhas e uma área de 45.000 km quadrados.
     Esteve ao longo dos anos sob o domínio Russo e Sueco, obtendo sua independência definitiva em 1991 e em 1992 suas primeiras eleições presidencias. Tem como regime político o parlamentarismo e é uma república multipartidária.
     A Estônia tem sua ligações étnicas com os finladeses e os lapões. O país tem ligações históricas e culturais com os paises nórdicos, particularmente, a  Finlândia, Suécia e Dinamarca. É o mais sententrional dos paises Bálticos.
      Caminhando pelas ruas apertadas e tortuosas do centro hitórico de Talinn (capital) podemos  regressar ao passado tal o estado de conservação dos edifícios e monumentos dos séculos passados.
      Quanto a gastronomia,  é muito influenciada pelos vizinhos mais poderosos, ou seja, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Polônia e Rússia. De entrada destacam-se as sopas e pratos de carne com legumes, como pratos principais destacan-se enguias marinadas, carne de porco, chucrute, pão de cevada. Tivemos a satisfação de provar, carne de urso, alce e javalí ,todas assadas. Pra beber se destacam a cerveja local, provei e gostei, e a vódica. Sobre os vinhos, existe um vinho local de nome Hoogvein, é um vinho tinto.  Não tive a chance de degusta-lo, pois no restaurante que fui não tinha na carta e passamos pouco tempo em Talinn. Chegamos pela manhã e voltamos pra Helsinque à noite de barco.
     Sobre a carne de urso, o que temos a dizer é que é uma carne forte, gosto pronunciado e permanente, tenra, textura de carne de gado com sabor mais forte. Pede um vinho encorpado, no cardápio do restaurante que fomos eles indicavam um Amarone para hamonizar, pela dica nota-se como a carne é forte. Seguimos o conselho e nos demos muito bem.
PS. A foto é do portão nas muralhas de Talinn, esse que aparece de costas de casaco marron é o amigo Dr. João Abrão, coodernador do serviço de anestesiologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Um grande amigo que fiz nessa viagem, uma pessoa extremamente educada, um excelente companheiro de viagem.  Um vovô apaixonado. Ajudei-o a escolher um presente para a sua netinha. Um grande abraço ao amigo João Abrão !

sexta-feira, 18 de junho de 2010

De Volta da Estônia.

                                                
         Olá amigos, estive uma semana ausente sem publicar no Blog, mas foi por um motivo justo. Passei uma semana em Helsink na Finlândia, fomos participar do Congresso Europeu de Anestesiologia, afinal de contas o meu ganha pão é anestesiologia, a enogastronomia por enquanto é apenas um hobby. Assim,  ficou muito corrido pra eu parar e postar alguma coisa. Estivemos também um dia em Talinn, capital da Estônia.
           Foram experiências enograstronômicas curiosas com vinhos tintos e brancos. Harmonizações com carne de urso e alce na cidade de Talinn na Estônia e carne de rena em Helsink.
    Só pra adiantar foi muito vinho italiano e francês. Ah! Foram pricipalmente vinhos do Vêneto e da Alsácia.
           Foto (01) temos, da esquerda pra direita, Marcelo flamenguista de Sampa, Eu do Ceará, Nágila de Recife, Bagatine de Passo Fundo RS, Marquinhos de Aracajú, Rodolfo de Sampa e a Esposa do Cadu presidente da SBA ( Sociedade Brasileira de Anestesiologia).
          Foto (02) acima temos mais alguns dos amigos brasileiros que compartilharam essa inédita experiência. Da esquerda pra direita; Marquinho de Aracajú, Rodolfo de Sampa, Nágila de Recife, Leandro de Botucatu, João Abrão de Ribeirão, o Hugo e esposa de Salvador. Aos amigos um grande abraço, belas recordações, ótimas risadas, foram realmente momentos inesquecíveis despertam saudades.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2006






Vinho: Quinta do Seival Castas Portuguesas
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Brasil
Região : Campanha Gaúcha / RS
Castas : Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz
Preço : R$ 36,00
Onde Comprar : http://www.sociedadedamesa.com.br/



        Seleção do mês da Sociedade da Mesa, este vinho nacional da Miolo, é mais uma grata surpresa. Sua cor vai do vermelho rubi intenso ao púrpura. Quintal do Seival Castas Portuguesas tem um aroma adocicado de frutas em compota, morango, figo, ameixa, passas, também evidencia alguns aromas terciários de café e pão torrados e um pouco de couro. Tem estágio de 12 mêses em barricas novas de carvalho francês, isso faz dele um vinho macio e carnudo, apesar dos 14%Vol de álcool. Percebe-se pouco o álcool, tanto no nariz quanto na boca. A madeira soube muito bem domar a Tinta Roriz que compõe essa assemblage. Nota-se na boca muita fruta, longe de ser aquele vinho cansativo com gosto de guarda-roupa, só madeira. Tem um final de boca persistente com taninos presentes mas, muito palatáveis, mostrando que pode evoluir mais um pouco.
             Degustamos este excelente custo benefício na Praia das Flexeiras, na casa do amigo Marcus Borges. A harmonização foi um belo filé ao funghi e um parpadelli a bolonhesa. Foi muito bem. Acho que esse vinho vai bem com quase tudo que combina com  vinho tinto ou seja; confit de canard, pernil de carneiro, leitão assado, queijos maduros, etc.... Se quizer beba-o só, pois não é um vinho que pede comida, o que demonstra a sua maciez.
              Levei também o Miolo Castas Portuguesas para a confraria das terças, foi muito elogiado pelo Fernando Monte e pelo o Werton, que demoraram pra acreditar que era um vinho nacional e ficaram encantados com o preço.
              Em resumo, é um vinho eclético, barato, fácil de beber.  Alguns acham que já está no ponto certo. Eu acho que ainda pode evoluir mais, pelo menos uns quatro anos em garrafa. O difícil é olhar pra ele na adega e esperar três a quatro anos. Muitas vezes, é uma missão impossível.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Miolo Fortaleza do Seival Vionigner 2008

Vinho: Miolo Fortaleza do Seival Vionigner
Tipo: Branco
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha / RS
Produtor: Miolo Wine Group
Casta: 100% Vionigner
Preço: R$ 24,29
Onde Comprar: http://www.vinhos.net.com.br/

    Quando li no site Enoeventos a indicação do Alexandre Lalas de melhor custo benefício de 2009 para este vinho, fiquei ansioso pra prová-lo. Logo fui a internet e fiz a pesquisa de preço... Acabei comprando 06 garrafas no site vinhos.net por um preço bastante razoável. As coisas começavam a se desenhar rumo ao que tinha sido escrito pelo Lalas.
    Aguardei alguns dias e quando fui convidado pelo amigo Marcos Bandeira pra passar um final de semana na sua belíssima casa à beira da Lagoa do Uruaú (Beberibe-CE), resolvi levar duas garrafas, já imaginando degustá-las à beira da piscina, pois esse nosso clima do Ceará pede o frescor de um branco.
   Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, no nariz floral, aromático, abacaxi, damasco, pêssego. Na boca equilibrado, jovem, fresco, mineral, retrogosto persistente, muito agradável. Bastante elogiado pelo dono da casa. Para harmonizar foi servido um camarão natural com azeite e toques de limão e lagosta no bafo. Foi muito bem com as duas entradas.
    Pra mim não foi surpresa, pois já tinha lido os comentários sobre o vinho, mas para os demais participantes da mesa foi uma bela surpresa, eles não acreditavam que era um branco nacional.
    Será preconceito ou falta de informação sobre a evolução do vinho nacional ?
PS. Excelente custo benefício foi a frase mais falada durante o final de semana. Coisa rara em se tratando do vinho nacional.

sábado, 29 de maio de 2010

Ilana Selección 2006

 Vinho: Ilana Selección 2006
 Tipo: Tinto
 Safra: 2006
 País: Espanha
 Região: Castila-La Mancha (D.O. Ribeira del Júcar)
 Castas: Petit Verdot 50% e Syrah 50%
 Produtor: Bodega Ilana
 Graduação: 14,5%
 Preço: R$ 80,00 (Sociedade da Mesa)

     Comprado na Sociedade da Mesa, um clube de enófilos que todo mês seleciona vinhos para os sócios. Este espanhol realmente foi destaque entre meu grupo de amigos que o degustaram. Levei a primeira garrafa para a casa do meu amigo Marcus Borges, que achou divino, tanto é que logo tratou de participar da Sociedadde da Mesa. Hoje foi na minha casa, com meus amigos Marcelo Leite e Marcos Vieira  que compararam-no com um vinho argentino que levou 94 pontos do Robert Parquer e ficaram impressionados com  a  categoria desse espanhol. O Ilana  Selección 2006 deu de pau no portenho. Por questão de ética, não vou revelar o nome do vinho argentino.
     Ilana é uma bodega familiar que já chega à sua quarta geração de vinicultores. Localiza-se em Catilla-La Mancha na D.O. de Ribeira del Júcar, desconhecida pra min.
     Esse vinho com 50% Petit Verdot e 50% Syrah, é vermelho intenso, rubi. No nariz complexo, robusto, frutas, caramelo, baunilha, coco, nos remete a café torrado e pão torrado. Na boca estupendo, moderno, cereja, ameixa, chocolate,  final longo e perfeito. Um vinho que não precisa de comida pra ser degustado; inteiríssimo. Apesar dos 14,5% Vol. não se percebe absolutamente nada de álcool.  Não é uma skol mas desce redondo.
     Carneiro ao forno (pernil) e pato cozido, aquele pato que minha querida sogra D. Julita Mapurunga, e minha cunhadinha Geovânia sabem fazer como ninguém, foram os pratos que harmonizamos esta jóia espanhola. Esses pratos com o vinho cairam como uma luva.
PS. Ese vinho foi a seleção grandes vinhos da Sociedade da Mesa do mês de março/10.
www.sociedadedamesa.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Barca Velha 1999


     Estivemos em Portugal e adquirimos três garrafas do vinho Barca Velha 1999.
Perguntamos ao Sardemberg e ao Renato Machado no progama Momento do Brinde da Rádio CBN... Quando abrir um Barca Velha 1999? Devo beber agora ou esperar mais um pouco?
    Ouça aqui a resposta do Renato Machado.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

De volta ao Velho Mundo com o Cune.



Vinho : Cune
Tipo : Tinto Crianza
Safra : 2006
País : Espanha
Produtor : CNVE (Companhia Vinícola do Norte da Espanha)
Região : Rioja Alta
Castas :90%  Tempranillo, 10% ,Garnacha e Manzuelo.
Graduação : 13,7 % Vol

     Já que nas três últimas postagens escrevi sobre vinhos do Novo Mundo, hoje vou permitir que degustem junto comigo um vinho espanhol.
     Este crianza tem uma cor cereja brilhante e violáceo expressando sua juventude, no nariz muita fruta, ameixa, nos remete também a tostados muito agradáveis, especiarias, um pouco de pimenta. Paladar muito agradável apesar dos taninos bastante presentes, muita persistência em boca, característica da tempranillo.
     Postei ao lado, o prato que harmonizei com este vinho. Tapas de defumados, com presunto, salmão e robalo. Foi muitíssimo bem. Achei que os peixes fossem se ofuscar diante do crianza, mas o toque defumado deu mais moral para o prato mantendo a harmonia perfeita.
      Tudo isso se deu em Madri, no Restaurante Mesòn el Jamon de Gran Vía, eu e minha esposa Fernada Lôbo. Ah ! A Fernanda pediu um belo Carré de Cordeiro que foi também perfeito com o tinto.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Las Perdices Reserva Don Juan 2006


Vinho : Las Perdices Reserva Don Juan
Tipo : Tinto
Safra : 2006
País : Argentina
Região : Mendoza (Jujan de Cuyo)
Castas : Malbec 70%, Syrah 11%, Bonarda 10%, Merlot 9%
Preço : R$ 80,00 ( Sociedade da Mesa)

        Este edição limitada (10.000 garrafas), é uma assemblage portenha de bastante personalidade. Envelhecido 18 meses em barricas de carvalho francês, tem guarda estimada entre  10 a 15 anos. Cor vermelho profundo, um pouco violeta, intensos aromas de frutas vermelhas, adocicado, morangos maduros, ameixa seca, especiarias, pimenta, menta, combinados com toques de tabaco,chocalate e  baunilha. Na boca bom ataque, boa presença de boca, porém suave, taninos muito redondos e maduros. Os 18 meses de madeira fez muito bem a este vinho.
    Infelizmente harmonizei este belo caldo com uma pizza de musarela com calabresa picada. Vou abrir meu coração! Na realidade, estava em casa e saí pra comprar uma pizza para o jantar...  resolvi então abrir um vinho. Foi tudo meio de improviso. O fato é que o vinho venceu de longe a comida, ele merece muito mais, talvez um cordeiro ao forno, uma codorna, ou mesmo um bom filet ao funghi.
    Como na vida o que fica são as coisas boas, vamos esquecer a pizza e nos lembrar intensamente deste belíssimo exemplar argentino.
 PS : Hoje é terça, dia de confraria, mas os meu amigos da confraria (Werton e Fernando), foram a um jantar oferecido pela Sociedade de Oftalmologia do Ceará no Sal e Brasa, portanto me deixaram só. Para me vingar, tomei esse belo  vinho sozinho. Eles não fazem idéia do que perderam.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Miolo Cuvée Giusepe


Vinho : Miolo Cuvée Giusepe
Safra : 2004
Produtor : Miolo
País : Brasil
Região : Vale dos Vinhedos RS
Casta : Cabernet Sauvignon 60%, Merlot 40%
Graduação : 13% Vol
Preço : R$ 27,40
Onde Comprar : http://www.meuvinho.com.br/

     Um excelente custo benefício, característica não muito peculiar do vinho brasileiro. Presenteado pelo meu amigo Ronald Fontenele com uma garrafa deste vinho, resolvi abri-lo numa tarde de sábado enquanto curtia um pouco minhas filhas nas poucas folgas do árduo dia a dia de um anestesiologista.
     Cor rubi, aromas de pão torrado, frutas vermelhas, café, especiarias. Na boca, boa presença, taninos suaves, macios, final persistente. Vinho muito honesto e surpreendente.
      Logo após degustá-lo, fui na internet e achei esse belo vinho nacional por R$ 24,70, comprei seis garrafas no site meuvinho.com.br. Mais um vinho degustado e  aprovado pela nossa confraria (Confraria das Terças). É indiscutível, até o momento, o melhor custo benefício do ano de 2010, na minha opinião. Encontrei também no Mercadinho São Luiz do Pátio Cocó em Fortaleza, porém o preço estava mais salgado (R$ 47,00).
       Alguns amigos reclamam que os vinhos que avalio em meu blog são caros. Este exemplar veio pra me redimir perante aqueles que não pagam mais que R$ 35,00 por uma garrafa de vinho.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Joaquim 2005


Vinho : Joaquim 2005
Tipo : Tinto
Safra : 2005
Castas : Cabernet Sauvingnon, Merlot.
País : Brasil
Região : Serra de Santa Catarina
Produtor : Villa Francioni
Graduação : 13,5 Vol %
Preço : R$ 80,00

      Bom vinho nacional, porém de custo benefício discutível. Destaque entre os vinhos nacionais na minha opnião, mas existem vários vinhos importados do mesmo nível com menor preço.
     Cor vermelho rubi com reflexos violáceos. No nariz equilibrado, nos remete a especiarias, café, frutas vermelhas maduras,pimentão, baunilha, evidenciando os 10 meses de carvalho. Na boca, taninos macios,boa acidez, retrogosto persistente, ameixa, chocolate. Deve melhorar ainda mais nos próximos cinco anos.
      Tivemos a oportunidade de degusta-lo em um dos encontros da ACAV (Ceará) no Restaurante Sal e Brasa, os pratos foram um Fray Rack e um Pernil de Carneiro. Foi muito bem com ambos.
       Levamos esse exemplar do Brasil para a Confraria das Terças , foi bastante aplaudido pelos amigos Werton Lôbo e Fernando Monte.
       É um vinho muito agradável, representa a evolução do vinho nacional, mostrando que a indústria vinícola Brasileira vem melhorando muito nos últimos tempos. Não só de espumante vive o Brasil, temos hoje bons destaques entre os vinhos tranquilos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Francos 2003


Vinho : Francos 2003
Tipo : Tinto
País : Portugal
Produtor : DVJ Vinhos
Região : Estremadura ( Alenquer)
Safra : 2003
Castas : Touringa Nacional 50%, Touringa Franca 40%, Alicante Bouschet 10%
Graduação : 14%
Onde Comprar : World Wine (R$ 72,00 / Promoção)

           Produzido por José Neiva na Quinta de Porto Franco, este belo exemplar português já bem evoluido se mostra elegante, inteiro e muito fácil de beber.
           No nariz notas de café, especiarias, tostados,defumados, couro, frutas negras (ameixa). Excelente presença de boca, macio, retrogosto persistente, taninos muito redondos, notas de ameixa e chocolate meio amargo.
           Um vinho que vai bem com carne vermelha, caça, massas com molhos a base de tomates e bacon.
           O Francos 2003, foi muito bem com uma picanha de pato no molho de laranja e pimenta rosa. Tudo isso no Restaurante L'assiete do casal Olivier e Fabiana. Esse prato, novo no cardápio, já está aprovado por min e pelo amigo Ricardo Barrera, diga-se de passagem um grande gourmet.
            Detalhe, no L'assiete em Fortaleza até duas garrafas de vinho não é cobrado rolha, portanto, tenho adotado esse bistrô francês como meu favorito, além disso a comida é fantástica e o preço honestíssimo.


sábado, 15 de maio de 2010

Os diversos tipos de vinho.

     Meus amigos sempre me perguntam a respeito dos determinados tipos de vinhos, principalmente os Frisantes e os do Porto.  Como são feitos ?Por que a alta graduação dos vinhos do Porto ? Qual a diferença entre frisante e espumante? Então, resolvi escrever um artigo falando de forma resumida sobre a classificação dos diferentes tipos de vinhos.

    A classificação mais conhecida é a que tem como referência a cor do vinho. Esta permite diferenciar três tipos : brancos, tintos e rosê. A cor das uvas tintas é devido às antocianinas, pigmentos contidos na casca das uvas tintas e inexistentes nas brancas. As polpas das uvas são claras, independente de que cor seja a uva , como consequência o suco obtido das polpas sem contato com a casca é claro, de onde se conclui que, uvas tintas podem gerar vinhos tintos e brancos, mas uvas brancas só fazem vinhos brancos. Os rosês, são obtidos das tintas colocadas para fermentar, mas retirando-se as cascas quando o suco atinge a tonalidade rosa.

      Outro tipo de classificação é quanto a variedades de uvas utilizadas. Podemos ter vinhos com um só tipo se uva , os chamados varietais, mais vistos no Novo Mundo. Os vinhos elaborados a partir de duas ou mais variedades de uva são ditos vinho de corte, assemblage ou blend e são uma marca doVelho Mundo. Claro que temos varietais no Velho Mundo, mas não é a tradição. No Brasil se um vinho é elaborado com 60% de uma determinada uva, é dito varietal apesar de ser feito com mais de uma uva. Como se vê, isso depende também da legislação vigente no país. Nos Estados Unidos, o vinho é chamado de varietal se ele é feito com 85% de uma só uva, mesmo que os 25% restantes sejam de outras castas.

      Quanto a presença de gás carbônico, que é formado durante a fermentação, eles podem ser
chamados de vinhos tranquilos, com quantidade despresível de gás. Os que possuem grande quantidade de gás são chamados de Espumantes, já os que apresentam gás em quantidade perseptível são os Frisantes.

     Uma outra categoria é a dos vinhos fortificados, assim chamados pelo fato de serem mais forte em álcool. O grande exemplo é o Vinho do Porto, obtido pela adição de aguardente de uva ao suco que está fermentando. A aguadente interrompe a fermentação pelo alto teor alcoólico, assim o vinho se torna doce e forte. Se a aguardente for adicionada após o término da  fermentação, teremos um vinho forte e seco, como é o caso do famoso fortificado espanhol, o Jerez.

     Existe ainda os vinhos doces naturais e licorosos feitos com uvas bastante amadurecidas com altas concentrações de açúcar, ou uvas atacadas por fungos que as desidratam, deixando-as como uvas passas com alto teor de açúcar. Esses vinhos junto com os fortificados doces são denominados de Vinhos de Sobremesa.

    Como vimos, é um pouco complexo, porém fundamental o conhecimento dos diferentes tipos de vinhos para que possamos ampliar as nossas opções de escolha na hora de adquirir um bom produto.
     As opções de vinho são muitas por isso não importa o tipo de vinho que você beba, o importante é beber o que você gosta, pois entre goles e dicas o que fica é o prazer de saborear belas taças de vinho, jogando conversa fora na companhia de grandes amigos.

PS: Bibliografia
O Vinho no Gerúndio. Autor : Júlio Anselmo de Souza Neto
Comida e Vinho. Harmonização Essencial. Autor : José Ivan Santos e José Maria Santana
Viagem ao Mundo do Vinho. Autor : Ivan Miranda de Araújo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Focus, um merlot italiano.


Vinho : Focus
Tipo : Tinto
Safra : 2002
Produtor : Volpe Pasini
País : Itália
Região : Friuli
Casta : Merlot
Graduação : 13,5% Vol
Onde Comprar : World Wine

     Embora de origem francesa a uva merlot, pela sua grande adaptação ao lugar é hoje quase uma uva típica da região de Friuli. Nesta região italiana a merlot ganhou corpo, estrutura e uma elegante evolução.
     Focus 2002, cor vermelho telha, lágrimas bastante visíveis. No nariz estupendo, tostados, especiarias, ameixa preta, grosélia. Na boca retrogosto muito persistente, equilibrado, boa acidez, chocolate, ameixa, macio, carnudo, bastante evoluído.
     Vinho bastante evoluido, pronto pra beber. Levamos este merlot italiano e degustamos com um espagueti no molho de tomate e linguiça  portuguesa , caiu como uma luva. Pena que só tinha uma garrafa.
O local foi a casa do meu amigo Marcus Borges  e minha comadre Cristiane.
     Boa comida, ótimo vinho, excelente companhia.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Frisante e o Leitão.




Vinho : Castiço
Tipo : Branco Frisante
Safra: 2009
País : Portugal
Região : Bairrada
Produtor : Cava Central da Bairrada SA
Preço : 12,00 Euros ( Restaurante Pic Nic dos Leitões.)

       Em 2002 , com o objetivo de melhorar a qualidade e acopanhar as tendências do mercado cosumidor, a Cave Central da Bairrada efetuou uma profunda alteração no processo de produção. No novo processo deixou-se de adicionar gás carbônico aos vinhos, passando estes a adquirir seu próprio gás, por fermentação natural em cubas fechadas (método Chamat). Passando a produzir vinhos espumantes.
       Durante o ano de 2005 a Cave Central da Bairrada aplicou o mesmo processo produtivo ao Vinho Frisante Gaseificado "Castiço" que passou a denominar-se Vinho Frisante Castiço, pelo fato do gás ser adquirido por fermentação em cuba fechada.
       É um vinho especialmente criado para acompanhar grelhados e o célebre e muito apreciado Leitão Assado à Bairrada, tem um excelente custo benefício. No Nariz frutado, abacaxi, pêssego, melão, na boca efervecente, treme a língua, mineral, frutado, notas de pêssego, muito saboroso.
        Eu e minha mulher, tivemos a oportunidade de degustar esse vinho com um belíssimo leitão à Bairrada ( foto acima) no Restaurante Pic Nic dos Leitões, na cidade de Mealhada. O acompanhamento foi batatas portuguesas e salada verde. Fomos gentilmente levados pelo nosso guia turístico e  taxista Pedro, que tomou a iniciativa de escolher o restaurante, o prato principal e o belo vinho Castiço. Nosso amigo não era nenhum grande enólogo mas sabia que todos da região comem esse leitão acompanhado do  Vinho Frisante Castiço.
        Cofesso que demorei pra acreditar que seria uma harmonização perfeita, mas no mundo da enofilia, quando se tem dúvida, prefira prato e comida da mesma região, assim é mais difícil a surpresa negativa. De fato tudo se encaixou na mais perfeita ordem.
PS - Um abraço ao amigo Pedro, pela fantástica escolha, tanto do prato como do vinho, foi um almoço pra ficar na história.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tempranillo, a protagonista da Espanha.

      Seu nome deriva do termo espanhol temprano, que quer dizer "cedo", provavelmente em virtude do seu amadurecimento precoce. É a casta que constitui a uva-chefe da maioria dos vinhos tintos espanhóis mais importantes. Tem como característica a casca grossa e escura, permitindo que o tinto mostre uma cor intensa e profunda, com boa estrutura para o envelhecimento, sem um teor alcoólico desproporcional.
     A título de curiosidade essa uva possui vários nomes ao longo da Península Ibérica. Na  região do Douro é conhecida como Tinta Roriz e é a base para o vinho do Porto. No Alentejo amacia os tintos com o nome de Aragonês e aparece ainda no Dão como Tinta Aragonês. Na Rioja e em Navarra é mesmo tempranillo, porém em Ribeira del Duero seu nome é Tinta Fino ou Tinta del País. Na Região de La Mancha e Valdepeña é Cencibel e Tinta Toro em Toro. Na Catalunha é conhecida como Ull de Lebre.
     Costuma dar melhores tintos em regiões um pouco mais frias, como Ribeira del Duero, Rioja e Penedés, de onde saem vinhos mais elegantes e com acidez equilibrada. No geral, são tintos que se caracterizam pela grande intensidade, aptos a evoluir bem em garrafa e muito equilibrados.
      Aromas frutados, toques de morango, caramelo e especiarias. Quando envelhecidos em barricas de carvalho americano, predomina aromas de baunilha
     O foco de suas harmonizações são carnes vermelhas, carneiro de preferência assado, caças (codorna, coelho, pato), pratos ricos a base de carne, como por exemplo paella com carnes e boeuf bourguignon, vão muito bem. As massas com molhos a base de tomates, linguiça ou champignon são uma excelente pedida.
     É de difícil harmonozação com pratos mais salgados, pois o sal exalta o amargor dos tanninos, abundantemente presentes nesse vinho.
    Esta uva  aceita muito bem o estágio em madeira, dando formidáveis Reservas e Gran Reservas Espanhóis com aromas rico em especiarias, fumo e tostado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pêra - Manca Branco 2007



Vinho : Pêra Manca
Tipo : Branco
Safra : 2007
Produtor : Fundação Eugênio Almeida
País : Portugal
Região : DOC Alentejo (Évora)
Casta : Antão Vaz e  Arinto
Graduação : 13 % Vol

           Um dos vinhos  portugueses de maior prestígio, feito apenas em anos especiais, é produzido a partir da seleção de castas Antão Vaz e Arinto, uma parte do seu lote fermanta em depósito de aço inox, a outra em barricas de carvalho francês, à temperatura controlada de 16 graus. Pêra Manca é a marca que a adega Cartuxa destina aos vinhos excepcão.
           Aroma muito complexo com notas minerais, manteiga, pêssego, maçã verde, frutas brancas em compotas e mel. Na boca elegante, retro-gosto persistente, ligeiramente acídulo e mineral, macio, seco com bom corpo. Não é uma Skol mais desce redondo demais.
        De entrada polvo marinado no azeite e camarão natural, que cairam muito bem com este formidável exemplar do Alentejo. No almoço o prato principal foi peixe, uma dourada fresquinha, grelhada , e regada com azeite extra virgem, acompanhado de salada verde e batatas cozidas. O local foi o Restaurante Mestre Zé  em Cascais (Portugal) mais precisamente na Praia do Guincho. Iniciamos e terminamos o almoço com o mesmo vinho, afinal em time que tá ganhando não se mexe.
PS - O garçon que nos serviu chama-se Felipe e a aparece aí na foto. Um grande abraço para o amigo Felipe que nos tratou muito bem. Conforme prometi, publico sua foto no BLOG.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pesquera Reserva 2005


Vinho : Pesquera Reserva 2005
Tipo : Tinto
Safra : 2005
Produtor : Grupo Pesquera ( Alejandro Fernández )
País : Espanha
Região : Ribeira Del Duero
Casta : Tempranilo 100%
Graduação : 13,5 % Vol
Preço : 28 Euros ( El Corte Inglês - Madri)
            R$ 178,00 (Mistral)

     Elaborado por um dos magos da enologia espanhola, Alejandro Fernández, este vinho envelhecido 24 meses em barricas de carvalho americano e 12 meses em garrafa, tem uma cor rubi intensa, as vezes  violáceo. No nariz grande complexidade, frutas negras em compotas, café, pimenta, muito aromático, mostrando toda sua característica de campeão. Na boca muito elegante, macio, redondo, muito fácil de beber. Predomina frutas negras, madeira e chocolate. Servido a 14 graus vai bem com carne vermelha e caça.
     O Pesquera Reserva 2005, apesar de inteiro, pode evoluir muito mais. Podemos guardo-lo por pelo menos mais cinco anos e teremos uma belíssima surpresa. É realmente um vinho emblemático.
     Decantamos por meia hora e degustamos este Pesquera Reserva 2005 com um cabrito ao forno acompanhados de batatas coradas, muito bem elaborado no Restaurante El Botin em Madri. Confesso que não dá pra esquecer, mesmo porque estava na companhia de uma bela mulher, a minha é claro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quinta da Pacheca Vinha da Rita 2007

 
   Vinho : Quinta da Pacheca Vinha da Rita 2007
   Tipo : Tinto
   Safra : 2007
   Produtor : Quinta da Pacheca
   País : Portugal
   Região : Douro
   Casta : Touringa Nacional, Touringa Franca e Tinta Roriz.
   Graduação : 14,5 % Vol
   Preço : 17 Euros ( Na Vinícola)
  
   Quinta da Pacheca é uma das mais conhecidas propriedades do Douro. Destaca-se pelo fato de ter sido uma das primeiras a engarrafar vinhos com sua prórpia marca. Isso aconteceu em abril de 1738, realizado pela proprietária D. Mariana Pacheco Pereira. Em 1903 apropriedade foi comprada por D. José Freire de Serpa Pimentel, e este decidiu desenvolver o seu crescente interesse pela enologia. Portanto, a geração dos Serpa Pimentel assumiram a gestão da Quinta.
    Tivemos a oportunidade de visitar a Vinícola na cidade de Régua à beira do Douro. Foi uma experiência inesquecível. Fizemos um tour pela vinícola e ao final realizamos uma degustação.
    Por ocasião da visita adquirimos algumas garrafas de vinho, dentre eles o QUINTA DA PACHECA VINHA DA RITA 2007. Cor rubi intenso evidenciando toda a sua jovialidade, pois se trata de um 2007, no nariz, aroma de frutas vermelhas maduras, chocolate, um pouco de especiarias, menta. Na boca presença marcante, taninos bem equilibrados apesar de jovem , retrogosto persistente nos remete a ameixa e chocalate meio amargo. Envelhecido 12 meses em carvalho Francês. Ainda tem pelo menos uns 10 anos de garrafa.
  Harmonizamos esta preciosidade com um capote na lata, é isso mesmo, capote na lata, prato muito bem elabora pelo meu amigo Valdir do Restaurante Tilápia em Fortaleza.
PS. Pra quem não sabe o que é capote, é o mesmo que galinha D' Angola, é uma ave de carne branca porém com sabor marcante e que combina muito bem com vinhos tintos encorpados. O termo na lata significa que é frito e misturado com a farofa do próprio capote. Um prato bem típico do sertão do meu Ceará.  É realmente uma delícia.

domingo, 2 de maio de 2010

14 de Abril de 2010 comemorado no Chafariz do Vinho.



    

   















  Este ano resolvi passar meu aniversário na Europa, mais precisamente em Portugal, e navegando pela internet, procurando sites sobre vinho, encontrei uma reportagem muito interesante no site ENOEVENTOS sobre uma enoteca de Lisboa chamada Chafariz do Vinho. Resolvi então comemorar meus 45 anos nesta vinoteca.
    Localizada no antigo chafariz de Lisboa, mais precisamente o Chafariz da Mãe d'agua, é um local muito interassante, com uma decoração bastante rústica , harmonizando o medieval com o moderno, um local extremamente agradável.
    Na enoteca você não vai se deparar com pratos individuais para se jantar e sim pequenas porções para se tapear como diz o espanhol , na realidade são porções para se harmonizar com variada e rica adega do local . Os preços são bastante honestos e em  comparação com o que se tem por aqui, da pra chorar.
    Bem, vamos ao que interressa, os vinhos degustados nesta noite foi um Esporão Private Selection 2007 branco de entrada e um Pêra Manca 2005 tinto, dois vinhos alentejanos de pêso. No final fizemos uma degustação de vinho do Porto com cinco provas. Nota-se que foi uma noite pra ficar na memória.
    Foi maravilhoso, estiveram comigo nesta noite, minha mulher Fernanda e os amigos Stênio e Silvânia.
PS. Fomos muito bem atendidos pelos amigos garçons brasileiros ( Mineiros) , Emerson e Everton, dois irmãos que trabalham na casa. Prometi que publicaria a foto deles no Blog.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Final de férias... De volta ao batente.

  
      Após 13 dias de merecido descanço com minha mulher em Portugal e na Espanha, volto cheio de novidades e com as baterias recarregadas para dar continuidade ao nosso Blog enogastronômico.
      Para iniciar a primeira postagem publicarei apenas algumas fotos pessoais, de alguns pratos que tivemos o prazer de degustar e harmonizar durante a viagem.
      Foi uma experiencia magnífica esses 13 dias, tenho muita história pra contar. Passeio de barco no Rio Douro com degustação na Quinta da Pacheca, jantar no Chafariz do Vinho,  uma taperia e vinoteca de Lisboa, almoço no mercado São Miguel em Madri, frutos do mar com sobremesa de morango no La Boqueria em Barcelona , um leitão da Bairrada com vinho branco frizante em Mealhada e jantar no El Botin em Madri.

     Como vimos acima, temos muito o que contar.
     Até breve.

domingo, 11 de abril de 2010

Rumo a Península Ibérica


   Aos trina minutos desta segunda feira dia 12.04.10 embarco para a Europa, onde visitarei Portugal e Espanha. Em Portugal irei a Lisboa e Porto.Visitarei a região do Douro e  o  Alentejo  se o tempo me permitir. Na Espanha vou à Madrid e Barcelona. Visitarei a Macroregião de Castilla e Leon, pra ser mais preciso vou a Ribeira del Duero. Aqui foi fundada em Valbuena, em 1846, a Bodega de Lecanda. Mudou de proprietário em 1890, fazendo nascer a Vega Sicila, que viria a produzir um dos vinhos mais raros e caros do mundo. Vega Sicília, um vinho emblemático, que integra o selecionadíssimo grupo dos melhores do mundo. Obtido de um corte de Tinto Fino (uma variação sutil da Tempranillo) com Cabernet Sauvignon, na proporção de 80% para 20% respectivamente. Permanece durante dez meses na adega antes de ser comercializado, grande parte em barrica de carvalho.
   Os vinhos da Ribeira del Duero, caracterizam-se pela potência dada à sua estrutura complexa, sem perder a maciez, somada a  aromas frutados, enveredando para os terciários obtidos pelo estágio em madeira, às vezes durante longos anos.
   Em breve trarei novidades enogastronômicas do Velho Mundo. Um grande abraço, Rômulo Lôbo.
 PS: Outro dia falaremos sobre o Porto - suas belezas e seus vinhos maravilhosos.

sábado, 10 de abril de 2010

A Rainha das Uvas Tintas.

     Somente as uvas da espécie, denominada Vitis vinifera, fornecem vinhos de boa qualidade. Ela possui numerosas variedades que se destacam dependendo de onde são plantadas ou seja dependem do  terroir. Dentre as inúmeras espécies de uvas tintas e brancas uma merece atenção especial, é a CABERNET SAUVIGNON, denominada por muitos a rainha das tintas, grande parte do seu prestígio vem da fama dos tintos de Bordeaux, especialmente de uma região chamada Médoc ( margem esquerda do rio Gironde), onde a cabernet reina.
   Em 1997, ocorreu uma descoberta, graças à analise do DNA realizada pela equipe da Dra. Carole Meredith, da Universidade de Davis na Califórnia. Ela revelou que, curiosamente, a nobre uva tinta francesa Cabernet Sauvignon se originou há cerca de 300 anos do cruzamento da uva tinta Cabernet Franc com a branca Sauvignon Blanc. Esta uva  tem  bagos escuros e pequenos,casca espessa, o que representa também uma proteção extra contra as pragas, quando não amadurece bem, os componentes herbáceos são acentuados, assim como eventual amargor e adstrigência. É uma uva de ciclo vegetativo tardio, prefere climas temperados, e mesmo quentes, às regiões frias. Suas marcas registradas são a cor escura, os aromas de pimentão, a boa estrutura e a facilidade de integração com o carvalho.
    Na adega sua performance é múltipla. Pode brilhar sozinha, como nos varietais do Novo Mundo, ou comandar o show com outras variedades, como acontece em Bordeaux. Na América do Sul é conhecida pela produção de Cabernet Sauvignon de boa relação qualidade preço. Vinhos cada vez melhores estão vindo do famoso vale do Maipo (Chile) e no Vale do Uco (Argentina). Na Itália tem se dado bem, na sua forma varietal, no Piemonte e na Toscana, na Austrália, se mostra potente, complexa e com rica estrutra, destaque para as regiões de Coonawarra,  Borossa Valley e Adelaide.
   A Cabernet Sauvignon é a casta perfeita para os iniciantes no mundo do vinho tinto, seu prestígio também está nas suas qualidades intrínsecas, como aromas de cassi e pimenta, cerejas negras e grafite, e corpo geralmente gerneroso, com acidez equilibrada. É a cepa que melhor se adapta à evolução em garrafa, transformando sua fruta inicial em uma profunda complexidade aromática e gustativa.
  Um cabernet clássico, com especiarias e encorpado, precisa de comida com as mesmas características, (aqui vale a harmonoização por semelhança) como, um cordeiro ou um bom bife grelhado.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Campeão da noite.

Vinho: Marciliano IGT 2003
Tipo : Tinto
Safra : 2003
Produtror : Falesco
Paìs : Itália
Região : Umbria
Casta : Cabernet Sauvignon 70%, Cabernet Franc 30%
Graduação : 13,5%
Preço : R$ 54,00 ( Promoção)
Onde Comprar : World Wine








     Um vinho com aroma de cerejas, amora, especiarias, na boca sabor envolvente de frutas negras, taninos marcantes e agradáveis, final de boca fantástico, excelente presença de boca, difícil de esquecer. Passa por barricas de carvalho francês durante 16 meses. Seu criador é o enólogo italiano Ricardo Cotarella consultor de vinícolas em toda a Itália e em Bordeaux. Tomamos esse bela garrafa acompnhada de um Carrê de Carneiro com arroz de abóbora, foi muito bem. Seria interessante também sua harmonização com uma bela codorna assada, um bife de tira e até mesmo queijos maduros.
    No encontro hendonístico da ACAV em Fortaleza, mais precisamente no restaurante Ferrero Café foram aberto vários vinhos pelos amigos acavianos, sendo eleito o campeão da noite quase por unanimidade, o Marciliano IGT 2003. Vinho levado por nós, adquirido na World Wine. Degustamos vários garrafas às cegas e esse foi o eleito. Dentre os presentes os amigos; Maurício presidente da ACAV-CE, Ricardo Leite, Jaime e o Danilo Arruda .
   Esse vinho eu indico aos amigos sem medo de errar. Vale a pena degusta-lo.

domingo, 4 de abril de 2010

Mais um belo vinho degustado na nossa mini confraria.

Vinho: Caro
Tipo: Tinto
Safra: 2006
Produtor: Bodegas Caro
País: Argentina
Região: Mendoza
Casta: Cabernet Sauvignon 60%, Malbec 40%
Graduação: 14,5%
Preço: 122,64
Onde Comprar: Mistral


  
   Um delicioso e fino corte de cabernet sauvignon e malbec com estilo francês, amadurecido 14 meses em barricas de carvalho francês 60% novas.
      Tem uma cor vermelho escuro, rubi, aromas de baunilha, café, couro, pimenta, defumados,frutas vermelhas maduras. Na boca muito complexo, robusto, redondo, taninos suaves, domados, evidenciando os 14 meses em barricas. Final de boca formidável, um retrogosto agradável, de boa intensidade e persistente. Não é a toa que a safra 2002 recebeu 91 pts do Robert Parker. Levei esse vinho para ser degustado na nossa mini confraria com os meus amigos Werton Lôbo (Primo) e o Dr. Fernando Monte. Elogiaram bastante esse belo exemplar argentino, que foi aprovado por unanimidade. A harmonização foi uma bela peça de filé grelhado.
       Um vinho rico em aromas EMPIREUMÁTICOS, ísto é, de substâncias queimadas ( torrefação, tostado,defumado, tabaco, café, chocolate, açucar queimado,melaço). São também denominados de aromas terciários.
                                                  A Mini Confraria                                                                       
Após um árdua terça- feira de trabalho, eu no Hospital Cura D'ars, o Werton no Hospital IJF, e o Fernando no consultório, nos encontramos para saborear belos vinhos( no máximo duas garrafas) e bater papo. Os temas das conversas vão desde vinhos até assuntos estritamente secretos e censurados que morrem ali mesmo. Afinal de contas, confraria sem mistérios não é confraria que se preze.

PS (1): Um grande abraço para os amigos supracitados.
PS(2): A Bodega Caro é de propriedade da Catena (Agentina) e do Ch. Lafite Rothschild (França).

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Amarone do vinhedo à boca.

    O Vêneto, mais precisamente Verona é uma das capitais do vinho na Itália, onde lagos dos vinhos tintos Valpolicella e Bardolino e do branco Soave são drenados para milhões de garrafas. O principal tinto do Vêneto, o Valpolicella, é um dos nomes mais explorados da Itália. O Valpolicella é produzido a partir de um corte onde predominam as uvas nativas Corvina, Molinara e Rondinella. A Corvina com mais personalidade, a Molinara maior acidez e a Rondinella acrescenta algum sabor. Existe o Valpolicella básico, o Valpolicella Superiore.

 
   Ótimos Valpolicellas são produzidos em pequenas quantidades: o Recioto della Valpolicella e o Amarone della Valpolicella.
No processo de produção do Amarone as uvas são colhidas, passam pelo processo passito, no qual são cuidadosamente arrumadas em engradados rasos, empilhados com bastante espaço entres eles para o ar circular. Secam por quatro a seis meses ou mais, até ficarem enrugadas como uva-passa. Daí, são prensadas e fermentadas lentamente até que todo açúcar da uva se transforme em álcool. Receberá o nome de Amarone. Amaro significa "amargo", e amarone, "fortemente amargo".
O amarone é um vinho encorpado, com teor alcoólico entre 14% e 17% vol., altíssimo para um vinho de mesa. Os italianos o chamam vini da meditazione. É realmente único.
Cor, vermelho-escuro profundo, tipo porto, aroma de cereja preta, ameixa, figos, tabaco, couro. Paladar complexo, poderoso, forte, muito longo, final amargo característico, que lhe dá um verdadeiro frescor.
Masi, Serègo Alighieri e Allegrini são excelentes produtores, procure pelas palavras CLASSICO OU SUPERIORE no rótulo.
Apesar de ser um vinho que vai bem só, podemos harmonizá-lo com um bom filé, carne de caça ou massa ao pesto, os exemplares mais velhos do vinho são ótimos com queijos fortes.

Amarone na casa dos Borges.

Vinho: Masi Costasera Classico Riserva 2004
Tipo: Tinto
Safra: 2004
Produtor: Masi Agricola
País: Itália
Região: Vêneto
Casta: Corvina 70%, Molinara 5%, Rondilnela 15% e Oseleta 10%
Graduação: 15,5%
Preço: Onde Comprar:




   Outro dia fui convidado pelo meu grande amigo Marcus Borges para tomar um vinho, qual não foi minha surpresa, o amigo acabara de chegar da Enotria (Terra do Vinho) assim denominada pelos gregos na antiguidade a Itália e trouxe na bagagem algumas garrafas de Amarone.
O vinho que degustamos foi o Costasera Amarone Classico Riserva 2004, um magnífico e legítimo amarone, no nariz adocicado, ameixa em caldas, frutas vermelhas, na boca ameixa, cereja, no final um sabor seco de chocolate meio amargo. No nariz dôce, na boca seco como todo amarone.
Como manda a lenda tomamos de gole em gole, sem acopanhamentos, afinal esse vinho é pra beber só ele, como os italianos chamam, é o "VINI DA MEDITAZIONE". Indicado também após uma refeição. Portanto, para se degustar um amarone basta uma boa taça e uma boa companhia. Foi um belíssimo momento, além de nós, desfrutaram desta jóia os amigos Valter Vieira, Marcos Vieira e Marcelo Carvalho que como bom cervejeiro bebeu essa jóia em goles grandes e rápidos, uma pena.

PS: Doravante escreveremos como é produzido o fantástico Amorone della Valpolicella.

O primeiro e verdadeiro porre bíblico da história da humanidade

    Hoje é sexta feira da paixão por isso, resolvi escrever uma passagem citada na bíblia falando de vinho. No velho Testamento, no Gênesis (9,20-21), está a mais antiga citação bíblica do vinho. Conta que Noé, que levava mudas de videira em sua arca, plantou-as após o dilúvio ("Após o dilúvio, Noé começou a ser lavrador da terra e plantou uma vinha"). Depois, Noé colheu as uvas, prenssou-as, fez vinho, dele bebeu até embriagar-se (" E bebeu do vinho e embriagou-se"), ficou nu e sob censura, foi coberto pelos filhos e levado à sua tenda. Foi, digamos, o primeiro e verdadeiro PORRE da história da humanidade.

Esse texto foi tirado do livro, O VINHO NO GERÚNDIO do médico, professor de neuroanatomia da UFMG, Júlio Anselmo de Souza Neto. Livro bastante interessante, recomento para os que gostam de ler sobre vinhos e para os que estão iniciando no mundo da enofilia. Um livro de fácil leitura e muito didático.

  Resumindo o texto, Noé bebeu, embriagou-se e ainda "BOTOU UM BONECO MONSTRO". ( Os amigos do Ceará vão saber o que significa isso.). Ora, se até Noé "BOTOU BONECO" porque nós mortais não podemos fazê -lo também ?
PS: Botar Boneco no dicionário cearense significa que a pessoa se comportou de forma inadequada, deu trabalho aos amigos, em resumo, o bêbado chato e incoveniente.